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	<title>Leo Tostes, Autor em Haze Shift</title>
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	<description>Consultoria de Inovação e Design Estratégico orientada a resultados</description>
	<lastBuildDate>Fri, 15 Oct 2021 19:03:02 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Como a inovação aberta conecta os objetivos sustentáveis da ONU de infraestrutura, produção responsável e trabalho decente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leo Tostes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Aug 2021 00:04:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura de Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação Aberta]]></category>
		<category><![CDATA[ods]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Você já parou para pensar quais Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, os famosos ODS, estão mais conectados? E quais são mais aderentes à sua empresa? Aqui no blog da Haze Shit, nós estamos fazendo uma série de artigos que pode ajudar sua estratégia de sustentabilidade e inovação. Inclusive, o ODS 9 se chama justamente:  Leia</p>
<p>O post <a href="https://hazeshift.com.br/inovacao-aberta-ods/">Como a inovação aberta conecta os objetivos sustentáveis da ONU de infraestrutura, produção responsável e trabalho decente</a> apareceu primeiro em <a href="https://hazeshift.com.br">Haze Shift</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Você já parou para pensar quais Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, os famosos ODS, estão mais conectados? E quais são mais aderentes à sua empresa? Aqui no blog da Haze Shit, nós estamos fazendo uma <a href="https://hazeshift.com.br/tag/ods/">série de artigos</a> que pode ajudar sua estratégia de sustentabilidade e inovação. Inclusive, o<a href="http://www.agenda2030.org.br/ods/9/"> ODS 9</a> se chama justamente: Inovação, Indústria e Infraestrutura.</p>



<figure class="wp-block-table is-style-stripes"><table><tbody><tr><td><strong>Direto ao ponto: saiba mais sobre cada ODS abordada neste texto</strong><br><strong> </strong><br><a href="#ancora-1">ODS 9: Indústria, Inovação e Infraestrutura<br></a><a href="#ancora-2">ODS 12: Consumo e Produção Responsáveis<br></a><a href="#ancora-3">ODS 8: Trabalho Decente e Crescimento Econômico<br></a><a href="#ancora-4">ODS 5: Igualdade de Gênero<br></a><a href="#ancora-5">ODS 16: Paz, Justiça e Instituições Eficazes</a></td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Como destaca a<a href="http://www.agenda2030.org.br/ods/9/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> Agenda 2030 da ONU</a>, investimentos em infraestrutura e em inovação são condições básicas para o crescimento econômico. Nós da Haze Shift concordamos. E aqui existe uma grande oportunidade de colocar a inovação aberta em prática para fazer esses investimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das<a href="https://hazeshift.com.br/inovacao-aberta-chesbrough/"> rotas de inovação aberta</a> é a engenharia colaborativa (<a href="https://hazeshift.com.br/inovacao-aberta-chesbrough/">veja aqui a rota número 5</a>), utilizada principalmente nas indústrias, que une dois ou mais parceiros em processos de design, engenharia e produção, sendo realizado por equipes multidisciplinares e integradas.Eu diria que essa é uma forma inclusive de não pagar a conta sozinho, pois pode otimizar compras e até mesmo unir marcas concorrentes. Por exemplo, uma das unidades industriais do Complexo Ayrton Senna, fundado em 1998, na região de Curitiba, focada em injeção de alumínio, foi construída a partir de uma aliança entre marcas concorrentes, pelo consórcio Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, criado em 1999.</p>



<a id="ancora-1"></a>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um exemplo de cooperação mútua</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, quando falamos em indústria existe algo além da produção física. Existe o fornecimento de serviços, como a indústria de software. E como a Agenda 2030 da ONU valoriza muito as conexões nas comunidades locais, como elemento gerador de renda e de desenvolvimento, novamente a inovação aberta se mostra como um motor para o sucesso de organizações de diferentes portes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Algumas ações podem provocar essa aproximação, gerando valor para uma ampla cadeia de negócios. Este é o caso de instituições financeiras que podem conectar clientes pessoa jurídica de fornecedores locais de tecnologia, por meio de eventos e oficinas. Vamos deixar esse exemplo mais claro?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em um projeto recente, nós da Haze Shift fomos indicados para atendermos a uma demanda de uma cooperativa de crédito no sudoeste do Paraná. A instituição financeira queria reforçar seu relacionamento com cooperados PJ com uma ação diferenciada. Nós ficamos responsáveis por orquestrar o planejamento e execução, e sugerimos um workshop aos moldes de IdeaLab, ou seja, um laboratório de ideias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como a carteira de empresas cooperados naquela região envolve setores como Logística e Alimentação, em nossa experiência com projetos de inovação e transformação digital, sabemos que há uma busca constante pela melhoria de processos e atualização de soluções tecnológicas. Pesando nisso, convidamos startups e companhias tecnológicas locais para cocriar soluções para essas empresas. Com a ajuda dos gerentes das contas PJ, houve ampla conexão entre os fornecedores de tecnologia e as empresas cooperadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E olha só que interessante: quando uma instituição financeira aproxima seus clientes de fornecedores de tecnologia, isso pode resultar até mesmo na tomada de empréstimos e financiamentos para novos projetos. É um círculo completo de inovação!</p>



<a id="ancora-2"></a>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A economia circular e o ODS 12: Consumo e Produção Responsável</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Por falar em círculo de inovação, um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU é Consumo e Produção Responsáveis, que está conectado ao<a href="https://hazeshift.com.br/economia-circular/"> conceito de economia circular</a>: os recursos são reutilizados, ou seja, não são explorados e descartados como acontece dentro da lógica de economia linear. Isso ocorre com um novo ciclo de reaproveitamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como<a href="http://www.agenda2030.org.br/ods/12/"> descreve a ONU</a>, isso é indispensável pela redução da pegada ecológica sobre o meio ambiente. E aqui novamente a inovação aberta pode ajudar, com a união de forças. Afinal, o que é lixo para uma companhia pode gerar faturamento para outra. E, consequentemente,reduz o impacto ambiental, estimula a geração de empregos e certamente, gera receita..</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://lh5.googleusercontent.com/NN6A8GUKBytIGV_FoYhyJ3HeNazu0U9i3Zi_szvUJhL9RMLxQmgb9Xit3heIsF9Ttg2-NdxCbjG0aLS9CvS-6S5vIQGyXOf8cfW5xpfdC8WUZ2iIrAsmcVMjlJSVV5tVoIrXagxA" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Fonte: Site </em><a href="https://www.ideiacircular.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>Ideia Circular</em></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Três níveis de reciclagem</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Vejamos alguns exemplos fáceis de entender. Classicamente, a reciclagem é o nome dado à reutilização de materiais. Mas existem três níveis de reaproveitamento na economia circular:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><em>Upcycling:</em> resíduos se tornam matéria prima para algo de maior valor do que o original. Quando uma empresa faz uso de objetos em seus processos do dia a dia, mas não os vende, como <em>pallets de madeira, </em>o objeto pode gerar valor para outra empresa quando for para descarte. Veremos um bom exemplo a seguir.</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><em>Downcycling: </em>aqui a matéria prima perde parte de seu valor original, mas ainda assim pode gerar novos produtos. Um exemplo clássico é o papel branco que pode virar itens como papel cartão e papel higiênico. Mais dois exemplos: o uso de fibras de plástico para fazer roupas e pneus triturados para a construção de asfaltos.</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><em>Recycling</em>: aqui a continuidade é indefinida, e o produto original preserva a capacidade de gerar outros idênticos. É o caso de latas de alumínio ou do reaproveitamento de garrafas de vidro retornáveis.</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Se você me permite uma dica, eu recomendo a empresas de todos os portes buscarem<a href="https://hazeshift.com.br/laboratorios-de-inovacao-hubs/"> hubs e laboratórios de inovação</a>, que são um ótimo meio para fortalecer o ecossistema de inovação corporativa a partir da economia circular.</p>



<figure class="wp-block-table is-style-stripes"><table><tbody><tr><td><strong>Um case interessante</strong><br><br>Dentre esses três níveis, talvez você esteja em dúvida quanto a <em>upcycling.</em> Por isso, quero mostrar um bom exemplo. Pense comigo: na logística industrial e de entregas, o uso de pallets é praticamente uma unanimidade, certo? Mas ele desgasta e tem um ciclo de vida. Quando não presta mais, o que as empresas fazem? Muitas descartam. A mesma coisa ocorre quando containers de carga chegam ao Brasil. <br><br>Um casal de empresários, contudo, enxergou nisso uma oportunidade. O de ir atrás desses pallets para criar móveis e itens de decoração. Surgiu, assim, o Casa com Pallet, mostrando que o lixo de empresas e portos pode virar renda.<a href="https://www.casacompallet.com.br/a-casa-com-pallet/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> Conheça este case mercado</a>.<br> </td></tr></tbody></table></figure>



<a id="ancora-3"></a>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Chegamos ao ODS 8: Trabalho Decente Crescimento Econômico</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Perceba o seguinte: tanto o <em>case</em> dos pallets quanto o da Cresol geram trabalho decente e crescimento econômico para suas respectivas comunidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso dos pallets, o empreendedor foi ainda mais além e criou o<a href="https://ecoconsumo.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> Eco Consumo</a>, um marketplace de empresas sustentáveis para pequenos empreendedores transformarem resíduos em produtos de alto valor agregado. Já a Cresol, com sua iniciativa, amplia o ecossistema de inovação do Sudoeste paranaense, gerando empregos e renda, e consolidando as empresas da região como fornecedoras de tecnologia. Muito legal, concorda?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu, pessoalmente, vejo que isso está totalmente conectado à relação entre<a href="https://hazeshift.com.br/esg-inovacao/"> inovação e ESG</a>, um acrônimo que virou até mesmo critério para manter investidores, e que significa:</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;<em>E – Environmental (Meio Ambiente)</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>S – Social</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>G – Governance (Governança).</em></p>



<h3 class="wp-block-heading"><a href="https://hazeshift.com.br/esg-inovacao/"><strong>Leia mais: Qual é a relação entre ESG e inovação e como acelerar a aderência a essas 3 letras</strong></a></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Mas o que tudo isso tem a ver com trabalho decente? Bom, existe toda uma cadeia que faz com que empresas que adotam os princípios ESG funcionem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vejamos isso com um exemplo do<a href="https://hazeshift.com.br/transformacao-digital-no-agronegocio/"> agronegócio</a>. No setor de celulose, além da indústria que transforma a matéria prima, existe toda uma rede: proprietários rurais que plantam pinus ou eucaliptos, técnicos agrícolas e engenheiros agrônomos e florestais que dão apoio ao plantio e ao reflorestamento, trabalhadores para corte e para transporte, entre outros. Tudo isso é sinônimo de emprego e desenvolvimento econômico para a região que produz madeira e celulose.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este exemplo, inclusive, é real. A Klabin é uma das grandes empresas do<a href="http://www.b3.com.br/pt_br/market-data-e-indices/indices/indices-de-sustentabilidade/indice-de-sustentabilidade-empresarial-ise-composicao-da-carteira.htm" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> índice de ESG da B3</a> e mostra em detalhes como tudo isto funciona por meio<a href="https://rs.klabin.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> deste relatório</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Exemplos assim mostram que é possível, dentro de uma região específica, proporcionar trabalho honesto para além de seus próprios colaboradores. Inclusive, em parceria com órgãos como os do<a href="https://www12.senado.leg.br/noticias/glossario-legislativo/sistema-s" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> Sistema S</a> (que se voltam ao treinamento profissional e assistência técnica), é possível seguir a<a href="https://hazeshift.com.br/inovacao-aberta-chesbrough/"> rota de inovação aberta de co-learning (rota 6)</a>, ou aprendizado colaborativo, ensinando profissões a uma rede ampla de pessoas que podem colaborar com a cadeia local.</p>



<a id="ancora-4"></a>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>ODS 5: em busca da igualdade</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Acho que você irá concordar comigo em outro ponto. Essa geração de empregos equilibra a balança de oportunidades de renda nas comunidades, e desencadeia reflexões sobre a inclusão no mercado de trabalho. Inclusive, a<a href="http://www.agenda2030.org.br/ods/5/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> ODS 5 da ONU</a> (Igualdade de Gênero) prega justamente esse equilíbrio na balança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em um artigo aqui mesmo no Blog da Haze Shift, meu colega e sócio Luiz Fernando Frederico mostrou como a<a href="https://hazeshift.com.br/diversidade-e-inovacao/"> diversidade é capaz de impulsionar a inovação</a> nas empresas. O artigo nos mostra indícios de que essa igualdade leva a melhores resultados. Um desse indícios é levantado pela pesquisa<a href="https://www.accenture.com/_acnmedia/Thought-Leadership-Assets/PDF/Accenture-Equality-Equals-Innovation-Gender-Equality-Research-Report-IWD-2019.pdf"> <em>Getting to Equal</em> 2019</a> da consultoria Accenture, que destaca que empresas com oportunidades iguais para os colaboradores têm <em>mindset</em> de inovação maior comparado àquelas que são mais desiguais em oportunidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E para estimular ainda mais a presença feminina, eu vejo que o debate vai ainda mais longe, e vai ao encontro de uma das metas do ODS 5 que é apoio ao empreendedorismo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, existem ações excelentes, como o programa<a href="https://startupi.com.br/2020/03/women-entrepreneurship-microsoft-anuncia-primeiras-startups-selecionadas-para-o-programa/"> Women Entrepreneurship</a> (WE), que seleciona startups lideradas por mulheres para receberem investimentos do fundo WE Ventures. O programa, aliás, é resultado de uma ampla parceria entre diferentes atores da cadeia de inovação: Microsoft Participações, Sebrae Nacional, Bertha Capital e Belvedere Investimentos. Confira:</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="video-shortcode"><iframe title="Women Entrepreneurship: conheça mais sobre o projeto voltado ao empreendedorismo feminino" width="1100" height="619" src="https://www.youtube.com/embed/DPOISzKwhAo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></div>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Eu destaco aqui também o<a href="https://rme.net.br/institutorme/"> Instituto Rede Mulher Empreendedora</a>, que já tem mais de 100 mil empreendedoras cadastradas e que, por meio de seu próprio ecossistema de inovação, oferece serviços como ativação de marca, consultoria e parcerias. Vale a pena conhecer:<a href="https://rme.net.br/quem-somos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> saiba mais aqui</a>.</p>



<a id="ancora-5"></a>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Tudo isso leva à paz e à justiça: ODS 16</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Reflita comigo: ações de inclusão, igualdade de gênero, emprego decente, responsabilidade corporativa e ambiental e inovação, juntas, são um fator que diretamente leva ao fortalecimento da sociedade e suas instituições. De quebra, colaboram com a manutenção da paz e com os direitos humanos. Faz sentido? Para a ONU (e para mim também), com certeza. E é por isso que o ODS 16 se chama Paz, Justiça e Instituições Eficazes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas nós podemos fazer muito mais para colaborar com essa parte da Agenda 2030, não podemos? Por exemplo, o acesso à Justiça e a proteção das liberdades fundamentais são duas das metas mencionadas pelo ODS 16. Como exemplo disso, aqui no Brasil, entra em vigor em 2021 a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), onde as organizações precisam se adequar para manter a privacidade de pessoas físicas e jurídicas cadastradas ou que fizeram negócios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas como podemos ajudar essas empresas nessa adequação? Novamente, a resposta passa por ações inovadoras. Em um<a href="https://hazeshift.com.br/o-que-e-hackathon-desafios-de-inovacao/"> desafio de inovação aberta</a> chamado<a href="https://globallegalhackathon.com/"> Global Legal Hackathon</a> (GLH), uma equipe do Paraná venceu a etapa regional ao criar um software que faz uma<a href="https://www.oabpr.org.br/projeto-sobre-lgpd-e-destaque-na-etapa-do-global-legal-hackathon-glh-2020-realizada-na-oab-parana/"> varredura em sites e verifica às adequações à nova lei</a>. Muito útil para qualquer companhia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro movimento muito interessante foi promovido pela OAB do Amazonas, Innova Law e SebraeLab, ao promover o<a href="https://amazonialegalhackathon.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> Amazônia Legal Hackathon</a> em junho de 2021. A proposta desafiou equipes multidisciplinares a desenvolverem soluções tecnológicas jurídicas alinhadas aos temas dos ODS 3 (<a href="http://www.agenda2030.org.br/ods/3/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Saúde e Bem Estar</a>), 7 (<a href="http://www.agenda2030.org.br/ods/7/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Energia Acessível e Limpa</a>), 9 (<a href="http://www.agenda2030.org.br/ods/9/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Indústria, Inovação e Infraestrutura</a>), 11 (<a href="http://www.agenda2030.org.br/ods/11/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Cidades e Comunidades Sustentáveis</a>) e 15 (<a href="http://www.agenda2030.org.br/ods/15/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Vida Terrestre</a>). O resultado você assiste aqui:</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="video-shortcode"><iframe title="#ALH2021 | Final do Amazonia Legal Hackathon" width="1100" height="619" src="https://www.youtube.com/embed/rUmlxasi6Vo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></div>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Eu poderia citar vários outros exemplos. Em nível global, o SDG 16 <em>Innovation Challenge</em> é um desafio de inovação que convida jovens entre 15 e 35 anos a desenvolverem ideias conectadas aos objetivos de estado de direito e o acesso à justiça para todos.<a href="https://accountabilitylab.org/our-work/sdg-16-innovation-challenge/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> Conheça mais aqui</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de querer falar mais sobre estes casos, chegou a hora de encerrar este texto. Mas não de encerrar o debate. Ficam as perguntas: como você e sua organização enxergam os ODS que citamos neste texto? Sua empresa já percebeu como pode valorizar a marca e fazer negócios a partir de ideias conectadas aos ODS? Estamos aqui disponíveis para conversar sobre isso. Deixe um comentário!</p>
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			</item>
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		<title>Empresas de qualquer ramo podem ser fontes de energia limpa e água potável. Duvida? Nós explicamos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leo Tostes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Jun 2021 01:02:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura de Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação Aberta]]></category>
		<category><![CDATA[cultura da inovação]]></category>
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		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Você já parou para pensar na aderência do seu negócio aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU? Recentemente nós da Haze Shift fizemos essa reflexão e hoje é dia de convergir quatro dos 17 ODS ao mundo corporativo. São eles: ODS 7 - Energia acessível e limpaODS 6 - Água Potável e Saneamento ODS 11  Leia</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Você já parou para pensar na aderência do seu negócio aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU? Recentemente nós da Haze Shift<a href="https://hazeshift.com.br/ods-empresas-agenda-2030/"> fizemos essa reflexão</a> e hoje é dia de convergir quatro dos 17 ODS ao mundo corporativo. São eles:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><a href="#ancora-1"><strong>ODS 7 &#8211; Energia acessível e limpa</strong></a></li><li><a href="#ancora-2"><strong>ODS 6 &#8211; Água Potável e Saneamento&nbsp;</strong></a></li><li><a href="#ancora-3"><strong>ODS 11 &#8211; Cidades e Comunidades Sustentáveis&nbsp;</strong></a></li><li><strong><a href="#ancora-4">ODS 13 &#8211; Ação Contra a Mudança Global do Clima&nbsp;</a></strong></li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Em primeiro lugar, certamente você já ouviu falar em modelos de energia limpa e que pregam a sustentabilidade. Pois bem, esse é o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável<a href="http://www.agenda2030.org.br/ods/7/"> número 7</a> da ONU: Energia Acessível e Limpa. E olha que essas formas podem estar mais perto do que você imagina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aqui na empresa, meu sócio Luiz Fernando Frederico já mostrou neste blog como<a href="https://hazeshift.com.br/agroenergia-no-brasil/"> inovação e agroenergia no Brasil</a> vêm revolucionando a forma de gerar energia a partir de materiais produzidos no campo. Mas também pode existir energia limpa em algum telhado pertinho da sua casa ou trabalho. Sim, estamos falando da energia solar. Afinal, ela está cada vez mais popular. Veja como funciona:</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="video-shortcode"><iframe title="Como funciona energia solar" width="1100" height="619" src="https://www.youtube.com/embed/aJ_qFfnhGfs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></div>
</div></figure>



<a id="ancora-1"></a>



<p class="wp-block-paragraph">Interessante, concorda? Sua empresa ou mesmo sua residência podem ser beneficiadas com este sistema, pois as placas solares captam energia suficiente para o abastecimento contínuo, e o uso de energia das concessionárias locais vem, geralmente, só à noite (se a energia solar captada durante o dia tiver acabado). E um ótimo meio de ampliar essa energia limpa é por meio da inovação aberta. Vamos entender isso com um exemplo?</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Energia Limpa: exemplo de inovação aberta</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A acessibilidade à energia solar por meio de parcerias entre empresas e startups é um ótimo meio para, cada vez mais, tornar isso uma realidade. E aqui no Brasil temos um excelente projeto da Ambev, que busca levar energia limpa a mais de 700 mil bares, restaurantes e supermercados no Brasil, por meio da Z-Tech (hub de tecnologia e inovação da multinacional). Entenda como funciona:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os estabelecimentos parceiros da Ambev fazem um<a href="https://www.energialemon.com.br/ambev"> cadastro</a> na startup Lemon, que identifica dentro de uma rede de fornecedores de energia solar quantos painéis solares que o estabelecimento precisa alugar para abastecimento próprio. Dessa forma, a startup faz uma proposta e, caso o estabelecimento aceite, o fornecimento de energia do local passa a ser feito por energia solar, através da mesma rede de linhas de transmissão disponibilizada pela empresa de energia local. O proprietário não precisa fazer obras e a startup fica responsável pela burocracia de contato com a companhia de energia local.<a href="https://www.energialemon.com.br/como-funciona"> Leia aqui algumas perguntas frequentes</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim como quando ocorre a instalação de painéis solares, a promessa é que o investimento auxilie as empresas a reduzir a conta de energia. De quebra, dessa maneira, ocorre menos emissões de gases e poluentes na atmosfera pelo abastecimento com esse tipo de energia.&nbsp; Portanto, fica a minha recomendação ao empreendedor: busque startups como a Lemon, a<a href="https://landing.solfacil.com.br/"> Solfácil</a> e a<a href="https://www.renovagreen.com.br/"> Renova Green</a>, entre outros exemplos.&nbsp;</p>



<a id="ancora-2"></a>



<figure class="wp-block-table is-style-stripes"><table><tbody><tr><td><strong>Oportunidade de faturar com energia</strong><br>Quando empresas ou propriedades geram sua própria energia &#8211; seja por meio solar, eólica, pequenas centrais hidrelétricas ou pela<a href="https://hazeshift.com.br/agroenergia-no-brasil/"> agroenergia</a> -, elas se inserem no chamado<a href="https://www.agroenergia.com.br/mercado-livre"> Mercado Livre de Energia</a>, ou Ambiente de Contratação Livre (ACL). Nesse mercado, o empreendedor consome a própria energia e tem a oportunidade de vender a produção energética excedente às distribuidoras de energia, por contratos bilaterais.<br></td></tr></tbody></table></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Da luz à água potável</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">E se por um lado o Sol é capaz de gerar energia, ele já se mostra capaz de auxiliar no tratamento da água e no saneamento, como veremos a seguir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa gestão sustentável de água e esgoto é o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável<a href="http://www.agenda2030.org.br/ods/6/"> número 6</a> da ONU. Uma das metas desse objetivo é fortalecer a participação das comunidades locais na gestão hídrica. Nesse sentido, novamente existem pessoas dispostas a isso, mostrando forte conexão de inovações com origem em<a href="https://hazeshift.com.br/startups-universitarias-brasil/"> universidades e startups</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vejamos o exemplo da empreendedora Anna Luísa Beserra, da Bahia. Ela desenvolveu um dispositivo para o tratamento da água que utiliza radiação solar para o processo de limpeza, produzindo até 30 litros de água tratada por dia. O equipamento se chama<a href="https://www.sdwforall.com.br/aqualuz"> Aqualuz</a>: um equipamento acoplado a cisternas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A jovem concorreu ao prêmio Jovem Cientista, do CNPQ, em 2013, quando ainda estava no Ensino Médio. Ela aprimorou o projeto partir de 2015 cursando Biotecnologia na Universidade Federal da Bahia (UFBA) e lançando uma <a href="https://hazeshift.com.br/startups-universitarias-brasil/">startup universitária</a> chamada <a href="https://sdwforall.com/quem-somos">SWD</a>. Em 2019, a SDW ganhou a premiação da ONU Meio Ambiente, seu primeiro reconhecimento internacional. E ela levantou mais um bom dinheiro no programa<a href="https://gshow.globo.com/programas/caldeirao-do-huck/the-wall/noticia/jovem-cientista-de-22-anos-que-usa-luz-solar-para-purificar-agua-leva-r46-mil-no-the-wall.ghtml"> Caldeirão do Huck</a> e <a href="https://agenciaeconordeste.com.br/dispositivo-nordestino-de-filtragem-solar-da-agua-e-vice-campeao-de-competicao-nos-eua/">R$ 25 mil no Hack Brazil</a>, um hackaton para startups de tecnologia promovido pela Universidade de Harvard, dos Estados Unidos.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://hazeshift.com.br/o-que-e-hackathon-desafios-de-inovacao/"><strong>Leia também: Tudo sobre hackathon, o que é e como funcionam os melhores desafios de inovação aberta</strong></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a SDW também oferece o<a href="https://sdwforall.com/servicos"> serviço para empresas</a> que querem apostar em Projetos de Responsabilidade Social. Isso é inovação aberta pura: uma startup que começou de forma universitária e que agora oferece serviços a empresas!&nbsp;</p>



<a id="ancora-3"></a>



<figure class="wp-block-table is-style-stripes"><table><tbody><tr><td><strong>Faça sua parte </strong><br>Se você achou essa história inspiradora, que tal começar a fazer a sua parte? A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico do Brasil, a ANA, possui diversas iniciativas, entre <a href="https://www.ana.gov.br/programas-e-projetos">programas e projetos</a>. A agência inclusive premia iniciativas de pequenas, médias e grandes empresas que realizam projetos para promover a segurança hídrica. Saiba mais no site do <a href="https://premio.ana.gov.br/">Prêmio Ana</a>.&nbsp;<br></td></tr></tbody></table></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Projetos assim formam cidades e comunidades sustentáveis&nbsp;</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os projetos que citamos acima sobre energia limpa e água acabam indo ao encontro de outro Objetivo de Desenvolvimento Sustável da ONU: Cidades e Comunidades Sustentáveis (<a href="http://www.agenda2030.org.br/ods/11/">ODS 11</a>), que busca reduzir as desigualdades e melhorar questões como gestão de resíduos, qualidade da água, planejamento urbano, e aumentar a resiliência dos assentamentos humanos. Além disso, colaboram para o conceito de Cidade Inteligentes, ou seja, que otimizam o uso de recursos em favor do cidadão. Entenda melhor:</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="video-shortcode"><iframe title="Cidades Inteligentes - vídeo conceitual" width="1100" height="619" src="https://www.youtube.com/embed/vuAgaUl-wTI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></div>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Pronto, agora que você já sabe o que é uma cidade inteligente, vamos pensar também em como sua empresa pode aproveitar esse momento de<a href="https://hazeshift.com.br/culture-hacking/"> transição de eras</a> que vivemos para mostrar a<a href="https://hazeshift.com.br/tipos-de-stakeholders-internos-externos/"> stakeholders</a> que está conectada ao tema<a href="https://hazeshift.com.br/esg-inovacao/"> inovação e ESG</a> (<em>Environmental, Social and Governance</em>).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://hazeshift.com.br/esg-inovacao/"><strong>Leia também: Qual é a relação entre ESG e inovação e como acelerar a aderência a essas 3 letras</strong></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim como a <em>otimização de recursos</em> é um termo chave para cidades inteligentes, ele também é chave para empresas que querem atrair investidores, algo diretamente conectado a uma boa gestão de ESG. Afinal, as novas gerações estão até mesmo dispostas a pagar mais por produtos e soluções de empresas sustentáveis, segundo<a href="https://www.nielsen.com/wp-content/uploads/sites/3/2019/05/sustainable-innovation-report.pdf"> pesquisa da Nilsen Norman Group</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, uma saída para empresas fortalecerem sua reputação perante o mercado é apoiar projetos <em>perto de casa</em>, ou seja, nas comunidades de seu entorno. Aqui posso dar uma luz de como sua empresa pode fazer isso:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Recentemente, nós da Haze Shift apoiamos o<a href="https://m.institutogrpcom.com.br/l/L7Ss66ABF1128"> Social Hackacom</a>, um desafio de inovação aberta do Grupo Paranaense de Comunicação (Grpcom) que buscava criar soluções inovadoras de comunicação para ONGs conseguirem melhores resultados durante a pandemia. Surgiram vários<a href="https://taikai.network/br/instituto-grpcom/challenges/socialhackacom/projects"> projetos inspiradores</a> e o resultado foi fantástico. Confira como foi a final do Hackathon e as ideias dos 3 vencedores:&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="video-shortcode"><iframe title="Premiação - Social HackaCom" width="1100" height="619" src="https://www.youtube.com/embed/xN4e6vQvYIk?start=345&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></div>
</div></figure>



<a id="ancora-4"></a>



<p class="wp-block-paragraph">Isso significa que você precisa promover um hackathon para abraçar a causa de cidades e comunidades sustentáveis? Não. Significa, contudo, que você precisa encontrar um bom parceiro para realizar essa conexão entre sua empresa e projetos que podem estar acontecendo a sua volta. Nós, por exemplo, somos especialistas em fazer essa ponte entre empresas, startups e comunidades. Isso certamente trará valor para sua marca e, potencialmente, para seu negócio!</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Ação Contra a Mudança Global do Clima</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Agora, para finalizar, eu retomo essa ODS que citei lá no comecinho desse texto. Este é<a href="http://www.agenda2030.org.br/ods/13/"> objetivo 13</a> da Agenda 2030 ONU, que busca lidar com a questão do clima de forma estratégica e destaca entre suas metas promover mecanismos para fazer a gestão do clima de forma eficaz nas comunidades locais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando falamos em energia limpa, estamos diretamente colaborando para isso. Inclusive, neste tópico, sua companhia pode conseguir quatro resultados paralelos com ações nesse sentido: melhorar a reputação da marca, obter créditos junto a concessionárias de energia, gerar renda por meio do estímulo ao setor de energia limpa e reduzir a emissão de CO2 no meio ambiente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É muita coisa boa por uma única ação, concorda? Imagine agora isso multiplicado por 700 mil negócios, como no caso da iniciativa da Ambev com a startup Lemon.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Percebeu como é possível conectar 4 ODS, inovação aberta e negócios? A energia limpa ajuda cidades e comunidades, que se aproveitam de água e saneamento de qualidade. Por consequência, isso tudo impacta o meio ambiente. Temos aqui uma grande conexão que valoriza vários atores em toda a cadeia e faz toda a diferença nas empresas e sociedade.</p>



<figure class="wp-block-table is-style-stripes"><table><tbody><tr><td><strong>Como começar </strong><br>E para que você comece a fazer a sua parte, que tal começar essas parcerias? Afinal, a <a href="https://hazeshift.com.br/inovacao-aberta-chesbrough/">inovação colaborativa é uma das 33 rotas de inovação aberta</a>. Aqui posso deixar uma dica. Mais de 50 organizações não-governamentais do Brasil fazem parte do <a href="https://www.oc.eco.br/">Observatório do Clima</a>, uma rede de entidades que discute as mudanças climáticas no Brasil. <a href="https://www.oc.eco.br/quem-somos/nossos-membros/">Veja quais são elas</a>, pois certamente há alguma que atua em seu estado.&nbsp;<br></td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Por falar nisso, nós da Haze Shift podemos colaborar para fazer esse tipo de conexão para que sua empresa comece a encampar projetos ambientais com essas instituições, já que uma de nossas especialidades é aproximar atores em prol da inovação aberta. Certamente podemos fazer, em conjunto, essa ponte para que sua empresa<a href="https://hazeshift.com.br/inovacao-e-sustentabilidade/"> transforme os três pilares da sustentabilidade em inovação</a>. Vamos falar mais sobre isso?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, se você acredita que é possível construir parcerias para gerar impacto socioambiental ou desenvolver iniciativas de inovação aberta com competições e desafios, nós estamos prontos para ajudar. Agende uma conversa e confira nossos próximos textos sobre ODS.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Relembre nossas publicações sobre ODS e inovação:</strong></h3>



<ul class="wp-block-list"><li><a href="https://hazeshift.com.br/ods-empresas-agenda-2030/">ODS: o que isso tem a ver comigo e com a empresa em que eu trabalho?</a></li><li><a href="https://hazeshift.com.br/ods-empresa-inovacao/">Como a inovação nas empresas pode ajudar na erradicação da pobreza, da fome e melhorar saúde e educação</a></li><li></li></ul>
<p>O post <a href="https://hazeshift.com.br/energia-limpa-agua-potavel-ods-empresa/">Empresas de qualquer ramo podem ser fontes de energia limpa e água potável. Duvida? Nós explicamos</a> apareceu primeiro em <a href="https://hazeshift.com.br">Haze Shift</a>.</p>
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		<title>Quando a cultura organizacional é uma barreira? Aprenda no livro O Novo Código de Cultura: leia resumo e ouça o podcast</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leo Tostes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 May 2021 12:23:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura de Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Transformação Digital]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em nossa jornada diária para levar a cultura da inovação aos clientes, nós da Haze Shift nos deparamos com histórias fantásticas de pessoas que transformaram  o ambiente das organizações. Esse é um dos motivos pelo qual a cultura organizacional é um elemento crucial para projetos de inovação: precisamos entender a cultura local e suas pessoas  Leia</p>
<p>O post <a href="https://hazeshift.com.br/o-novo-codigo-de-cultura-leia-resumo-livro-podcast/">Quando a cultura organizacional é uma barreira? Aprenda no livro O Novo Código de Cultura: leia resumo e ouça o podcast</a> apareceu primeiro em <a href="https://hazeshift.com.br">Haze Shift</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Em nossa jornada diária para levar a cultura da inovação aos clientes, nós da Haze Shift nos deparamos com histórias fantásticas de pessoas que transformaram&nbsp; o ambiente das organizações. Esse é um dos motivos pelo qual a cultura organizacional é um elemento crucial para projetos de inovação: precisamos entender a cultura local e suas pessoas antes de propor mudanças. E um bom livro que pode ajudar a entender isso chama-se O Novo Código de Cultura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores da obra, José Salibi e Sandro Magaldi, nos explicam que a cultura de uma empresa é formada pelo seu conjunto de crenças e valores. Mas ele vai além e, em um dos capítulos, destaca que a cultura é formada por um conjunto de fatores, além dos citados, que ele chama de artefatos, normas e pressupostos enraizados na empresa. Isso tem muito a ver com as pessoas que moldaram a empresa e as histórias que elas passaram para frente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, nossa proposta é trazer alguns elementos dessa obra tanto em nosso Blog quanto no Podcast Haziliente, em que eu estive com o Luiz Henrique (<em>host </em>do podcast), o Eduardo Martyres (designer estratégico da Haze), a Helena Merck (head da comunidade Inovadores &amp; Inquietos) e o Matheus Carvalho (de nossa área de projetos). <strong>No podcast e no artigo falamos sobre a construção de cultura organizacional, como nós da Haze Shift abordamos este tema </strong>e apresentamos cases de mercado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ouça e leia um resumo do O Novo Código de Cultura:</p>



<iframe src="https://open.spotify.com/embed/episode/43v8c9CTfX4gKtvWD0mjzJ" width="100%" height="232" frameborder="0" allowtransparency="true" allow="encrypted-media"></iframe>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A cultura corporativa pode ser uma barreira uma barreira</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de começarmos esse debate, vamos analisar alguns dados apresentados no livro? José Salibi e Sandro Magaldi nos apresentam dois números interessantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Primeiramente, ele cita uma pesquisa chamada <em>Culture for a digital age </em>(Cultura da era digital) da Consultoria McKinsey (2017), feita com mais de 2 mil executivos, e que aponta que uma das principais barreiras para o sucesso das empresas são as deficiências da cultura organizacional. Inclusive, quando questionados sobre a principal barreira para a transformação digital das empresas, a maioria destaca os desafios comportamentais e culturais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em segundo lugar, de acordo com estudo Harvard Business Review (2018), 89% das empresas têm baixos índices de inovação por terem uma cultura estagnada e voltada apenas para resultados. Mas essas empresas estão erradas? Aí é o ponto que precisamos analisar para que elas não atinjam um ápice de resultados, entrem em um <em>platô </em>e depois comecem a ter pior desempenho. Entenda melhor neste brilhante comentário dos autores em Um Novo Código de Cultura:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>“A maioria das organizações que sucumbiram nos últimos anos não falharam apenas por fazer as coisas erradas. Falharam, sobretudo, por fazer a mesma coisa certa durante muito tempo”.</em></p></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Que tal&nbsp; vermos dois casos rápidos que têm tudo a ver com essa frase?&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro deles é Kodak. A empresa foi pioneira na fotografia, surgiu em 1817. Até a chegada das câmeras digitais, a Kodak foi referência e lucrou muito com rolos de filmes para câmeras analógicas, mas se recusou a entrar no mercado de câmeras digitais. Quando os executivos perceberam que a mudança de mercado era irreversível, era tarde demais. Várias patentes da empresa foram vendidas. Atualmente, a Kodak sobrevive de impressões de alta definição, embalagens e fornecimento de rolos de filmes para estúdios de cinema.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro caso é o da&nbsp; Motorola. A empresa era líder do mercado de celulares no início da primeira década do milênio e parece ter se acomodado. A diretoria resistiu aos smartphones até ser superada por concorrentes como Apple e Samsung. A Motorola perdeu mais de 4 bilhões em valor de mercado entre 2007 e 2009, e o Google comprou a empresa em 2011 e lançou o primeiro smartphone da Motorola. Em 2014, a Lenovo comprou a marca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses dois exemplos mostram que houve resistência cultural a implementar inovações que o mercado demandava, devido as transformações necessárias para se <a href="https://hazeshift.com.br/culture-hacking/">adaptar rapidamente a Era Digital</a>.&nbsp; .</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A</strong> <strong>cultura corporativa é alavanca para evolução</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Se por um lado a cultura pode limitar e restringir o desenvolvimento de uma organização, por outro algumas culturas podem ser verdadeiras alavancas para o desenvolvimento acelerado e sustentável do negócio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um <em>case </em>de mercado interessante é o da Netflix, que reforça constantemente sua cultura, do onboard do novo colaborador até os que já fazem parte da empresa há mais tempo. Eles seguem um conjunto de valores inspiradores ao mesmo tempo que buscam a excelência. Saiba mais <a href="https://jobs.netflix.com/culture">aqui</a>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro <em>case </em>inspirador é a Natura, que tem entre seus valores essenciais, e reconhecidos pelo mercado por conta de vários prêmios e certificações. A empresa se posiciona com o: &#8220;Cada pessoa importa&#8221;. A empresa é referência no mercado pela a importância que ela dá para seus colaboradores, parceiros, fornecedores e seus consultores externos, com cerca de 1,8 milhões de pessoas envolvidas e compartilhando a riqueza do negócio.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, vale a pena acessar o <a href="https://static.rede.natura.net/html/home/2020/br_05/relatorio-anual/relatorio_anual_natura_2019.pdf">relatório da Natura</a> e conhecer mais suas ações orientadas a pessoas e ao meio ambiente. E, principalmente, como isso impacta a sua cultura e seus lucros. E para fechar esse case, também vale ler a <a href="https://static.rede.natura.net/html/home/2020/br_12/a-natura/declaracao_de_compromisso_pelos_direitos_humanos_natura_PT.pdf">carta aberta pelos direitos humanos</a> produzida e compartilhada pela companhia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu vejo que ambientes assim favorecem que a inovação flua mais naturalmente, e isso permite quebrar barreiras, com maior liberdade com responsabilidade para o colaborador. Ademais, existe uma visão de propósito para fazer a companhia crescer para o bem de todos os stakeholders.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Os 8 Estilos de Cultura Organizacional do livro O Novo Código de Cultura: resumo</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para que esse processo de mudança de cultura e inovações aconteçam, segundo os autores, é preciso uma reflexão sobre todas as instâncias do negócio, sobre <a href="https://hazeshift.com.br/tipos-de-stakeholders-internos-externos/">stakeholders</a>, dinâmica dos mercados e, sobretudo, o papel dos líderes nesse processo. Afinal, mudanças culturais – como provamos em nosso podcast – acontecem de cima para baixo. E aqui entra fortemente a liderança pelo exemplo, já que as transformações não dizem respeito à tecnologia, e sim às pessoas, conforme reforçam os autores.E aqui aproveito para fazer uma indicação de leitura, do meu sócio Marcos Daniel que tem um visão similar, confira:&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://hazeshift.com.br/futuro-do-trabalho/">Futuro do trabalho: Você lidera sua própria transformação digital ou está sendo liderado por ela?</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, eles trazem à tona oito tipos de cultura organizacional presentes nas empresas. E destacam que “não existe cultura perfeita que se adapte a todos os ambientes. Da mesma forma, não existe superioridade de um tipo em relação a outras. O que existe são traços culturais mais adequados e alinhados com a realidade de determinadas companhias”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aqui é importante frisar também que não existe organização que siga 100% de uma determinada cultura, mas de alguma maneira seus traços culturais podem estrar ligeiramente ou intimamente integrados de acordo com sua realidade e diversidade. Observe então esse infográfico de Cultura Integrada:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com isso em mente, vamos fazer um exercício? Identifique abaixo com quais modelos sua organização mais se parece:</p>



<ol class="wp-block-list"><li>Cultura de acolhimento: é um ambiente de relacionamentos e confiança mútua, onde as pessoas se ajudam. Esta cultura, segundo o autor, tem média flexibilidade.</li><li>Propósito: aqui a organização é idealista e altruísta, com ambiente tolerante, solidário, e focada em uma contribuição à sociedade. Tem alta flexibilidade.</li><li>Aprendizado: valoriza a criatividade, e a exploração, sendo um ótimo ambiente para a cultura de inovação, pois autoriza a exposição e a testagem e prototipação de ideias novas. Tem alta flexibilidade.</li><li>Prazer: o ambiente é despreocupado, divertido, e as pessoas tendem a fazer o que as torna felizes. Valoriza-se a espontaneidade e o senso de humor. Tem média flexibilidade.</li><li>Resultados: o local é orientado para resultados e valoriza o mérito das pessoas e a excelência. As metas são enfatizadas. Tem alta estabilidade.</li><li>Autoridade: o ambiente é competitivo e as pessoas se esforçam para obter vantagens pessoais. Os líderes enfatizam a confiança e a dominação. A ousadia é valorizada. Tem alta estabilidade.</li><li>Segurança: caracteriza um ambiente com forte planejamento e prevenção a riscos. O ambiente é previsível e a liderança enfatiza o realismo. Tem alta estabilidade.</li><li>Ordem: respeito, estrutura e normas comuns definem essa cultura, sendo um ambiente metódico, onde as pessoas seguem as regras. Os procedimentos são compartilhados com costumes de longa data. Tem alta estabilidade.</li></ol>



<p class="wp-block-paragraph">É provável que você tenha identificado seu ambiente de trabalho com pelo menos dois itens da lista acima. E isso é fundamental para a transformação cultural e implementação da cultura da inovação.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Tem como transformar isso para gerar uma cultura de inovação?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Também preciso reforçar o seguinte: transformar culturas, principalmente as enraizadas, focada na segurança e somente, e de empresas familiares, pode não ser fácil. Mas não é impossível. Às vezes é até mesmo preciso convencer os donos de que a sucessão não passa necessariamente por passar o bastão para os filhos, para assim tornar a cultura mais flexível e voltada para a inovação. É preciso mais! E aqui entra um bom modelo para reflexão: o do<a href="https://hazeshift.com.br/category/design-estrategico/"> design estratégico</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://hazeshift.com.br/design-estrategico-e-design-thinking/"><strong>Leia também: Como utilizar design estratégico e design thinking nas estratégias de sua empresa</strong></a></p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://lh3.googleusercontent.com/TktEE-CT05sfVEAgFnxgoHjQY63fB_aiX7IkK_RPws2PGUBIDqiYbkf5InDrg2KPMQPBxCJFll51kDsL75Cdw6Ya0cGuGucMDftuOfIcPXIP140GBPIBSb-jrKY-f1OsGf5G6WlY" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Eu diria que se você identificou que sua organização tem características de estilos de cultura organizacional, ao mesmo tempo, voltadas para aprendizado e para resultados, já existe um bom <em>fit</em> para cultura de inovação. Afinal, a prototipagem e a testagem rápida permitem, também, acertar e falhar rapidamente, fazendo a correção de rotas para a<a href="https://hazeshift.com.br/modelagem-de-negocios-design-estrategico/"> modelagem de negócios</a>. Culturas com flexibilidade também são aderentes à inovação por estarem dispostas à mudança em prol de novidades, mas fica a dica dos autores:&nbsp;&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>“Não adianta tentar forjar uma nova cultura para o negócio que tenha como fundamento o novo ambiente empresarial se essa orientação estiver desalinhada com a estratégia do negócio e seus artefatos como estrutura, processos etc.”</em></p></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, se seu objetivo é desenvolver uma cultura forte, orientada à inovação e com pessoas se sentindo parte deste processo, nós da Haze Shift nos colocamos à disposição. Começando com entender o atual nível de maturidade das suas iniciativas, depois desenhando um processo com as lideranças e finalmente, envolvendo stakeholders, sustentáculo para a construção uma cultura forte, bem nutrida e com inovação como um dos seus valores.</p>
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		<title>Como a inovação nas empresas pode ajudar na erradicação da pobreza, da fome e melhorar saúde e educação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leo Tostes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 May 2021 22:15:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura de Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação Aberta]]></category>
		<category><![CDATA[cultura da inovação]]></category>
		<category><![CDATA[ods]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Esses dias eu pensei em uma maneira de como poderia transformar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Agenda 2030 da ONU, em algo palpável e realista para empresas. Neste link eu dei uma visão geral sobre o tema, e agora nós da Haze Shift queremos mostrar como a aplicação prática de ODS é possível  Leia</p>
<p>O post <a href="https://hazeshift.com.br/ods-empresa-inovacao/">Como a inovação nas empresas pode ajudar na erradicação da pobreza, da fome e melhorar saúde e educação</a> apareceu primeiro em <a href="https://hazeshift.com.br">Haze Shift</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Esses dias eu pensei em uma maneira de como poderia transformar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Agenda 2030 da ONU, em algo palpável e realista para empresas.<a href="https://hazeshift.com.br/ods-empresas-agenda-2030/"> Neste link eu dei uma visão geral</a> sobre o tema, e agora nós da Haze Shift queremos mostrar como a aplicação prática de ODS é possível nas empresas com um olhar para a inovação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Inclusive, quando falamos de ODS nas empresas, as quatro primeiras dependem fortemente de como as organizações gerenciam seus negócios. Vamos relembrá-las?</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Erradicação da Pobreza: que tem como meta reduzir pela metade, até 2030, as pessoas que vivem pela pobreza e erradicar a extrema pobreza.<a href="http://www.agenda2030.org.br/ods/1/"> Conheça mais sobre esta meta de ODS aqui</a>.</li><li>Fome Zero e Agricultura Sustentável: busca garantir sistemas sustentáveis de produção e distribuição de alimentos, e até 2030 dobrar a produtividade agrícola e renda de pequenos produtores. <a href="http://www.agenda2030.org.br/ods/2/">Conheça mais sobre esta meta de ODS aqui</a>.</li><li>Saúde e Bem-Estar: busca atingir a cobertura universal de saúde, reduzir mortes no trânsito, reduzir a um terço a mortalidade prematura, acabar com epidemias de diversas doenças e as transmitidas pela água. <a href="http://www.agenda2030.org.br/ods/3/">Conheça mais sobre esta meta de ODS aqui</a>.</li><li>Educação de qualidade: aumentar o contingente de professores qualificados até&nbsp; 2030, e garantir que alunos tenham conhecimentos e habilidades necessárias para o desenvolvimento sustentável. <a href="http://www.agenda2030.org.br/ods/4/">Conheça mais sobre esta meta de ODS aqui</a>.</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Sem mais delongas, vamos entender a relação desses ODS com empresas:</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>ODS nas empresas: erradicação da pobreza (ODS 1)</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro ponto totalmente aplicável e sustentável aqui é olhar para alternativas que apostem nessa camada trabalhadora. Existe uma massa de 700 milhões de pessoas que vivem com menos de 1,90 dólar por dia, segundo a ONU, e mais da metade do planeta com menos de 8 dólares por dia.&nbsp; As empresas podem auxiliar olhando para dois pontos importantes:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>As comunidades no seu entorno;</li><li>Na própria capacidade consumidora dessas pessoas.&nbsp;</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Aqui vale, inclusive, uma aula de história. Durante a Revolução Industrial, principalmente no século XIX, uma grande massa de trabalhadores que migrou do campo para as cidades foi obrigada a trabalhar em indústrias, cada vez mais produtoras em larga escala. As condições de trabalho eram péssimas, mas algo melhorou após a pressão social da própria classe trabalhadora, e também porque as empresas começaram a enxergar trabalhadores como potenciais consumidores daquelas produções em larga escala.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://hazeshift.com.br/esg-inovacao/"><strong>Leia também: Qual é a relação entre ESG e inovação e como acelerar a aderência a essas 3 letras</strong></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">O que é possível aprender com isso? Que, assim como as indústrias perceberam que seus trabalhadores poderiam se tornar consumidores,&nbsp; em nossas comunidades existem milhares de consumidores em potencial.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, fortalecer a renda de pessoas e organizações locais é uma boa pedida tanto para gerar renda quanto para gerar consumidores. Veja uma exemplo:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao invés de contratar pessoas e empresas de locais distantes para fazer certos serviços, como coleta de resíduos recicláveis, por que não buscar<a href="https://hazeshift.com.br/cooperativismo-digital/"> cooperativas</a> e trabalhadores da comunidade do entorno? É uma forma de ampliar a renda da comunidade, que além de se sentir valorizada, é uma potencial embaixadora da marca e consumidora de produtos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há também a possibilidade de trazer<a href="https://hazeshift.com.br/o-que-e-hackathon-desafios-de-inovacao/"> desafios de inovação aberta</a> focados localmente, como o<a href="https://m.institutogrpcom.com.br/l/L7Ss66ABF1128"> Social Hackathon,</a> promovido pelo Grupo Paranaense de Comunicação (Grpcom), através de seu Instituto, apoiado por nós da Haze Shit com a plataforma da<a href="https://taikai.network/pt/"> Taikai</a>, nossa parceira. O desafio das equipes é desenvolver soluções de comunicação, tecnologia e inovação para as ONGs, gerando impacto positivo na sociedade durante a pandemia. Dessa forma, mantendo essas ONGs vivas, as empresas apoiam ações que combatem problemas sociais como a pobreza.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Inovação Frugal</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">E esse termo, já ouviu falar? O conceito não é novo, mas ganhou forças nos últimos anos após um artigo publicado no <em>The Economist </em>em 2010 e depois com a publicação do livro &#8220;<em>Frugal Innovation: How to do more with less</em>&#8220;, de Navi Radjou e&nbsp; Jaideep Prabhu em 2012.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A essência dessa forma de inovação é buscar desenvolver soluções e produtos a custos reduzidos, entregando o que realmente é necessário para consumidores de baixa renda ou de forma geral, em países em desenvolvimento. E dado o desafio de inovar com tantas limitações e ainda assim desenvolver um produto viável e desejável, o modelo de inovação aberta aumenta em muito a chance de cocriar soluções de real valor para esses consumidores e reduzir os custos de produção, logística e suporte.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, temos excelentes exemplos que unem inovação frugal e aberta. Com parcerias entre empresas, universidades e comunidades, pequenas soluções podem gerar renda de forma sustentável. Veja um exemplo de inovação frugal:</p>



<p class="wp-block-paragraph">O açaí cultivado no Norte do país por pequenos produtores é comercializado por pequenos comerciantes e consumido por todas as classes sociais do Pará. Mostra-se, portanto, uma fruta energética de combate à pobreza. Mas também gerou frutos por uma ação de inovação frugal: o caroço do açaí, que viraria lixo, pode gerar outros produtos, como calçadas e tijolos. Isso mesmo! Um problema ambiental que pode ser utilizado em construções, gerar emprego e renda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O vídeo abaixo revela mais sobre essa mescla de inovação aberta e frugal com o exemplo do açaí. Confira como estudantes, empresas e comunidades podem resolver problemas e reduzir a pobreza com criatividade:</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="video-shortcode"><iframe title="SBT Pará (09.10.19): Construções sustentáveis: caroço de açaí vira piso sustentável de calçada" width="1100" height="619" src="https://www.youtube.com/embed/vmpu62EmSB0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></div>
</div></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>ODS 2: Agricultura Sustentável e Fome Zero</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Com 795 milhões de pessoas vivendo em situação de desnutrição até 2014, segundo a ONU, esse é outro tema que precisa ser atacado pelas empresas. E não são apenas as do agro que podem fazer sua parte. A colaboração na erradicação da pobreza, claro, já colabora muito para isso. Mas a valorização da agricultura familiar e de pequenos cultivos é um facilitador, pois reduz até mesmo o uso de conservantes e pesticidas. Reflita sobre alguns motivos:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Se sua empresa serve refeições aos colaboradores, qual a porcentagem tem origem em compras diretas de produtores locais? A pergunta também vale para sua casa, já que existem até mesmo aplicativos de entrega de produtos da agricultura familiar, como o aplicativo <a href="https://play.google.com/store/apps/details?id=br.com.redecoopmt.redecoop&amp;hl=pt_BR&amp;gl=US">Rede Coop</a>, que é <a href="http://www.fao.org/family-farming/detail/es/c/1183609/#:~:text=O%20aplicativo%20da%20RedeCoop%20est%C3%A1,apresenta%C3%A7%C3%A3o%20dos%20produtos%20ao%20mercado.">citado pela própria ONU</a> como exemplo.</li><li>Quanto mais próximas as entregas, o valor do frete tende a ser menor e, consequentemente, menor a emissão de gases do efeito estufa. Da mesma forma, o uso de conservantes e defensivos agrícolas não é tão exigido, já que contratos locais favorecem esse transporte próximo para consumo rápido de alimentos frescos <em>in natura.</em></li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Mas além desse incentivo, quando falamos em inovação aberta, há soluções que transcendem essas parcerias. E a<a href="https://hazeshift.com.br/transformacao-digital-no-agronegocio/"> transformação digital do agronegócio</a> no Brasil é um exemplo para o mundo, já que vem conseguindo ao longo dos anos aumentar a produtividade e sem expandir [muito] as áreas nativas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso é feito com agricultura de precisão (coleta de materiais do solo), uso de veículos e drones (para identificar talhões que precisam de defensivos agrícolas, sem espalhar agroquímicos por toda a propriedade), entre outros elementos. Tudo feito a partir de parcerias de inovação aberta entre cooperativas, startups, universidades e, claro, produtores – inclusive os menores, que têm acesso a esses recursos pelas cooperativas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, meu sócio de Haze Shift Luiz Fernando Frederico publicou um artigo que explica perfeitamente essa questão e como ela está conectada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Já reserve um tempinho para uma nova leitura, confira e ouça o podcast:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://hazeshift.com.br/transformacao-digital-no-agronegocio/"><strong>Leia aqui sobre a transformação digital no agronegócio e os motores da inovação dentro e fora da porteira</strong></a></p>



<iframe src="https://open.spotify.com/embed/episode/5PgrYAwbPY4NtLiexPNHVI" width="100%" height="232" frameborder="0" allowtransparency="true" allow="encrypted-media"></iframe>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>ODS 3: Saúde e bem-estar</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Você percebeu que, ao incentivar as empresas a aplicarem as duas ODS acima, estamos favorecendo diretamente a saúde e o bem-estar de seus<a href="https://hazeshift.com.br/tipos-de-stakeholders-internos-externos/"> stakeholders</a>, como comunidade do entorno e colaboradores, por exemplo? Pois bem, agora vamos um pouco mais além nesse tema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não é novidade que a Covid-19 pegou a todos de surpresa, inclusive a ONU, pois os objetivos dessa ODS não previam uma nova pandemia, mas sim a reversão e o controle de epidemias como AIDS, tuberculose, malária e doenças tropicais. E é nesse ponto que a inovação aberta e a transformação digital da saúde se tornam importantíssimos para reduzir as desigualdades no acesso à medicina, com menos exames presenciais e mais consultas remotas. Confira:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://hazeshift.com.br/inovacao-em-saude/"><strong>Leia mais sobre inovação em saúde: hospitais, planos de saúde e clínicas estão se preparando para o pós-pandemia?</strong></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, a realização de exames laboratoriais remotos, desenvolvidos por startups, não é apenas um exemplo para pessoas usarem em casa: seu transporte é aplicável em regiões remotas, atendidas por ONGs como<a href="https://www.msf.org.br/"> Médicos sem Fronteiras</a> (MSF). Inclusive, as próprias doações do MSF são, ao que tudo indica, convertidas em produtos sustentáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O site do MSF dá como exemplo que uma<a href="https://www.msf.org.br/doador-sem-fronteiras-ads?utm_source=adwords_msf&amp;utm_medium=links-patrocinados&amp;utm_campaign=institucional-roas_cpto&amp;utm_content=texto_institucional_brasil_21-05-03&amp;gclid=CjwKCAjwhYOFBhBkEiwASF3KGXvTWhXuoE-oVNfYtU-CYBK49EFmGP8CTCD-lZgHpjrj2qghg6P4MBoCXk4QAvD_BwE"> doação</a> de R$38 por mês equivale a 21 sachês de alimento terapêutico à base de amendoim, e outra de R$65 equivalem a 13 testes rápidos de HIV. Ou seja, amostras de como parceiras de inovação aberta funcionam com parceiros fornecedores de alimentos e de equipamentos médicos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>ODS 4: Educação de Qualidade</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">E agora que chegamos ao Objetivo da Educação de Qualidade, proponho aqui uma reflexão: se um dos objetivos deste ODS é aumentar substancialmente o contingente de professores qualificados, as próprias empresas não poderiam ser motores de qualificação? Eu acredito que sim.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pense comigo: cada empresa tem um nicho de especialidade, e algo útil a repassar de conhecimento a crianças e adolescentes. Seja por bancários que podem ensinar educação financeira, ou até mesmo por corretores de seguros que podem mostrar a importância do seu trabalho, entre outros exemplos que podem inspirar jovens a continuar na escola e concluir os estudos. O próprio governo poderia oferecer incentivos fiscais a empresas parceiras de atividades com a rede pública de ensino. Afinal, bons modelos nesse campo não faltam. E eu me lembro bem de um deles:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há algum tempo, nós da Haze Shift fizemos a ponte de inovação aberta com a multinacional de biotecnologia Novozymes e a startup de irrigação<a href="https://favotecnologia.com.br/"> Favo Tecnologia</a>. Juntas, as empresas realizaram uma atividade que uniu todos os ODS citados neste texto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em parcerias com escolas públicas na região metropolitana de Curitiba, a Novozymes levou um técnico para palestrar sobre solo e a Favo levou recursos para automatizar pequenas hortas nas escolas. Eu me lembro bem como em uma das escolas os alunos pegaram gosto pela tecnologia e agricultura em pequenos espaços, mais ou menos como ocorre na agricultura familiar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Bom, coincidência ou não, a produtividade foi tão boa que essa escola, que tinham o objetivo de cultivar seu próprio alimento para as merendas, acabaram tendo de achar um jeito para os produtos não estragarem. A solução foi doar à comunidade. Perceba: dessa forma o projeto da empresa colaborou com a agricultura sustentável, a redução da fome, a saúde e o bem-estar com alimentos<em> in natura</em> tanto na escola quanto com as famílias locais.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Por fim&#8230;</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Agora que já falamos sobre as primeiras quatro ODS, e comprovamos que elas estão altamente conectadas ao trabalho corporativo, fica o convite: diga para nós nos comentários como sua empresa enxerga esses objetivos.&nbsp;E confira também em <a href="https://hazeshift.com.br/esg-inovacao/">nosso artigo sobre ESG e inovação</a> como isso pode gerar retorno financeiro e aproveite para entrar em contato caso vocês estejam pensando em um projeto de conexão entre os temas aqui citados. Em breve traremos outras ODS e sua relação com empresas para que você possa se inspirar e inovar. Fiquem ligados!</p>
<p>O post <a href="https://hazeshift.com.br/ods-empresa-inovacao/">Como a inovação nas empresas pode ajudar na erradicação da pobreza, da fome e melhorar saúde e educação</a> apareceu primeiro em <a href="https://hazeshift.com.br">Haze Shift</a>.</p>
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		<title>ODS: o que isso tem a ver comigo e com a empresa em que eu trabalho?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leo Tostes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 May 2021 22:04:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura de Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação Aberta]]></category>
		<category><![CDATA[cultura da inovação]]></category>
		<category><![CDATA[ods]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O ano era 2015 quando a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou a Agenda 2030, assinada por 193 países. O programa inclui uma sigla que, provavelmente, você já ouviu falar e agora deve estar se perguntando: "Mas o que isso tem a ver comigo?" Tem a ver com você e sua empresa, com organizações não-governamentais,  Leia</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O ano era 2015 quando a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou a Agenda 2030, assinada por 193 países. O programa inclui uma sigla que, provavelmente, você já ouviu falar e agora deve estar se perguntando: &#8220;Mas o que isso tem a ver comigo?&#8221; Tem a ver com você e sua empresa, com organizações não-governamentais, órgãos públicos e até com condomínios. E, sim, está totalmente ligada à inovação aberta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Primeiro, vamos entender o que significa ODS: Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Ao todo, são 17 ODS com 169 metas que, a partir de agora, nós da Haze Shift iremos resumir em uma série postagens em nosso blog. Veja um resumo nesta imagem:</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://lh5.googleusercontent.com/mF3ygOXgsLezYE6vn4aG_7cLAF8kHCSDVwluzGcjzroKfeRV8e_5GVyQ86m6QwDh8noZ54tkEv-GIbhPaKqa63qyAB1IPt6RObB_86wb_qj7xfLoO-mkV2ktIZalKLxVbNMn2wYS" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Agora você precisa entender por que isso tudo importa. Em primeiro lugar, porque hoje a humanidade consome anualmente 1,7 vezes mais recursos naturais do que consegue repor, de acordo com<a href="https://www.footprintnetwork.org/our-work/earth-overshoot-day/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> estudo da Global Footprint Network</a>. Ou seja, temos uma dívida anual de recursos de 70% com o planeta e as gerações futuras. Assusta tanto que parece juros de cartão de crédito daqueles que sabemos que temos de pagar, mas insistimos em ficar empurrando para frente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em segundo lugar, porque todos nós fazemos parte deste planeta. Seriam necessários <a href="https://www.itauassetmanagement.com.br/content/itau-asset-management/pt-br/insights/artigos-investimento-responsavel/como-o-seu-dinheiro-melhora-o-mundo.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">US$ 2,5 trilhões por ano</a> em investimentos para corrigir esse baita problema, conforme o Fórum Econômico Mundial. E alguém tem dinheiro sobrando para pagar essa conta? Não, nem empresas nem governos. Proponho, portanto, a seguinte analogia para que viaje um pouquinho nesta história e entenda sua participação nessa conta:</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Quando você é responsável e seus companheiros relapsos</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Imagine que você vive em um apartamento com dois colegas. Nesse apartamento, você divide igualmente as contas de água, luz, aluguel, comida e tudo mais.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Você tem um quarto organizado, usa apenas luz e água necessárias e consome apenas a quantidade de comida que necessita, sem desperdício. Seus colegas, por outro lado, são bagunceiros, deixam a torneira ligada enquanto escovam os dentes, não apagam a luz quando saem dos cômodos e, pior de tudo, comem a comida, mas sempre deixam parte no prato ou mesmo deixam estragar alimentos. Em outras palavras, eles não têm racionalidade sobre o uso de recursos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dito isso, quando chega o fim do mês, quem paga a conta? Os três. Para piorar, o condomínio vive reclamando do barulho e da bagunça no apartamento. Seus vizinhos sabem que você é gente boa<em>, </em>mas seus colegas não são. Isso impacta, claro, nas relações do dia a dia e na sua imagem; enfim no seu convívio interno no apartamento e com o condomínio.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Percebeu a metáfora? Imagine agora que o condomínio é o nosso planeta, você é uma empresa assim como seus colegas e seu apartamento é o seu país com os seus recursos disponíveis. Você é um exemplo, mas as outras empresas não, seu país é mal visto pelo mundo.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que fazer com meus colegas?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Você, como empresa, precisa se conscientizar e fazer um esforço extra para incluir os ODS na sua estratégia e do ramo que você faz parte – o que inclui as outras empresas. Entenda: empresas organizadas e parceiras (ou vizinhos colaborativos) colaboram com a saúde e bem-estar de todos (veja na imagem acima o ODS 3), auxiliam no consumo e produção responsáveis (ODS 12), criam comunidades sustentáveis (ODS 11). E olha que esses são apenas três exemplos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vamos trazer esse pensamento para uma escala ainda maior? Empresas justas e responsáveis colaboram para a redução das desigualdades (ODS 10), para a erradicação da pobreza (ODS 1), para a igualdade (ODS 5) e são motores do desenvolvimento da indústria, da inovação e da infraestrutura (ODS 9). Não importa o porte das empresas, todas precisam ter essa consciência.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que inovação aberta tem a ver com ODS e empresas</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Perceba que a conexão entre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável influencia diretamente na capacidade de investimentos das empresas, pois colaboram com a economia de recursos, que pode ser convertida no acesso a novas tecnologias, que impulsionam metas estratégicas, como a<a href="https://hazeshift.com.br/category/transformacao-digital/"> transformação digital</a>. Particularmente, eu vejo que o ODS 9 está amplamente conectado ao ODS 17, que trata de parcerias e meios de implementação. Este último, aliás, é inovação aberta pura!</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://hazeshift.com.br/o-que-e-inovacao-aberta-conceito/"><strong>Leia também: O que é inovação aberta, um conceito para sua empresa concorrer com gigantes</strong></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Acima de tudo, a inovação aberta é um meio pelo qual organizações podem dividir as contas de menor custo e impacto. E quando falamos em parcerias, a dica é, ao invés de fazer sozinho, faça junto, isto é: traga para sua organização pessoas que podem ajudar, busque<a href="https://hazeshift.com.br/startups-universitarias-brasil/"> startups</a>,<a href="https://hazeshift.com.br/universidade-e-industria/"> universidades</a>, parceiros de negócios e também concorrentes para que todos cresçam juntos de forma sustentável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E quando o tema é sustentabilidade, vale lembrar:<a href="https://hazeshift.com.br/inovacao-e-sustentabilidade/"> estamos falando sobre os pilares econômico, social e ambiental</a>. Assim, você traz o<a href="https://hazeshift.com.br/economia-circular/"> conceito de economia circular</a> à prática, onde pregamos o uso de recursos dentro de uma lógica linear, com&nbsp; o incentivo ao uso, por exemplo, de energia limpa e renovável e de incentivo à <a href="https://hazeshift.com.br/diversidade-e-inovacao/">&nbsp;diversidade</a> para reduzir desigualdades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Inclusive, ao atuar com essa mentalidade, você será melhor visto pelo seu condomínio, digo, pelo planeta, pela sua comunidade, por seus clientes e pelo mercado. As empresas, aliás, podem até mesmo ser referendadas por isso em listas ESG, sigla para <em>Environmental, Social and Governance</em>, que em português significa o uso de esforços e eficiência para o Meio Ambiente (<em>Environmental</em>), para o lado Social e para a Governança (<em>Governance</em>) ética, transparente e responsável. Como<a href="https://hazeshift.com.br/esg-inovacao/"> mostrei neste outro artigo</a>, isso é um motor de atração de investimentos.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://hazeshift.com.br/esg-inovacao/"><strong>Leia também: Qual é a relação entre ESG e inovação e como acelerar a aderência a essas 3 letras</strong></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um case para você se convencer sobre ODS e empresas</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Grandes empresas podem ser signatárias da Agenda 2030 (<a href="https://valor.globo.com/publicacoes/suplementos/noticia/2021/02/18/pacto-global-desafia-empresas-a-intensificarem-engajamento.ghtml" target="_blank" rel="noreferrer noopener">veja detalhes nesta reportagem</a>). Nós tivemos uma dessas empresas como nosso cliente, uma companhia do setor de biotecnologia, a Novozymes América Latina, que redefiniu a atuação da empresa em termos de ODS. Nesse sentido, nós da Haze Shift fomos chamados para propor um novo olhar aos colaboradores para inovar na aplicação dos ODS em um <a href="https://hazeshift.com.br/historias/novozymes-projeto-educacao-pacto-global/?portfolioCats=3%2C2%2C5%2C4">projeto voltado para educação</a>, que já existia. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir de um encontro de co-criação com o cliente, buscamos parcerias para, a partir da inovação aberta, levar educação sobre os temas água, meio ambiente e higiene às escolas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em conjunto, nosso cliente, um grupo educacional e uma universidade ensinaram jovens a fabricar produtos de higiene naturais, como sabonetes e protetores labiais, e alguns chegaram a vendê-los, para a comunidade local, a partir de elementos como mel, óleo de coco e café. Assim, de quebra, incentivamos a economia sustentável para crianças.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://globoplay.globo.com/v/7628031/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>O projeto virou até reportagem na TV Globo do Paraná, confira neste link</strong></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este é apenas um exemplo de como todos &#8211; de indivíduos a empresas &#8211; podem ajudar. E quando falamos em empresas, o desafio é ainda maior, pois se pelo menos a maioria das empresas se engajarem em ações sistêmicas e coordenadas a dívida da humanidade com o planeta será, pouco a pouco, mitigada. E o resultado não virá apenas para as gerações futuras: os frutos serão colhidos em poucos anos, inclusive com a atração de investidores que apostam em empresas socialmente responsáveis.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">E você, também quer fazer sua empresa cumprir as metas dos ODS? Nós da Haze Shift podemos ajudar com um projeto sob medida, com propostas de inovação aberta, cultura da inovação, design estratégico e transformação digital. Quem sabe sua organização se transformará na mais nova signatária da ONU.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>P.S:</strong> fique ligado que em breve iremos destrinchar a fundo, aqui mesmo neste Blog, cada um dos ODS.</em></p>
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		<title>Sobre planetas e aliens, uma ferramenta para apresentar o design thinking forma lúdica e criativa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leo Tostes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Apr 2021 22:54:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura de Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Design estratégico]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação Aberta]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há alguns anos me convidaram para uma oficina para falar sobre criatividade e design thinking, acho que lá por 2012 ou 2013. Quando vieram os requisitos, me assustei. Seria mais de 15 pessoas e eu só teria duas horas para executar a oficina, mas ainda não dominava totalmente as ferramentas do design thinking. Mas com  Leia</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Há alguns anos<strong> </strong>me convidaram para uma oficina para falar sobre criatividade e design thinking, acho que lá por 2012 ou 2013. Quando vieram os requisitos, me assustei. Seria mais de 15 pessoas e eu só teria duas horas para executar a oficina, mas ainda não dominava totalmente as ferramentas do design thinking.</p>



<iframe src="https://open.spotify.com/embed/episode/3DYElUn7ec9wtS2SuBUQBE" width="100%" height="232" frameBorder="0" allowtransparency="true" allow="encrypted-media"></iframe>



<p class="wp-block-paragraph">Mas com o desafio aceito, não tinha mais como dar passos para trás. O que poderíamos usar nessa oficina rápida? Nessa época, estava lendo o <a href="https://www.amazon.com/Design-Business-Thinking-Competitive-Advantage/dp/1422177807">livro </a>Design de Negócios do professor Roger Martin, diretor da escola de negócio Rotman em Toronto (CA). Foi quando surgiu essa inspiração:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se não tenho um tema específico, e nem tempo para ter uma fase de empatia com algum nível de profundidade, o que poderia fazer? Uma alternativa seria criar um personagem, dar vida, personalidade e desafios e depois apresentasse entre eles e elas para então criar um negócio para atender esse personagem?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, seria possível transformar a teoria do design thinking em algo prático em pouco tempo, mostrando de ponta a ponta o processo. Bom, mas antes de trazer a dinâmica, trago para você um esclarecimento sobre Design Thinking:&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="#ancora-1"><strong>Direto ao ponto: caso você já saiba o que é design thinking e queira conferir o passo a passo da oficina, clique aqui</strong></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que é design thinking: conceito</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Design thinking não é algo totalmente novo, mas foi explorado como negócio de fato na virada do século com a liderança da consultoria de inovação <a href="https://www.ideo.com/">IDEO</a>. Daí em diante, lá pela virada da última década, o conceito de design thinking ganhou velocidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Basicamente, o design thinking se baseia em dois conceitos: divergência/convergência, e no duplo diamante. Ele se divide entre as fases de descoberta, definição, desenvolvimento e entrega. É bem similar às <a href="https://hazeshift.com.br/modelagem-de-negocios-design-estrategico/">cinco categorias do desing estratégico</a> oriundo do modelo proposto pela universidade de Stanford, que meu colega e sócio Rodrigo Medalha expôs brilhantemente <a href="https://hazeshift.com.br/modelagem-de-negocios-design-estrategico/">neste link</a>. Veja como funciona o duplo diamante:&nbsp;&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://lh4.googleusercontent.com/ePTsddptpcAPhRiks7oI_lQ8NPXSol1Du4ha0glwCc16Ga0-0n_9H3d0YJvf8fsN3qkevG4mdyV4av1vDeYvMvUdDNdWPat1JFXPa-Kttw0JZx7mkIuL3qXil4Pdm6DRzPHzQOHG" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A primeira fase se chama descoberta (ou empatia, dependendo do modelo que segue). É a primeira fase de divergência: basicamente, você precisa entender o problema, se colocar no lugar das pessoas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A segunda fase se chama definição, e é a primeira convergência: o objetivo é escolher um problema/oportunidade para solucionar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já a terceira fase se chama desenvolver (ou idear, como preferir): esta é segunda divergência, ou seja, criar várias ideias diferentes para poder ter diferentes soluções.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, a quarta fase é a entrega (ou prototipagem), que é a segunda convergência, que basicamente você precisa escolher uma das soluções e testar com um protótipo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta é a forma simples de entender o design thinking. Mas como colocá-lo em prática? Aqui segue a sugestão de como resolvi o desafio proposto no começo deste texto:&nbsp;</p>



<a id="ancora-1"></a>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Design thinking para a Alien Experience</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Primeiramente, agora você já tem boas noções de o que é design thinking, preciso que&nbsp; você faça uma escolha: você quer uma oficina&nbsp; presencial ou online? Em tempos de pandemia, certamente a segunda opção é mais segura. Então vamos ao que você precisa para construir planetas e aliens:&nbsp;&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Para uma oficina presencial: </strong>folhas de flipchart (três a cinco por equipe), canetinhas coloridas e fita crepe para pendurar os desenhos na hora das apresentações.&nbsp;</li><li><strong>Em caso de oficina online</strong>:&nbsp;</li></ul>



<ol class="wp-block-list"><li>Uma boa ferramenta de reuniões, preferencialmente alguma que permita dividir os grupos em salas, como <a href="https://www.zoom.us/">Zoom </a>ou <a href="https://teams.microsoft.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Microsoft Teams</a> &#8211; também é possível pelo <a href="https://meet.google.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Google Meets</a>, desde que sejam criados vários links.&nbsp;</li><li>Acessos a uma ferramenta de post-its que permita colar imagens, como <a href="http://mural.co/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Mural.co</a> ou <a href="https://miro.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Miro</a>, ou &#8211; em último caso, a <a href="https://jamboard.google.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Jamboard </a>do Google.&nbsp;</li></ol>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://hazeshift.com.br/workshop-online-como-fazer/"><strong>Leia também: 10 dicas para fazer um workshop online. O que aprendemos após 1 ano de pandemia</strong></a></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Etapa 1. Crie um planeta &#8211; 5 a 10 min para criar&nbsp; + 1 min de apresentação por grupo.</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Pronto, chegou a hora de viajar pelo espaço. Com as ferramentas em mãos, cada grupo deve começar criando um planeta que apresente:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Fauna</li><li>Flora</li><li>Rochas&nbsp;</li><li>E o que mais achar interessante</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Dica:Se a oficina for online, peça para os membros do grupo comporem o planeta utilizando imagens captadas da internet.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tudo aqui vale, mas ainda não é hora de desenhar um ser de vida inteligente, ou seja, os seres humanos como acontece no planeta Terra. É importante deixar bem claro para que não haja dúvidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dica: quanto mais fora do normal, melhor.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após a criação do planeta, cada grupo deverá apresentar para os demais como é seu planeta, e explicar em detalhes os elementos em apenas 1 min.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://hazeshift.com.br/wp-content/uploads/2021/04/design-thinking-oficina-online-1024x617.jpeg" alt="" class="wp-image-2446" width="747" height="449" srcset="https://hazeshift.com.br/wp-content/uploads/2021/04/design-thinking-oficina-online-200x121.jpeg 200w, https://hazeshift.com.br/wp-content/uploads/2021/04/design-thinking-oficina-online-300x181.jpeg 300w, https://hazeshift.com.br/wp-content/uploads/2021/04/design-thinking-oficina-online-400x241.jpeg 400w, https://hazeshift.com.br/wp-content/uploads/2021/04/design-thinking-oficina-online-600x362.jpeg 600w, https://hazeshift.com.br/wp-content/uploads/2021/04/design-thinking-oficina-online-768x463.jpeg 768w, https://hazeshift.com.br/wp-content/uploads/2021/04/design-thinking-oficina-online-800x482.jpeg 800w, https://hazeshift.com.br/wp-content/uploads/2021/04/design-thinking-oficina-online-1024x617.jpeg 1024w, https://hazeshift.com.br/wp-content/uploads/2021/04/design-thinking-oficina-online.jpeg 1030w" sizes="(max-width: 747px) 100vw, 747px" /><figcaption>Design thinking: oficina online realizada na ferramenta Mural</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Dica: Em ambiente presencial, faça um membro do grupo segurar o papel para que todos possam ver enquanto acontece a descrição. Em eventos online, sugiro que o facilitador compartilhe a tela focando no planeta do grupo que estará apresentando no momento.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Etapa 2. Crie um morador inteligente &#8211; 5 a 10 min para criar&nbsp; + 1 min de apresentação por grupo.</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Pronto, agora sim você vai criar o habitante inteligente. Determine o que ele come, como ele anda (em quatro patas ou em duas), se voa, rasteja, no que ele e seus amigos trabalham. Basicamente, você deve:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Determinar a forma física;</li><li>As características sociais do ser inteligente</li><li>Informar os hábitos de consumo do E.T</li><li>Determinar características únicas.&nbsp;</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Dica: Em oficina à distância, busque novamente imagens de internet para referendar seu habitante.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em seguida, apresente seu Alien às demais equipes em um minuto seguindo o mesmo formato de apresentação do planeta.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Etapa 3. Chegou a hora do design thinking: descoberta&nbsp; &#8211; 5 a 10 min para conversarem sobre o alien.</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Então você pensou que já estava fazendo design thinking? Pensou errado. É agora que começamos a brincadeira.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em oficinas presenciais, pedimos que os [desenhos dos] Aliens construídos girem em sentido horário. Quando o desafio é online, a equipe 1 pode passar seu Alien para a equipe 2, e assim por diante &#8211; a última equipe passa seu Alien para a equipe 1. Assim, cada grupo terá em mãos seu próprio planeta e o alienígena de outra equipe.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Eis que chegamos ao desafio: criar uma experiência única para o Alien que está visitando seu planeta, por meio de um produto ou serviço.&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Aqui temos a primeira fase do Duplo Diamante. Você precisa entender em que contexto o Alien da outra equipe vive. Em outras palavras, é a fase da empatia. É o momento de identificar ou problemas ou oportunidades para o visitante intergalático aproveitar dentro de seu ecossistema. Pergunte-se:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>De acordo com o perfil físico, as características sociais e os hábitos desse visitante, o que ele precisa para se adaptar mais rápido ou desfrutar a estadia no meu planeta?&nbsp;</li><li>Quais dificuldades o Alien pode enfrentar em meu planeta?&nbsp;</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Lembre aos grupos que esse é o momento de entender o contexto, problemas e desafios desse alien visitante. Ou seja, não é para apresentarem ideias ainda.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Etapa 4. Definição&nbsp; &#8211; 5 a 10 min para conversarem sobre a escolha</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Agora que você já fez uma pesquisa, é hora de resumir as descobertas. Defina e crie post-its de pelo menos três problemas e/ou oportunidades. Dentre esses três problemas, defina exatamente o que que você quer contornar para criar uma experiência única ao Alien visitante.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dica: pode ser por votação ou discussão, mas vocês precisam decidir um único problema/oportunidade. Lembre-se ainda que no design thinking temos uma ferramenta chamada: <em>Como nós podemos</em>. Isso permite que você torne um problema numa pergunta. Basicamente, determine um problema. Por exemplo, esse alien só come doces e meu planeta não tem açúcar? Então a pergunta seria: Como nós podemos alimentar o alien a partir dos recursos do nosso planeta?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Perceba uma coisa: aqui você está definindo um problema ou oportunidade que existe em seu planeta para criar um produto ou serviço ao visitante. É a partir desse conhecimento que você terá em mãos um briefing para desenvolver soluções.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Etapa 5. Desenvolvimento ou ideação&nbsp; &#8211; 10 min para criar as ideias + 5 min para escolherem uma ideia</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Aqui você começa a desenvolver soluções para o problema ou oportunidade identificado. Faça um <em>brainstorm </em>de ideias. Isso significa que você irá pensar em produtos ou serviços que poderá oferecer dentro de seu ecossistema para o Alien visitante. Nesta etapa você deve:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Criar o máximo de ideias possíveis</li><li>Não restringir a criatividade e nem ficar no lugar comum</li><li>Não criticar a ideia de ninguém</li><li>Criar propostas em cima das ideias já geradas</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Ao fazer esse refinamento, você e seus colegas ficarão cada vez mais perto da solução, pois está chegando a hora da entrega.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de algumas ideias criadas, passem a conversar sobre as possibilidades. Inclusive é possível fundir uma ideia à outra, dividir uma ideia, ou somente descartá-la.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dica: Existe uma forma clássica de fazer brainstorm, todos criam juntos, escrevendo em post-its. Cada membro do grupo cria sua ideia e depois, no momento correto, apresenta todas essas criações para os outros membros do grupo.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Etapa 6. A entrega do produto criado pelo design thinking</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Corra, pois o disco voador do Alien visitante está chegando. É hora de entregar um protótipo para validar a ideia escolhida para concluir seu projeto de design thinking. Aqui a ideia é fazer um protótipo de baixa fidelidade, e que seja simples.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta é a fase final de teste para o lançamento, e pode &#8211; por exemplo &#8211; ser apresentada por um <em>storyboard</em>, onde será apresentado o passo a passo de uso de seu produto ou serviço pelo turista intergalático.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vale lembrar também que é sempre importante nesta fase de design thinking pensar um mecanismo&nbsp; de feedback, ou seja, você deve pensar em como o Alien visitante pode opinar sobre a experiência criada. Dessa forma, sempre será possível refinar seu produto, fazer novas descobertas e definições e desenvolver melhorias para o produto.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://hazeshift.com.br/criatividade-inovacao-design/"><strong>Leia também: Criatividade e inovação nas empresas: do design de Santos Dumont às ferramentas modernas</strong></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Enfim, chegamos ao fim de nossa jornada intergalática. Aqui na Haze Shift, nós facilitamos essa oficina em mais de&nbsp; 20 empresas. Em uma delas (executada no jornal <a href="https://www.gazetadopovo.com.br/">Gazeta do Povo</a>), foi uma forma de acender a fagulha criativa antes da oficina principal para identificação de desafios e criação de ideias, com pelo menos 30 pessoas de várias áreas diferentes. Serviu para muitos colegas de trabalho que não se conheciam terem seu primeiro contato mais pessoal &#8211; e também serviu para quebrar o gelo entre eles.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seja como forem as jornadas intergaláticas em sua empresa, gostaria de lembrar que nós temos a expertise de criar <a href="https://hazeshift.com.br/workshop-online-como-fazer/">oficinas de design e workshops</a> sobre temas específicos &#8211; e não apenas sobre Aliens -, especialmente se sua organização já tem um problema definido. Por fim, fica o convite: deixe aqui um comentário sobre algum <em>problema de outro planeta</em> que você ou seus clientes vêm enfrentando em sua empresa para podermos pensar em como solucioná-lo fazendo uso do design thinking.&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://hazeshift.com.br/design-thinking-oficina-alien/">Sobre planetas e aliens, uma ferramenta para apresentar o design thinking forma lúdica e criativa</a> apareceu primeiro em <a href="https://hazeshift.com.br">Haze Shift</a>.</p>
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		<title>Os desafios e processos de aprendizagem no livro Design for How People Learn: um resumo e um Podcast!</title>
		<link>https://hazeshift.com.br/processos-de-aprendizagem/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Leo Tostes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Apr 2021 21:56:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura de Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Design estratégico]]></category>
		<category><![CDATA[criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[cultura da inovação]]></category>
		<category><![CDATA[design estratégico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um dia desses procurei alguém que não sofre de sobrecarga de informações. Não encontrei ninguém. Aliás, eu acho que nunca encontraria, ainda mais com a sobrecarga de informações que vivemos. Foi então que mudei meu pensamento e busquei dicas sobre processos de aprendizagem. Nessa jornada, eu me deparei com o livro Design for How People  Leia</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um dia desses procurei alguém que não sofre de sobrecarga de informações. Não encontrei ninguém. Aliás, eu acho que nunca encontraria, ainda mais com a sobrecarga de informações que vivemos. Foi então que mudei meu pensamento e busquei dicas sobre processos de aprendizagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nessa jornada, eu me deparei com o livro <em>Design for How People Learn</em>:&nbsp; Design de como as pessoas aprendem. O livro da consultora e designer Julie Dirksen me parece a maneira ideal para entender como o chamado design instrucional é importante para aprendermos e ensinarmos coisas novas. No universo corporativo isso é essencial para criarmos uma verdadeira<a href="https://hazeshift.com.br/o-que-e-cultura-de-inovacao-conceito-significa/"> cultura de inovação</a>, onde é preciso criar e ensinar ao mesmo tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Basicamente, o <a href="https://www.twygoead.com/site/blog/design-instrucional/#:~:text=Design%20Instrucional%20%C3%A9%20o%20planejamento,modo%20a%20atingir%20determinados%20objetivos." target="_blank" rel="noreferrer noopener">design instrucional</a> nos ajuda a estruturar, desenvolver e repassar conteúdos de valor a nossos colegas, das mais diversas formas. Inclusive como despertar interesse nos colegas para aquilo que estamos falando.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>#08 Podcast Design de como as pessoas aprendem ou Design for How People Learn</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Você também poderá conhecer um pouco mais sobre o livro <em>Design for How People Learn </em>neste post e em um podcast que eu gravei com os colegas Luiz Henrique Costa, host de nossos podcasts Hazeliente, a Helena Merk, head da comunidade<a href="https://inovadoresinquietos.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> Inovadores Inquietos</a>; Eduardo Martyres, da área de Design e Oficinas da Haze Shift, e a Gabriela Garcia, da área de projetos. Ouça:</p>



<iframe src="https://open.spotify.com/embed-podcast/episode/50UE6NweygS2s0DTPNOW2B" width="100%" height="232" frameborder="0" allowtransparency="true" allow="encrypted-media"></iframe>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Processos de aprendizagem: vamos por partes</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Primeiramente, eu vejo como essencial neste resumo do livro <strong>Design for How People Learn </strong>explicar o que a autora chama de lacunas de aprendizagem. Isto é, identificar as dificuldades para uma pessoa compreender um tema ou executar um processo. Com a autora, reforcei algo que desconfiava sobre como a tecnologia e o ambiente que vivemos são barreiras para os processos de aprendizagem. Mas elas não são as únicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto alguns estudantes ou mesmo colaboradores podem ter déficit de conhecimento para exercer seu trabalho, outros precisam desenvolver habilidades práticas. Outros podem ter problemas de motivação, por exemplo. Nesse sentido, acho importante destacar, primeiro, duas <strong>lacunas dos processos de aprendizagem</strong>:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><em>Conhecimento</em>: Essa lacuna se refere à falta de informações para realizarmos ações. Vamos trazer o pensamento para o ambiente corporativo. Bons vendedores precisam conhecer o produto que estão vendendo e, em vários casos, precisam conhecer seu cliente para vender seu peixe. Da mesma forma, conhecer matemática é essencial para a negociação de valores. Ou seja, mesmo que o vendedor tenha todas as habilidades de técnicas de vendas, isso pode ser insuficiente se faltar determinados conhecimentos, como os da matemática por exemplo..</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><em>Habilidades</em>: O que é necessário para alguém ser proficiente em algo e quais são as oportunidades para praticar? Sempre que é preciso prática para colocar o conhecimento em ação, temos uma barreira de habilidade. Aqui o conhecimento teórico e equipamentos não bastam. Por exemplo, como um cirurgião pode executar seu trabalho apenas com conhecimento teórico? Ele precisa de treinamento prático. Assim, como destaca Julie Dirksen, ter uma habilidade é diferente de ter conhecimento. Mas pessoalmente ouso dizer que o grande segredo para as pessoas aprenderem é experimentando. Não basta só conhecer: é preciso experimentar, prototipar, testar, o que é uma base para a inovação destaca nos <a href="https://hazeshift.com.br/modelagem-de-negocios-design-estrategico/">princípios de design estratégico para a modelagem de negócios</a>. </li></ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Barreiras de ambiente e de comunicação</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as lacunas de aprendizagem, também é importante destacar dois fatores apresentados no livro Design for How People Learn. Uma está bem conectada à outra; confira:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>&nbsp;<em>Ambiente</em>: Será que o ambiente de trabalho está realmente adequado para o aprendizado? Nas oficinas de design que promovemos na Haze Shift, por exemplo, &nbsp;buscamos fazer as equipes se sentirem à vontade e terem o conhecimento (olha aí a primeira lacuna de novo!) para a proposta de trabalho, geralmente conectada à execução de novas ideias ou propostas inovação. Quando a oficina é presencial, até a potência e o barulho do ar-condicionado interferem. Quando ocorrem workshops remotos, por exemplo, o organizador pode enviar materiais adicionais (como Legos) para criar um ambiente criativo, e viabilizar a prototipação, afinal a prática leva ao aprendizado.<a href="https://hazeshift.com.br/workshop-online-como-fazer/"> Leia mais sobre como fazer workshops online</a> com meu colega e sócio<a href="https://hazeshift.com.br/author/marcos-daniel-goes/"> Marcos Daniel</a>.</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><em>Comunicação</em>: Esta lacuna de aprendizagem está conectada, e muito, ao ambiente em que o aprendizado é proposto. Para tornar objetivos claros, obviamente, é preciso comunicação precisa.<a href="https://hazeshift.com.br/o-que-e-hackathon-desafios-de-inovacao/"> Desafios de inovação aberta</a>, por exemplo, oferecem ferramentas para os participantes – além de se comunicarem – produzirem conteúdos e focarem no objetivo de comunicar inovações. O que eu quero dizer com isso? Que a comunicação precisa ser clara entre emissor e receptor e ocorrer em duas vias: ou seja de quem faz a comunicação e confere o entendimento do receptor promovendo um diálogo entre as partes. Da mesma forma quando um publicitário recebe um briefing incompleto, vai entregar uma proposta incompleta se ele não procurar entender melhor o briefing com o cliente.  </li></ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Os processos de aprendizagem da motivação e do hábito</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas vezes pensamos que professores chatos são os culpados por determinadas falhas de nosso aprendizado. Eu sou professor universitário e quero fazer uma defesa da categoria: será que o problema está apenas no professor ou você não encontrou um motivo para se aprofundar no conteúdo?</p>



<p class="wp-block-paragraph">O professor tem a obrigação de ajudar você a encontrar sentido para o conteúdo, mas muitas barreiras dependem mais do indivíduo quanto, formando as seguintes lacunas dos processos aprendizagem:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><em>Motivação</em>: eu adoro falar sobre essa lacuna de aprendizagem, pois às vezes a observamos em oficinas de design thinking e workshops que nós da Haze Shift fazemos para clientes. Muitas vezes nos deparamos com gestores, palestrantes e professores com altíssimo grau de conhecimento, que sabem transmitir bem e tem energia. Por outro lado, temos um público de estudantes que não tem interesse ou motivação para acompanhar. Então, não faz diferença o quanto de bom é esse professor, temos aqui uma lacuna de motivação, o que torna o aprendizado muito desafiador. Isso acontece porque as pessoas não veem razões para aprenderem, dando de cara com uma barreira motivacional. Elas precisam entender por que determinado aprendizado é relevante para sua carreira ou vida.</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><em>Hábitos</em>: Alguns hábitos &#8211; como checar o email a cada 30 minutos &#8211; precisam ser desfeitos. Outros &#8211; como dedicar 5 minutos do dia para fazer uma lista de tarefas, por exemplo- precisam ser introduzidos. O fato é que muitos hábitos não exigem grandes habilidades, mas certas tarefas precisam ser colocadas em uma rotina. Especialmente na pandemia, quando o trabalho remoto foi multiplicado, as equipes precisaram estabelecer novos padrões, o que inclui a gestão de tempo, a desconexão do bombardeio de informações inúteis (como grupos de WhatsApp). Aqui nos deparamos com o gerenciamento do tempo baseado em produtividade, quando pequenos comportamentos podem ser prejudiciais. Nesse sentido, o bests <em>seller</em><a href="https://www.amazon.com.br/poder-do-h%C3%A1bito-Charles-Duhigg/dp/8539004119" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> O Poder do Hábito</a>, de Charles Duhigg, é uma boa dica de leitura.</li></ul>



<iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/Rn0VmhhgUag" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>




<h2 class="wp-block-heading"><strong>Motivação intrínseca e extrínseca: criando valor para o trabalho</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Agora peço licença para seguir no tema motivação e, quem sabe assim, convencer você a observar melhor essa barreira. Em seu livro, Julie Dirksen nos ensina que o aprendizado pela motivação intrínseca é aquele em que as pessoas sentem mais prazer, e estão propensas a destinar seu tempo, pois – além de geralmente gostar do tema – veem claramente uma experiência de aprendizado útil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas e a motivação extrínseca? Essa tem a ver como o aprendizado por obrigação. Muitas vezes, alunos e colaboradores não veem sentido em algo, mas se veem obrigados a aprender certas tarefas ou adquirir certos hábitos para não serem punidos. Para exemplificar, vou contar uma história pessoal.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://hazeshift.com.br/criatividade-inovacao-design/"><strong>Leia também: Criatividade e inovação nas empresas, do design de Santos Dumont às ferramentas modernas</strong></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para mim, estudar sustentabilidade e inovação é algo intrínseco, pois faz sentido e é algo estimulante. Mas tem algo que eu odiava quando [mais] jovem: a tal da Química. Realmente, era um parto. Eu não via sentido em estudar aquelas moléculas e ninguém nunca me mostrou como aquilo poderia ter utilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, a medida que me tornei adulto, comecei a cozinhar. Então comecei a fazer experimentos. Eu deveria usar o tal do fermento químico ou biológico? Se eu exagerar no bicarbonato, vou acabar com o sabor do <em>cookie </em>por quê? Pois olha, agora eu vejo que se meus professores utilizassem a culinária para me ensinar Química, provavelmente, não teria tido rejeição a essa disciplina. </p>



<p class="wp-block-paragraph">E no ambiente corporativo, isso é possível?  Extremamente. Se você é gerente de uma equipe jovem, aposto que oficinas de aprendizado com a chamada gameficação serão mais divertidas, e como consequência farão seus colaboradores absorverem melhor os conteúdos, as metas e as tarefas que você quer que eles executem.</p>



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<h2 class="wp-block-heading"><strong>O elefante e o cavaleiro e os processos de aprendizagem</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Agora, se você pensa que precisamos apenas focar em lacunas de processos aprendizagem para entender o design de como as pessoas aprendem, errou feio. Além de um bom ambiente, é preciso evitar que o nosso cérebro se distraia. É o que a autora Julie Dirksen chama de o elefante e o cavaleiro. Calma que vou explicar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sabe quando você está fazendo uma tarefa ou lendo um artigo e, inconscientemente, dispersa o raciocínio? Esse é o elefante que existe em você, que precisa ser domado. Nesse sentido, o cavaleiro em cima do animal muitas vezes tenta puxá-lo para um lado, e o animal – teimoso – vai para o outro. O cavaleiro precisa encontrar maneiras de domar o elefante, que é mais forte. Dessa maneira, conheça algumas dicas para o cavaleiro domar o elefante:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Se você está trabalhando remotamente, sua lacuna ambiental pode atrapalhar caso você tenha por perto TV e sofá. Procurar um local adequado é o primeiro passo;</li><li>Da mesma forma, o elefante geralmente quer parar para comer fora de hora, comprar algo ou ver o celular. É aqui que você precisa conhecer o elefante dentro de você para evitar que ele faça uma besteira que comprometa seu trabalho e orçamento, por exemplo.</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Essas duas dicas se resumem a algo básico: controlar os impulsos quando estamos tentando aprender ou executar algo. Como professor, eu gosto que os alunos estejam com a câmera aberta nas aulas online para ver se o elefante dos alunos está em ação, assim posso ajudá-los.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas isso também ser útil no dia a dia do trabalho. Sessões de brainstorm (e até reuniões) são melhores quando olhamos as reações. O líder da reunião precisa ficar de olho se os elefantes estão domados para evitar a dispersão. Parece óbvio, mas, no fim das contas, só assim a reunião será produtiva.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Aplicação prática: um case da Haze Shift</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Nós da Haze Shift podemos ajudar gestores e colaboradores a se tornarem verdadeiros facilitadores dos processos de aprendizagem e da inovação na sua organização. Uma experiência ocorreu durante um projeto voltado à <a href="https://hazeshift.com.br/o-que-e-cultura-de-inovacao-conceito-significa/">Cultura da Inovação</a> que executamos junto com a equipe comercial da Eudora no Grupo Boticário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nosso objetivo era estimular o pensamento criativo entre líderes, de forma que essas pessoas pudessem usar essa habilidade com suas equipes. Então, não bastavam boas ideias. Era necessário fazer o grupo compreender porquê estavam nesse projeto (lacuna motivacional) e depois fazê-los experimentar. Tínhamos uma lacuna de conhecimento e habilidades que deveriam ser supridas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta foi fazer um desafio interno, em uma oficina para apresentar o conhecimento básico de processos criativos e sua experimentação, suprindo as lacunas de processos de aprendizagem de conhecimento e habilidades. O projeto fluiu e o sucesso veio com a apresentação das ideias, a construção coletiva a partir de grupos formados, os sorrisos do resultado e depois com o compartilhamento da experiência. Ou seja, os líderes se tornaram educadores levando o conhecimento às equipes.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="473" src="https://hazeshift.com.br/wp-content/uploads/2021/04/processos-de-aprendizagem-boticario.jpg" alt="" class="wp-image-2407" srcset="https://hazeshift.com.br/wp-content/uploads/2021/04/processos-de-aprendizagem-boticario-200x92.jpg 200w, https://hazeshift.com.br/wp-content/uploads/2021/04/processos-de-aprendizagem-boticario-300x139.jpg 300w, https://hazeshift.com.br/wp-content/uploads/2021/04/processos-de-aprendizagem-boticario-400x185.jpg 400w, https://hazeshift.com.br/wp-content/uploads/2021/04/processos-de-aprendizagem-boticario-600x277.jpg 600w, https://hazeshift.com.br/wp-content/uploads/2021/04/processos-de-aprendizagem-boticario-768x355.jpg 768w, https://hazeshift.com.br/wp-content/uploads/2021/04/processos-de-aprendizagem-boticario-800x370.jpg 800w, https://hazeshift.com.br/wp-content/uploads/2021/04/processos-de-aprendizagem-boticario.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Processos de aprendizagem: oficina desenvolvida pela Haze Shift junto ao Grupo Boticário.</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Caso você perceba desafios de aprendizagem em sua equipe em temas como inovação, mudança de cultura e transformação digital, por exemplo, nós temos a expertise de organizar, mesmo em tempos de pandemia, oficinas que certamente derrubam as lacunas de processos de aprendizagem: levamos em consideração todos os fatores para proporcionar o melhor ambiente e comunicação para gerar conhecimentos e habilidades, buscando despertar a motivação intrínseca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Despertei sua curiosidade para saber como fazemos isso? Algumas dicas estão aqui mesmo<a href="https://hazeshift.com.br/blog"> em nosso blog</a>. Outras eu gostaria de te contar pessoalmente, por isso, <a href="https://hazeshift.com.br/vamos-conversar/">venha conversar conosco</a>.&nbsp; Aproveite e deixe um comentário neste post e me conte quais são suas principais lacunas de aprendizagem. Certamente juntos encontraremos caminhos criativos para preencher essas barreiras.</p>
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		<title>Qual é a relação entre ESG e inovação e como acelerar a aderência a essas 3 letras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leo Tostes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Apr 2021 23:37:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura de Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Design estratégico]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação Aberta]]></category>
		<category><![CDATA[cultura da inovação]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Environmental, Social and Governance ou, simplesmente, ESG. Quem trabalha com médias e grandes empresas com certeza já ouviu essa sigla. Ela pode ser literalmente traduzida por Ambiental, Social e Governança. A novidade que trago aqui é como potencializar essas três áreas a partir de projetos inovadores, unindo ESG e inovação aberta. Antes, contudo, precisamos destrinchar  Leia</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Environmental, Social and Governance </em>ou, simplesmente, ESG<em>. </em>Quem trabalha com médias e grandes empresas com certeza já ouviu essa sigla. Ela pode ser literalmente traduzida por Ambiental, Social e Governança. A novidade que trago aqui é como potencializar essas três áreas a partir de projetos inovadores, unindo ESG e inovação aberta.</p>



<iframe src="https://open.spotify.com/embed/episode/30UlkX5FgRl5lvRTtOhYzO" width="100%" height="232" frameBorder="0" allowfullscreen="" allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture"></iframe>



<p class="wp-block-paragraph">Antes, contudo, precisamos destrinchar o que é ESG e por que ela é tão importante. De forma simples, ESG são critérios para medir os esforços e a eficiência das organizações em lidar com cada umas das letras desse acrônimo:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>E &#8211; Environmental (Meio Ambiente): </strong>Está relacionada a ações de sustentabilidade ambiental numa determinada organização. Alguns exemplos são gestão de resíduos, uso de recursos naturais, eficiência energética, poluição, volume de carbono emitido e etc.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>S &#8211; Social:</strong> Diversidade, inclusão, relações trabalhistas, direitos humanos, proteção ao consumidor, respeito aos animais, relação com comunidades próximas, privacidade, desenvolvimento e treinamento de colaboradores e etc. Tem também relação com as ações relacionadas à vertical social da sustentabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>G &#8211; Governance (Governança):</strong> Ética, transparência, independência do conselho administrativo, políticas de benefícios para colaboradores e alta gestão, diversidade e inclusão em altos cargos e conselho e etc. Está ligada à essência da gestão e estrutura da organização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em primeiro lugar, fica claro que organizações aderentes ao tema ESG escolheram serem avaliadas pelo impacto que causam dentro e fora das suas instalações. E para isso se submetem a processos de pesquisa e auditoria para apresentarem seus resultados.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Ok, estamos falando de sustentabilidade então?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Sim e não. Vamos esclarecer: <a href="https://hazeshift.com.br/inovacao-e-sustentabilidade/">neste outro artigo</a>, eu explico um pouco sobre inovação e sustentabilidade, que tem como base o tripé Econômico, Social e Ambiental. Esses pilares da sustentabilidade mostram o que a empresa está fazendo, e eu vejo a ESG como um meio para mensurar os resultados dos projetos de sustentabilidade a partir da governança corporativa.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://hazeshift.com.br/inovacao-e-sustentabilidade/"><strong>Leia também: Como transformar os três pilares da sustentabilidade em uma inovação efetivamente sustentável</strong></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, quando inserimos a governança no ambiente de ações, também mensuramos as boas práticas financeiras, o que inclui manter a empresa transparente, longe de focos de crise, com cuidados para evitar a corrupção de agentes públicos e de <a href="https://hazeshift.com.br/tipos-de-stakeholders-internos-externos/">stakeholders</a>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Environmental, Social and Governance </em>também tem a ver com manter a empresa como um motor de igualdade social, com ações que minimizem o impacto ambiental ao mesmo tempo em que promovem renda para a comunidade e governam seus projetos de forma transparente. Essas práticas valorizam os ativos e a própria marca da empresa perante o mercado.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Porque ESG é importante</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Bom, além do fato que todos somos responsáveis por deixar um legado de qualidade para o mundo e para as próximas gerações, também existe o fato de que organizações desejam continuar crescendo e evoluindo no mercado. Para isso, não basta fazer bem o seu trabalho e gerar lucro para os acionistas; é necessário manter esses investidores.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, cada vez mais os acionistas cobram da gestão aderência aos critérios de ESG para manter investidores. As novas gerações, inclusive, estão dispostas a pagar mais por produtos ou soluções sustentáveis, segundo <a href="https://www.nielsen.com/wp-content/uploads/sites/3/2019/05/sustainable-innovation-report.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">pesquisa da Nilsen Norman Group</a>. E digo mais: 75% dos <em>Millennials </em>estão dispostos a ganhar menos se isso significa trabalhar para uma companhia responsável, de acordo com <a href="https://static1.squarespace.com/static/56b4a7472b8dde3df5b7013f/t/5819e8b303596e3016ca0d9c/1478092981243/2016+Cone+Communications+Millennial+Employee+Engagement+Study_Press+Release+and+Fact+Sheet.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">este estudo da Cone Communications</a>.<em>&nbsp;</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://hazeshift.com.br/economia-circular/"><strong>Leia também: Economia circular, sustentabilidade e inovação por uma causa</strong></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Imagine agora que essa geração que nasceu entre a década de 80 até o começo dos anos 2000, muito em breve, será dominante no mercado de trabalho. Além disso, hoje o mercado relacionado à ESG é gigante e com ampla tendência de crescimento. Fundos de investimento por todo o mundo têm cerca de US$30 trilhões em AUM (Assets Under Management ou em português Ativos sob Gestão), gerenciados por bolsas de valores e bancos de investimentos, por exemplo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, estamos falando em fundos que têm entre seus critérios a preocupação de que essas empresas sejam responsáveis, bem como de gerar lucro. Então isso se traduz basicamente em riscos e oportunidades que tornam essa empresa potencialmente mais ou menos atrativa para investidores responsáveis.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>ESG: inovação em pontos sensíveis&nbsp;</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Quando falamos em riscos corporativos, facilmente conseguimos entender que empresas que se envolvem com corrupção, poluem oceanos, desconsideram direitos trabalhistas. Ademais, não fazem boa gestão dos resíduos e de insumos, por exemplo, e não demonstram grande preocupação com inclusão e diversidade em seus quadros e conselhos. O resultado, em geral, são unidades que consomem energia com baixa eficiência, supervalorizam seus executivos e pouco seus colaboradores. Não raro, se envolvem em crises e por consequência geram resultados aquém do ideal e com grandes riscos inclusive para os investidores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, veja a quantidade de oportunidades de mudar a organização de ponta a ponta, e ser mais responsável. E isso impacta certamente em pontos sensíveis, que precisam constar em novos projetos que unam os temas <strong>ESG e Inovação</strong>:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Reputação corporativa: </strong>fundamental para aumentar &#8211; ou reduzir, em casos ruins &#8211; a atração de investidores;</li><li><strong>Redução de riscos: </strong>projetos<strong> </strong>que mitiguem riscos sociais e ambientais<strong> </strong>podem evitar perdas financeiras e &#8211; não raro &#8211; desastres ambientais.</li><li><strong>Gestão de oportunidades: </strong>juntas, ESG e Inovação Aberta são capazes de identificar novos mercados, clientes e com isso gerar novos produtos, serviços e fontes de receita aderentes aos anseios de um crescente mercado mais consciente</li><li><strong>Cultura e valores:</strong> valorizar a <a href="https://hazeshift.com.br/diversidade-e-inovacao/">diversidade </a>e a <a href="https://hazeshift.com.br/o-que-e-cultura-de-inovacao-conceito-significa/">cultura de inovação</a> resulta em maior engajamento de colaboradores e estimulando a produtividade.</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Enfim, o tema é quente, e está esquentando mais e mais para as organizações que muitas vezes não estão preparadas, e pior, que nem sabem do que se trata essa tal ESG.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ficou claro para você a importância do tema para organizações, colaboradores, investidores, meio ambiente e sociedade? Então vamos em frente.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Qual a relação entre ESG e inovação?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Na Bolsa Brasileira, a <a href="http://www.b3.com.br/pt_br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">B3</a>, até o dia 30 de dezembro de 2021, <a href="http://www.b3.com.br/pt_br/market-data-e-indices/indices/indices-de-sustentabilidade/indice-de-sustentabilidade-empresarial-ise.htm" target="_blank" rel="noreferrer noopener">47 ações</a> de 39 companhias marcam presença na lista mais sustentáveis, e são assim consideradas porque houve uma avaliação dos seus indicadores pelo Conselho Deliberativo do ISE da B3. Nesse caso, o índice é o &#8220;<a href="http://www.b3.com.br/pt_br/market-data-e-indices/indices/indices-em-parceria-s-p-dowjones/indice-brasil-esg.htm" target="_blank" rel="noreferrer noopener">S&amp;P/B3 Brasil ESG</a>&#8220;.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A lista tem revisão anual. Em 2021, constam companhias de 15 setores e soma R$ 1,8 trilhão em valor de mercado. Como todo índice, há um Conselho Deliberativo que determina padrões e regras para averiguar a veracidade das respostas. Porém, entre as perguntas, existem algumas que chamam atenção pela sua relação em como mensurar ESG e Inovação. Ou seja, essa conexão é essencial para aquelas organizações que desejam se posicionar como sustentáveis e focar em gerar resultados para seus investidores.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Perguntas sobre inovação e ESG que compõem o Questionário ISE B3, de adequação de empresas ao Índice, transcritas <a href="http://iseb3.com.br/questionario-ise-b3-2020---versao-final" target="_blank" rel="noreferrer noopener">deste link</a> fornecido pela B3</strong></h3>



<figure class="wp-block-table is-style-stripes"><table><tbody><tr><td><strong>ECO 5 &#8211; Existem processos e procedimentos implementados para gestão de oportunidades corporativas que considerem aspectos socioambientais de curto, médio e longo prazo?<br></strong>Esta pergunta se refere a um processo sistemático para descobrir alternativas inovadoras que preservem ou gerem valor para a companhia, para o meio ambiente e para a sociedade. A gestão de oportunidades significa que existem na companhia mecanismos para captura, registro, avaliação (quanto ao potencial, aos impactos e aos riscos) e monitoramento que permitam identificar e gerenciar oportunidades. Iniciativas de ecoeficiência, inovação em produtos e serviços, bem como desenvolvimento de parcerias estratégicas que permitam a preservação e geração de valor compartilhado, são exemplos de gestão de oportunidades.&nbsp;<br></td></tr><tr><td><strong>ECO 5.1 &#8211; Se SIM para a PERGUNTA 5, estes processos e procedimentos se concretizaram em negócios inovadores do ponto de vista socioambiental? Em caso afirmativo, qual o estágio mais avançado em que esses negócios se encontram?  <br></strong>Essa pergunta refere-se ao processo mais avançado em termos do estágio de implementação. Ou seja, se a companhia concretizou diversos negócios inovadores do ponto de vista socioambiental, responder tendo em mente aquele cujo estágio de implementação estiver mais avançado. Para os estágios de implementação, considerar:<br><em>Piloto:</em> o modelo de negócio é novo para a empresa; ainda está sendo desenhado e testado, provavelmente em pequena escala ou em algum mercado específico.&nbsp;<br><em>Implementação:</em> o modelo de negócios já foi testado e está sendo implementado nos mercados-alvo.&nbsp;<br><em>Expansão / Replicação:</em> o modelo de negócios já foi implementado com sucesso em um ou mais mercados, e está sendo expandido, adaptado ou replicado</td></tr></tbody></table></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que podemos tirar dessas questões?&nbsp;</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">De forma simples, podemos afirmar que o tema Inovação faz parte da avaliação Ambiental, Social e Governança dentro de uma grande quantidade de outras perguntas igualmente importantes. Fica claro, portanto, que para o mercado como um todo a conexão entre ESG e Inovação é fundamental.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas não pense que essa conexão fica restrita a empresas de capital aberto. Companhias de capital fechado, especialmente startups, precisam atrair investidores. Sendo assim, vamos expandir nossa visão e nos perguntar:</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Se são tantos desafios a serem vencidos, tanto a se fazer, como construir de forma responsável cada ação e o seu atingimento de metas?</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Certamente muitos daqueles que estão envolvidos com o tema inovação já começam a pensar em uma enormidade de ideias. E nós da Haze Shift também pensamos assim.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como falamos no design: cada problema, dor ou desafio é uma oportunidade de gerar valor a partir da empatia. Nesse sentido, o <a href="https://hazeshift.com.br/o-que-e-design-estrategico-inovacao-exemplos/">design estratégico</a> passa a ser parte essencial desse processo para encontrar esses problemas, repensá-los como oportunidades e construir de forma colaborativa as soluções necessárias e, muitas vezes, inovadoras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas nem todo o conhecimento necessário para a construção de soluções de impacto em algum dos critérios está dentro da organização. E nesse sentido, se utilizar do modelo de <a href="https://hazeshift.com.br/o-que-e-inovacao-aberta-conceito/">inovação aberta</a> é uma chance de responder aos riscos e incertezas de forma mais rápida e talvez benéfica para várias organizações de forma compartilhada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de mais nada, vale lembrar: a inovação aberta promove o contato com visões externas da empresa, muitas vezes com stakeholders engajados. Essas conexões podem, a partir de oficinas de design junto com cliente e parceiros ou talvez através de <a href="https://hazeshift.com.br/o-que-e-hackathon-desafios-de-inovacao/">hackathons</a>, por exemplo, resultar em ideias sob medida para resolver as dores de empresas, governos, organizações, etc.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sobretudo, pense na quantidade de oportunidades incríveis de causar mais impacto dentro e fora da organização e ainda compartilhar essa cultura de ESG e Inovação com seus parceiros e sua rede de contatos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ter uma boa <a href="https://hazeshift.com.br/governanca-da-inovacao/">governança de inovação</a> pode ajudar no atingimento de metas de sustentabilidade mais rápido e estrategicamente, envolvendo mais áreas, estimulando a cultura de inovação somada a cultura de impacto que pode estar sendo gerida pela área de responsabilidade social corporativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E agora, pense na sua organização e se pergunte:</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Por onde começo?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Sugiro que comece lendo os relatórios de sustentabilidade e ESG das grandes <a href="http://www.b3.com.br/pt_br/market-data-e-indices/indices/indices-de-sustentabilidade/indice-de-sustentabilidade-empresarial-ise-composicao-da-carteira.htm" target="_blank" rel="noreferrer noopener">empresas do índice de ESG da B3</a>. Isso vai te ajudar a entender o que está sendo apresentado e medido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu pessoalmente recomendo a <a href="https://rs.klabin.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">leitura do relatório da Klabin</a>, do setor de celulose. Classicamente, esse seria um setor de risco, devido ao impacto ambiental. Contudo, a empresa consegue mostrar como coordena a produção gerando conservação de florestas, reciclagem, renda para produtores com logística próxima de fornecedores, entre outros tópicos. O conteúdo está <a href="https://rs.klabin.com.br/relatorio/glossario/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">disponível digitalmente</a> em um site especial e também em uma brochura em <a href="https://rs.klabin.com.br/wp-content/uploads/2020/06/klabin-RS19-impresso-PT-4.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">PDF</a>. Veja também como há o incentivo para preservação de áreas para os produtores que fornecem madeira à empresa:&nbsp;</p>



<iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/rcLWDDYYBAc" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen=""></iframe>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto é estudar os <a href="https://www.globalreporting.org/how-to-use-the-gri-standards/gri-standards-portuguese-translations/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">padrões do GRI (<em>Global Report initiative</em>)</a>. As empresas utilizam esses padrões amplamente para a construção dos seus relatórios.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Quem deve ajudar nesse desafio?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Todas as áreas e colaboradores, uma vez que envolve toda a organização e seu impacto dentro e fora. Mas como no tema inovação, o debate tem de começar ou, pelo menos, ter apoio da alta gestão comprando a ideia &#8211; e se comprometendo. É justamente aqui que entra a Governança da Inovação. Até porque essa alta gestão precisa ser avaliada pelos critérios.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como trago o tema inovação para acelerar os processos de aderência a índices de ESG?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Primeiro é mostrar para a área de inovação a importância que ela tem para trazer soluções de alto impacto para a organização. Se ela não souber como fazer, nós da Haze Shift já ajudamos grandes organizações a construírem iniciativas que são de alto impacto e que posteriormente tiveram sua materialidade confirmada e medida. Veja exemplos nesses links:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses são casos como do <a href="https://hazeshift.com.br/historias/renault-experience/?portfolioCats=3%2C2%2C5%2C4">Renault Experience</a> da Renault, <a href="https://hazeshift.com.br/historias/nissan-inova-san-programa-de-inovacao-aberta/?portfolioCats=3%2C2%2C5%2C4">Inova-san </a>da Nissan e <a href="http://www.bioapp-novozymes.com.br/wp/wp-content/uploads/2017/05/educate-project-novozymes_presentation_latin-america.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Programa Educate da Novozymes</a>, onde pudemos ajudar a desenhar, executar e entregar resultados. Sua empresa pode ser a próxima, vamos conversar e comente aqui mesmo em nosso blog suas visões sobre ESG e Inovação.&nbsp;</p>
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		<title>Inovadores inquietos e o intraempreendedorismo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leo Tostes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Mar 2021 21:58:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura de Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação Aberta]]></category>
		<category><![CDATA[cultura da inovação]]></category>
		<category><![CDATA[inovadores inquietos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Você já reparou que existem no mundo pessoas inquietas que acabaram fazendo a diferença para a humanidade? Eles gostam de mudanças e incertezas, preferem arriscar, conseguem abstrair e desapegar do modelo vigente para pensar em novos formatos. Aqui vou pedir licença para os, digamos, mais tradicionalistas (já que existem quietos inquietos, como explicarei na sequência!),  Leia</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Você já reparou que existem no mundo pessoas inquietas que acabaram fazendo a diferença para a humanidade? Eles gostam de mudanças e incertezas, preferem arriscar, conseguem abstrair e desapegar do modelo vigente para pensar em novos formatos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aqui vou pedir licença para os, digamos, mais tradicionalistas (já que existem quietos inquietos, como explicarei na sequência!), e me concentrar no tema principal dessa conversa. Como diria meu colega e sócio Marcos Daniel, inquietos são pessoas capazes de <a href="https://hazeshift.com.br/culture-hacking/">hackear a cultura das empresas</a>. Ou seja, são profissionais inovadores que mergulham na identificação de problemas, de oportunidades e têm a capacidade de enxergar soluções. Mas, afinal, quem são esses caras?&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como um inquieto pode fazer a diferença&nbsp;</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Tenho trabalhado e me conectado com muitos inquietos. Com eles percebo um padrão de comportamento que gostaria de compartilhar aqui:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Eles têm espírito empreendedor, seja proprietário ou colaborador de uma empresa. Pessoas que não se cansam de pensar e fazer diferente seja nas suas ideias, negócios ou na empresa em que trabalha.</li><li>São pessoas que acompanham as movimentações dos seus mercados, e a partir delas enxergam oportunidades de implementar mudanças ou mesmo revolucionar a cultura da empresa (ou de sua rotina de trabalho) para mantê-la atualizada e inovadora.</li><li>Não se limitam em ser de uma área ou outra, têm interesses múltiplos e são abertos a aprender sobre qualquer coisa.</li><li>São criativos de maneira intrínseca, motivam-se de dentro para fora a realizar suas criações.</li><li>São questionadores e curiosos por natureza, não tem medo de colocar tudo em perspectiva e se auto criticar.</li><li>Percebem padrões e conexões entre pessoas, lugares, hábitos ou dados. Procuram um significado nestes padrões para questioná-lo e propor mudanças.</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Com tantas características, fica claro: essas pessoas inquietas geralmente dão o pontapé inicial no processo de inovação, seja como empreendedores de seu próprio negócio &#8211; e daí temos uma infinidade de <em>cases</em> de pessoas que transformaram o mundo, a sociedade ou mesmo apenas o seu bairro &#8211; e temos os intraempreendedores, que podemos definir como aqueles com a capacidade de gerar negócios dentro de um negócio ou, pelo menos, melhorar o negócio a partir de uma nova visão.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste artigo, não vamos nos alongar no tema de empreendedorismo, pois já falamos sobre <a href="https://hazeshift.com.br/economia-dos-desajustados/">cultura empreendedora</a>, <a href="https://hazeshift.com.br/educacao-empreendora/">educação empreendedora</a> e conhecemos uma enormidade de <em>cases </em>de sucesso de empreendedores de todos os tamanhos. O que queremos é mostrar como esse espírito pode nos mover para novos patamares dentro e fora de organizações.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Intraempreendedorismo, o que é?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Vejamos como é possível na prática tornar o empreendedorismo corporativo viável, segundo o prof.<a href="https://www.pinchot.com/perspective/intrapreneuring/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> Gifford Pinchot</a> III, autor que popularizou o termo intraempreendedorismo. Confira: </p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>“Um patrocinador administrativo ou um pequeno número de patrocinadores constroem um relacionamento próximo com o intraempreendedor e a equipe e decidem confiar neles. Eles protegem os intraempreendedores e os ajudam a navegar no sistema de aprovação corporativa. Eles apoiam a capacidade da equipe de tomar decisões rápidas e redesenhar enquanto experimenta e aprende. Eles apostam na equipe que sabe que a ideia vai trazer mudanças.”</em></p></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Pinchot também apresenta <a href="https://www.pinchot.com/2011/11/the-intrapreneurs-ten-commandments.html">neste link os 10 mandamentos do intraempreendedorismo</a>, em que destaca conselhos, desde encontrar pessoas que podem ajudar no seu time até ser realista sobre seus objetivos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, vou dar um exemplo prático: o Gmail, que é um produto do Google. Seu principal desenvolvedor foi Paul Buchheit. A ferramenta, a princípio, seria apenas para funcionários da gigante de tecnologia. Mas ele enxergou a possibilidade de levar o produto (gratuitamente) aos usuários do Google, com um grande diferencial em relação a outros e-mails, como Yahoo e Hotmail: alta capacidade de armazenamento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Certamente Buchheit &#8211; como um bom intraempreendedor &#8211; enxergou esse diferencial como uma meta realista para uma empresa como o Google e, como aconselha Pinchot, foi atrás de parceiros que poderiam apoiá-lo no objetivo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Perceba: à medida em que Buchheit recebeu o apoio da companhia para oferecer um novo produto aos usuários do Google, o Gmail revolucionou o universo de e-mails gratuitos. Tudo isso graças à mente do que nós da Haze Shift chamamos de um<a href="https://inovadoresinquietos.com.br/"> inovador inquieto</a>. Paul Buchheit é alguém que hackeou a capacidade de distribuição tecnológica do Google para colocar em prática um projeto de intraempreendedorismo.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Inquietos como agentes da mudança</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Eu costumo dizer: “Não existe inovação sem inovadores e não existem inovadores sem mentes inquietas”. E uma vez que a inovação se torna questão de sobrevivência para qualquer empresa, um inquieto hoje vale muito! Você se identifica com o que dissemos até aqui? Então eu sugiro que você leia este <a href="https://inovadoresinquietos.com.br/blog/manifesto-do-inovador-e-inquieto">manifesto que eu escrevi em parceria com nossa comunidade de inquietos</a> para entender como um inquieto pode fazer a diferença.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ademais, eu me lembro que, antigamente, ser identificado como alguém com espírito empreendedor dentro de uma empresa não era algo tão popular. Gestores poderiam ver essa pessoa como alguém que queria mudar tudo ou criar seu próprio negócio, tornando-se um concorrente. Um inquieto chegava a ser visto como uma ameaça, um concorrente em potencial. Mas &#8211; ainda bem &#8211; isso mudou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje entende-se que se o inquieto intraempreendedor está enxergando oportunidades de empreender é porque encontra motivação e propósito dentro da própria empresa. Como resultado, pode surgir um novo ramo de atuação do negócio, uma <em>spin-off</em>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além do Gmail, eu me lembro de outro exemplo de um inquieto que trabalhava na Sony, e observou a oportunidade de entrar adaptar uma placa de vídeo e levar a empresa a entrar no mercado de jogos. Mesmo com receio dos investidores, a iniciativa foi implantada e então surgiu a marca Playstation. Você já pensou que pode ter um inquieto desses dentro de sua empresa que ainda não recebeu uma chance?</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Identificando inovadores inquietos quietos</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Também precisamos deixar claro que existem inquietos mais introspectivos. E é por isso que é fundamental olhar para os perfis que você possui dentro das suas equipes e valorizar a <a href="https://inovadoresinquietos.com.br/blog/politica-de-diversidade-do-inovadores-inquietos">diversidade</a>. Muitas vezes, o que um inquieto precisa é se sentir seguro para fazer acontecer. Tem gente que se expressa bem de forma oral, verbal, enquanto outros simplesmente transformam as coisas à sua volta.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://hazeshift.com.br/diversidade-e-inovacao/"><strong>Leia também: Abrace a diversidade para impulsionar a inovação</strong></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Meu conselho para atingir esse nível de <a href="https://hazeshift.com.br/tipos-de-stakeholders-internos-externos/">mudança cultural</a> na empresa: descomplique e estimule a realização de projetos com uma equipe de pessoas diferentes. É provável que as ideias não surjam em uma reunião formal, com um planejamento e um organograma que sequer o CEO é capaz de explicar. E é para isso que existe, por exemplo, o design estratégico e o desing thinking, que eu <a href="https://hazeshift.com.br/design-estrategico-e-design-thinking/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">te convido a conhecer neste link</a>. E olha que esse é um só um meio de estimular a criatividade e a inovação nas empresas.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Com a palavra: Inovadores e Inquietos</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Nós da Haze Shift, que temos a inovação aberta em nosso DNA, tivemos uma ideia para ampliar a cadeia de inovação. Nossa proposta foi&nbsp; reunir por meio de conteúdo colaborativo todos os tipos de <a href="https://inovadoresinquietos.com.br/">Inovadores e Inquietos</a>. Nós formamos uma comunidade que preza pelo comportamento inovador, criativo, e claro, inquieto.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, fazem parte de nossa comunidade colaboradores de grandes empresas, profissionais recém-formados e em meados de carreira, empreendedores e todo o tipo de pessoa que busca expor novas ideias, ou seja, inovar. <a href="https://inovadoresinquietos.com.br/blog/manifesto-do-inovador-e-inquieto">Tem muito conteúdo bom por lá, sugiro uma visita. Clique aqui para acessar e saber mais</a>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">E para colaborar com a nossa reflexão aqui, pedi para alguns profissionais trazerem seu olhar do que é ser um inquieto dentro de uma organização. Confira dois depoimentos:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>&#8220;Em empresas como a 3M, que têm uma forte cultura de inovação, ser inquieto é um atributo muito bem-vindo. Nas empresas onde existe uma pseudocultura ou ela inexiste, o cenário é completamente diferente. O inquieto nesse caso precisa de uma dose reforçada de inteligência emocional, anti-fragilidade (resiliência), visão estratégica e capacidade de articulação. Ou seja, quase um super herói.&#8221;</em></p><p><strong><em>Carlos Camargo, 3M</em></strong></p></blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>“Pra mim, ser inquieto dentro de uma organização é não se acomodar, mesmo que a maré esteja boa. É querer achar solução para o que ainda não incomoda. É enxergar que existem muitas portas a serem abertas e querer se preparar para abri-las”.</em> </p><p><strong><em>Melissa Rasera, Blue Tree Hotels</em></strong></p></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">E você, se identifica como um inquieto? Compartilhe também seu depoimento conosco e como tem feito para inovar dentro da cultura de sua empresa e fica aqui o nosso convite: <a href="https://inovadoresinquietos.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">conheça nossa comunidade de Inovadores &amp; Inquietos</a> e saiba como fazer parte dessa rede de inovadores. E se você já é um inovador inquieto, fica a pergunta: O que é ser um Inovador Inquieto para você? Escreva sua resposta aqui mesmo nos comentários.&nbsp;</p>
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		<title>Transformação digital em pequenas e médias empresas: em qual estágio você e seus concorrentes estão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leo Tostes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Mar 2021 01:22:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura de Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Transformação Digital]]></category>
		<category><![CDATA[transformação digital]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Antes de começar um projeto, nós da Haze Shift buscamos conhecer o cliente a fundo. Assim como fazemos com nossos clientes, você também deveria pensar da seguinte forma: quando falamos em transformação digital em pequenas e médias empresas, você precisa saber em que estágio está sua empresa para saber qual rumo tomar. Eu quero ajudar  Leia</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Antes de começar um projeto, nós da Haze Shift buscamos conhecer o cliente a fundo. Assim como fazemos com nossos clientes, você também deveria pensar da seguinte forma: quando falamos em transformação digital em pequenas e médias empresas, você precisa saber em que estágio está sua empresa para saber qual rumo tomar.</p>



<iframe src="https://open.spotify.com/embed/episode/5ep9IykEbsGoEH3Pa2grs0" width="100%" height="232" frameBorder="0" allowfullscreen="" allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture"></iframe>



<p class="wp-block-paragraph">Eu quero ajudar você fundador ou gestor de pequena e média empresa a se situar neste assunto. Você hoje conduz uma empresa que, provavelmente, tem&nbsp; entre 50 e 500 colaboradores, com processos bem estruturados e equipe de liderança (há também quem prefira classificar o porte pelo faturamento, <a href="https://conube.com.br/blog/como-definir-o-porte-da-empresa/">confira neste link</a>). Certamente, você enfrenta muitos desafios para se manter sempre atualizado e competitivo. E um dos pontos que mais surgem como limitadores na sua empresa é o processo de transformação digital. É neste momento que surgem várias dúvidas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Primeiro, é preciso deixar claro que a transformação digital é mais do que salvar arquivos em nuvem, estar presente nas mídias sociais e marcar território com um site. Significa adaptar o negócio às transformações que alteram os hábitos tanto dos colaboradores quanto dos consumidores a partir do digital. Isso abrange desde a adaptação cultural da empresa ao planejamento da integração de tecnologias digitais ao negócio.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que levar em conta?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Essa é uma verdadeira mudança cultural, ainda mais importante no atual período de pandemia e distanciamento social. Nesse sentido, é preciso levar uma verdadeira consciência da transformação digital em pequenas e médias empresas:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>&nbsp;A <strong>estratégia da organização</strong> deixa de ser apenas relativa a experiências que deram certo em concorrentes, e se dedica a acompanhar as transformações do mercado e antecipar movimentos. Um exemplo simples: as empresas que só entraram em aplicativos de entrega após concorrentes aumentarem o faturamento foram aquelas que deixaram de ganhar receitas.&nbsp;&nbsp;</li><li><strong>Processos</strong> que deixam de ser manuais e passam, cada vez mais, a serem automatizados. A produtividade aumenta conforme os colaboradores podem dedicar mais tempo a projetos e a trabalhos &#8220;não repetitivos&#8221;, já que os processos estão simplificados.</li><li><strong>Investimentos em tecnologias</strong> passam a fazer parte do orçamento, com servidores em nuvem para potencializar elementos como o trabalho remoto e backup. As empresas investem mais em ferramentas analíticas para acompanhar os resultados.</li><li><strong>Pessoas com habilidades digitais</strong> passam a ser parte da empresa. Sobretudo, não basta apenas terceirizar a transformação digital em pequenas empresas, é preciso ter na equipe colaboradores capacitados sobre o tema.</li></ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Estágios da transformação digital em pequenas empresas. E médias também!</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">E como você pode saber em que estágio sua companhia está? É fácil. Vejamos como um estudo realizado pelo instituto IDC Research e encomendada pela Cisco, divulgado em setembro de 2020, com 2.030 pequenos e médios negócios em oito países, incluindo o Brasil, pode nos ajudar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Batizado de Estudo de Maturidade Digital das Pequenas Empresas (<em>Small Business Digital Maturity Study</em>), a pesquisa leva em consideração companhias entre 50 e 499 colaboradores (como falamos acima, é possível também classificar o porte pelo faturamento, como é mostrado <a href="https://conube.com.br/blog/como-definir-o-porte-da-empresa/">neste link</a>). De acordo com a pesquisa, há quatro estágios de maturidade para a <strong>transformação digital em pequenas e médias empresas</strong>:</p>



<ol class="wp-block-list"><li>Indiferente ou reativa: companhias que apenas reagem às mudanças conforme o mercado.</li><li>Observadora do digital: empresas que tem um ou outro movimento de transformação digital, mas iniciativas ainda são tímidas.</li><li>Desafiadora digital: organizações que colocaram as transformações digitais dentro de sua estratégia de negócios e são proativas ao surgimento de transformações do mercado.&nbsp;&nbsp;</li><li>Nativo digital: empresas que, além de estratégia de digitalização integrada, estão prontas para promoverem inovações.</li></ol>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de mais nada, reflita: em que nível sua empresa está? Com qual estágio você se identifica? Em segundo lugar, como estão seus concorrentes? Abaixo vamos falar um pouco sobre eles e dar bons motivos para você avançar de estágio.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Vamos falar de números</strong> </h2>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com esse mesmo estudo da Cisco, pequenas e médias empresas têm a capacidade de impulsionarem US$ 2,3 trilhões ao PIB global até 2024 se acrescentarem a transformação digital em suas rotinas. No Brasil, pequenos negócios podem gerar US$ 9 bilhões até 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a pesquisa, empreendimentos considerados nativos digitais apresentam crescimento de receitas oito vezes mais rápido que empresas indiferentes/reativas às novidades digitais, e duas vezes mais rápido que os chamados observadores digitais. Para chegar a essa conclusão, as empresas responderam à seguinte pergunta:</p>



<figure class="wp-block-image is-resized"><img decoding="async" src="https://lh3.googleusercontent.com/NuSRSs4ExNpaz8lxnbR7tG5qsseVVnuTjY_LUBA4tIb2I_4QN4AAXNBezNoahTa_k-6RctnzLqXMaT8bpq7wJzwmHFFDHG-fANMKa005PwO4Ic2U0krSf8oWmGfny9yuoqgc8b10" alt="" width="650" height="488"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Fonte: Small Business Digital Maturity Study 2020</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Vamos além dos números para mostrar isso na prática. Há empreendedores que aproveitaram a pandemia para potencializar as oportunidades de transformação digital em pequenas empresas. <a href="https://www.correiobraziliense.com.br/euestudante/trabalho-e-formacao/2020/10/4884584-conheca-negocios-brasilienses-que-crescem-na-contramao-da-crise.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Neste link de reportagem do Correio Braziliense</a>, por exemplo, é possível ver o avanço rápido de uma companhia de pequeno porte, a Armarinho Milano de Brasília. A companhia vinha postergando a loja virtual. Rapidamente, o empresário responsável aproveitou que a esposa é especialista em tecnologia e colocou esse <em>skill </em>(habilidade) a fim de dar os primeiros passos da transformação digital da pequena empresa, com vendas online e pelo WhatsApp.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a empresa mudou o foco de vendas: se antes 40% dos lucros vinham de vendas de fantasias e festas, agora as ofertas para artigos de artesanato, materiais de tricô e crochê aumentaram as vendas.&nbsp;Aqui dá para perceber que as pessoas se adaptaram, usaram tecnologia e se abriram a oportunidades por entender que a tecnologia trouxe essa nova percepção de mercado.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Em que estágio estão seus concorrentes </strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Se a sua empresa ainda não se movimentou para a transformação digital, o seu concorrente pode estar um passo à frente. Acompanhe só alguns resultados do estudo da IDC Research-Cisco, que podem soar como um despertador para você e para outras empresas. Foram oito os países avaliados na pesquisa: Alemanha, Brasil, Canadá, Chile, França, México, Reino Unido e Estados Unidos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O índice de maturidade das empresas brasileiras ficou, em média, no estágio de indiferentes digitais, ao lado dos outros dois países latinos avaliados. Pode parecer ruim, mas ainda assim é uma oportunidade incrível.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pessoalmente, enxergo que ter consciência do seu estágio de maturidade e tomar a decisão de dar um próximo passo pode tornar sua empresa num negócio melhor e em uma referência que o mercado precisa para incentivar a <strong>transformação digital em outras pequenas e médias empresas no Brasil</strong>. Confira no gráfico da pesquisa:&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://lh3.googleusercontent.com/4YFTKQPx1rkPRC7Nmw5HuN5uNe_oSLlWlsrFsuadvZTE48b-6UPy4IiSnPT_efjpn-6xeuKphqRdzLITY9vaoIRHL6P6Qf1NYyL6Y6xwnVRoeRlAursgyw6IzRnVggO_jva3SiGy" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Para 20% dos entrevistados brasileiros, a prioridade com o mundo digital é oferecer uma melhor experiência ao consumidor; o que na minha opinião é um bom começo se, realmente, 1 em 5 pequenos empreendedores realmente pensarem dessa forma. Para 17%, outra prioridade é melhorar as operações ou serviços de entrega. E para outros 17%, a prioridade é expandir e conquistar mais mercados.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, há outros fatores a se considerar. De acordo com a pesquisa, os principais desafios observados em pequenas empresas brasileiras são a resistência cultural às mudanças (18%), a ausência de colaboradores com habilidades tecnológicas (17%) e a falta de tecnologias suficientes para a transformação do negócio (12%).</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Transformação digital em pequenas empresas: nossa visão</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Isso acaba se conectando com o que nós da Haze Shift enxergamos. Por aqui, vemos que a implementação da<a href="https://hazeshift.com.br/cultura-de-inovacao/"> cultura de inovação (que é uma das nossas especialidades)</a> é um motor para potencializar a transformação digital. Nesse sentido, eu pessoalmente concordo com aquilo que a pesquisa chama de sete passos para a jornada da transformação digital nas pequenas e médias empresas:</p>



<ol class="wp-block-list"><li>Desenvolver um plano de três anos para a implementação tecnológica. Pessoalmente, eu penso que se você planejar um ano de trabalho de transformação digital, ainda mais com objetivos claros, isso pode ser um grande avanço;</li><li>Estabelecer prioridades críticas de processos a serem automatizados;</li><li>Avaliar as tecnologias certas para investir;</li><li>Investir na contratação de pessoas com habilidades digitais;</li><li>Encontrar um parceiro adequado para sua jornada de inovação tecnológica. Modéstia a parte, nós da Haze Shift somos bons candidatos ?</li><li>Estar atualizado às tendências e melhores práticas de seu mercado;</li><li>Simplificar, começando com alguns elementos, aprendendo e ganhar escala. Antes de tudo, aqui a ideia é não dar aquele “passo maior que a perna”.</li></ol>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://hazeshift.com.br/transformacao-digital-nas-empresas/"><strong>Clique aqui e veja só este exemplo fantástico de como uma padaria ensina como implementou esse roteiro na prática</strong></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, se mesmo após este texto e após o exemplo da padaria, você ainda não se convenceu, é hora de entrar em contato com a nossa equipe. Enfim, vamos começar a transformação digital aqui e agora: comente e divulgue este post e vamos estabelecer esse diálogo, que está mais importante no mundo durante e estará ainda mais após a pandemia. Afinal, as mudanças são contínuas, e as estratégias para a transformação precisam se adaptar rapidamente.</p>
<p>O post <a href="https://hazeshift.com.br/transformacao-digital-em-pequenas-empresas/">Transformação digital em pequenas e médias empresas: em qual estágio você e seus concorrentes estão</a> apareceu primeiro em <a href="https://hazeshift.com.br">Haze Shift</a>.</p>
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