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	<title>Arquivos agronegócio - Haze Shift</title>
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	<description>Consultoria de Inovação e Design Estratégico orientada a resultados</description>
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		<title>Agricultura 5.0 é o próximo patamar da inovação aberta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luiz Fernando Frederico]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Apr 2021 23:01:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inovação Aberta]]></category>
		<category><![CDATA[Transformação Digital]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mecanização de lavouras e pecuária, agricultura de precisão a partir do uso de drones e de defensivos agrícolas em talhões específicos, internet das coisas (IoT). Todos esses elementos da Agricultura 4.0 nos fazem pensar no próximo nível da inovação no agronegócio, e revela o que é a Agricultura 5.0: quando a tecnologia vai além da  Leia</p>
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<p>Mecanização de lavouras e pecuária, agricultura de precisão a partir do uso de drones e de defensivos agrícolas em talhões específicos, internet das coisas (IoT). Todos esses elementos da Agricultura 4.0 nos fazem pensar no próximo nível da inovação no agronegócio, e revela o que é a Agricultura 5.0: quando a tecnologia vai além da produtividade e se conecta à saúde, à sociedade e ao meio ambiente.</p>



<p>Quando eu trabalhei diretamente no meio do agro, por 4 anos em uma cooperativa e 8 anos em empresas do setor, pude acompanhar de perto a<a href="https://hazeshift.com.br/transformacao-digital-no-agronegocio/"> transformação digital do agronegócio</a>. Nessas organizações, sempre observei real preocupação do campo no Brasil com a meta da<a href="http://www.fao.org/3/cb2186en/CB2186EN.pdf"> FAO-ONU</a> em aumentar em 70% a oferta de alimentos até 2050 para acompanhar o aumento populacional. Afinal, o Brasil é o maior produtor de alimentos do planeta.</p>



<p>Por esses motivos, devemos acompanhar a Agricultura 5.0 e valorizar o que fazemos em nosso país.<a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2590332219301368"> Neste artigo</a> os especialistas Evan D.G. Fraser e Malcolm Campbel, respectivamente do <em>Arrell Food Institute</em> e do Escritório de Pesquisas de Inovação, ambos da Universidade de Guelph, no Canadá, destacam que abrange o conceito de Agricultura 5.0: a segurança alimentar, a redução do desperdício de alimentos acompanhada de uma alimentação mais saudável, junto com a promoção do bem-estar animal.</p>



<p>Contudo, essa é apenas teoria. E eu penso que esse entendimento será mais fácil e claro com um exemplo prático. Veja só:</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Agricultura 5.0: exemplo das Caixinhas de Leite Longa Vida</strong></h2>



<p>Provavelmente você tem em sua casa uma caixinha de Leite Longa Vida. Eu proponho uma brincadeira: pegue uma e leia os ingredientes do rótulo. Se em suas mãos está uma caixinha escrito apenas “Leite In Natura”, sem nenhum conservante ou aditivo, parabéns: na minha opinião você está com um <strong>exemplo de Agricultura 5.0</strong> em mãos.</p>



<p>Eu gosto muito desse exemplo porque mostra que é possível <em>plantar grãos para colher leite</em>. Neste exato momento, eu me recordo de pelo menos três marcas à venda com o Leite in Natura como único ingrediente: a<a href="https://www.coloniaholandesa.com.br/produto/leite-colonia-holandesa-naturalle-integral-1l-23"> Nat</a><a href="https://www.coloniaholandesa.com.br/produto/leite-colonia-holandesa-naturalle-integral-1l-23" target="_blank" rel="noreferrer noopener">u</a><a href="https://www.coloniaholandesa.com.br/produto/leite-colonia-holandesa-naturalle-integral-1l-23">rale</a>, da Unium, no Paraná; a<a href="https://www.conaprole.uy/producto/producto-leche-leche-larga-vida-entera/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> Conaprole</a>, do Uruguai; e o Natural Milk da<a href="https://www.itambe.com.br/portal/marca/natural-milk" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> Itambé</a>, de Minas Gerais. Como elas conseguem fazer isso, distribuindo o produto para longas distâncias, sem conservantes? Continue me acompanhando. </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Do grão ao copo</strong></h2>



<p>Em meu tempo no agro, acompanhei como isso é feito. Para manter a qualidade de produção do leite, os produtores precisam fazer algumas opções na forma de trabalho com seus rebanhos de leite, iniciando pela genética dos animais e alimentação controlada, com acompanhamento contínuo e controle de qualidade das suas operações. Muitas vezes a agricultura de precisão é fator determinante para a redução de uso de defensivos agrícolas em suas lavouras para geração da base alimentar de seu rebanho.</p>



<p>Assim, é possível fornecer uma alimentação mais natural ao gado, que tem alimentos com menos agrotóxicos e aditivos ingeridos. E caso um animal fique doente e precise de antibióticos, ele receberá o tratamento, mas seu leite não será aproveitado no fornecimento do Leite Longa Vida ou seja, nesse caso o leite não vai pra caixinha. Isso impacta, ao final, na produção de um leite com maior pureza e menos bactérias contaminantes.</p>



<p>Tudo isso está atrelado também às melhores práticas globais de ordenha e transporte até o envase, feito com uma caixinha da<a href="https://www.tetrapak.com/pt-br"> Tetrapack</a> para manter o alimento (no caso, o leite) disponível para consumo humano por ainda mais tempo.Além de tudo isso que citei, na pecuária de confinamento ou semiconfinamento é possível monitorar o gado remotamente a partir de equipamentos de startups como da<a href="https://a.techagr.com/"> Techagr</a>. Também há equipamentos para verificar quanto cada indivíduo (aqui me refiro aos bovinos) ingeriu em alimentação e de água. Assim, pode-se fazer o reforço de vitaminas individualmente, melhorando a produção de leite e, no gado de corte, da carne.</p>



<iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/NNOEPQb10Ys" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>



<figure class="wp-block-table is-style-stripes"><table><tbody><tr><td><strong> <strong style="color: inherit; font-size: 1.95em; font-family: inherit; background-color: rgb(240, 240, 240); letter-spacing: 0px;">Resumindo</strong></strong><br> Tanto quanto melhor a alimentação do gado, a partir de alimentos com redução de agroquímicos, melhor é o bem-estar animal. Consequentemente, melhor é a qualidade do leite, demora mais para estragar e não carece de uso de conservantes químicos. Em outras palavras, os produtores de grãos plantam alimentos de alta qualidade, que ao final da cadeia produtiva resulta em um leite de altíssima qualidade. Por isso a <em>brincadeira de plantar grãos para colher leite</em>.<br></td></tr></tbody></table></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>As quatro características da Agricultura 5.0</strong></h2>



<p>Assim como eu considero o caso do Leite Longa Vida sem conservantes um ótimo exemplo de aprendizado de inovação aberta e co-criação – entre produtores agrícolas, pecuaristas e indústria –, preciso também citar o que Evan Fraser e Malcolm Campbell definem como as quatro características da Agricultura 5.0:</p>



<ol class="wp-block-list"><li><em>Aumento da produtividade</em>: o agronegócio precisa fazer mais com menos. Isso significa aumentar a produção sem ocupar áreas de preservação. Ao checar números oficiais, vemos como o Brasil é exemplar nesse sentido. Observe o gráfico dos<a href="https://portaldeinformacoes.conab.gov.br/safra-serie-historica-graos.html"> últimos cinco anos da Safra de Soja</a> comparando o aumento de área de plantio com a produtividade. Enquanto a área plantada aumentou cerca de 18%, a produtividade disparou mais de 40%.</li></ol>



<p><img fetchpriority="high" decoding="async" width="566" height="289" src="https://lh3.googleusercontent.com/tFyypbQiqFlB2cszwlrlpoET_WJmy2KkzRmj505gKjYaeZUMGRhPytcqa6Zk68Bee5kW3IrX8YaBFDUF5ergmVN57xjOM63SyDt8szd3ATxTQpmUUCiAbwACZj1XvZbZYPWhgjvC"></p>



<ol class="wp-block-list"><li><em>Tecnologia com segurança alimentar</em>: Como escrevem Evan Fraser e Malcolm Campbell: “as tecnologias da<a href="https://hazeshift.com.br/transformacao-digital-no-agronegocio/"> Transformação Digital do Agronegócio</a> não são uma panaceia”. Elas refletem maior produtividade e precisam chegar a regiões remotas para promover a segurança alimentar do planeta e, também, a renda de pequenos produtores. Eu vejo isso como essencial para o desafio de aumentar a oferta de alimentos no planeta, mantendo preços acessíveis.</li></ol>



<ol class="wp-block-list" start="2"><li><em>Redução do desperdício e distribuição de alimentos: </em>a FAO-ONU estima que de 25% a 30% dos alimentos são desperdiçados por ano. Isso é reflexo más práticas de armazenamento e transporte, do campo à mesa. A Agricultura 5.0 demanda essa reorganização global, pois todos os países – incluindo desenvolvidos – carecem de programas que evitem essa perda. Há, aqui, uma demanda urgente por inovação nos setores logístico e de armazenamento.</li></ol>



<p><em>Saúde e meio ambiente</em>: Fraser e Campbell destacam a necessidade de rever a expansão da pecuária em prol de produções de alimentos de origem vegetal. Tipicamente, investimentos assim trazem boas fontes de nutrientes para seres humanos e, paralelamente, reduz a emissão de gases provocados pelo gado. Isso não significa acabar com a proteína animal, mas sim promover a saúde e a sustentabilidade com projetos com baixa pegada de emissão de carbono.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Chegou a hora de conectar Agricultura 5.0 à inovação aberta!</strong></h2>



<p>Eu vejo que a inovação aberta está altamente conectada às oportunidades da Agricultura 5.0. Inclusive, na questão de redução de desperdício e sustentabilidade, posso dar um exemplo para melhorar a eficiência energética e reduzir o consumo de água em frigoríficos de suínos. Dou aqui uma sugestão: um projeto de inovação aberta com fornecedores e startups do setor, com uma meta de redução no consumo de litros de água por quilo produzido de carne suína. Que tal explorar essa proposta?&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Pessoalmente, também vejo uma grande oportunidade para a indústria se conectar a produtores independentes (não integrados a indústrias ou cooperados). Ao se tornar um distribuidor de alimentos, <em>commodities</em> como soja ou proteína animal de uma grande empresa, programas de co-criação podem ajudar o pequeno e médio agroempreendedor a inserir equipamentos de monitoramento.</p>



<p>Oficinas de <a href="https://hazeshift.com.br/o-que-e-design-estrategico-inovacao-exemplos/">design estratégico</a>, por exemplo, podem trazer ideias e mais integração entre a indústria e os produtores. Ademais, o agronegócio já tem bons exemplos de <a href="https://hazeshift.com.br/o-que-e-hackathon-desafios-de-inovacao/">desafios de inovação aberta, como hackathons</a>, e desafios entre startups, como o<a href="https://www.gov.br/startuppoint/pt-br/programas/ideas-for-milk" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> Ideas for Milk</a>, da Embrapa, e o Programa InMove, parceria da Cresol com o Sebrae PR que busca impactar diretamente o agronegócio e  que potencializa a difusão da tecnologia da existência de projetos inovadores.</p>



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<p>Com programas do setor público e privado que compartilhem esse conhecimento – e disponibilizem o acesso dessas ferramentas para pequenos produtores –, o Brasil é capaz de avançar cada vez mais, reduzindo o uso de defensivos agrícolas nas lavouras, garantindo o bem-estar animal e minimizando o uso de antibióticos em animais.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Agora é a sua vez!</strong></h3>



<p>Fica evidente, portanto, que projetos de inovação aberta que conectam stakeholders podem ser altamente eficazes para impulsionar as quatro características principais da Agricultura 5.0. Nós da Haze Shift estamos prontos para usar nossa experiência para ajudar o agro. Deixe seu comentário sobre o tema ou fale conosco para dar os primeiros passos.</p>
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		<title>A transformação digital no agronegócio e os motores da inovação dentro e fora da porteira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luiz Fernando Frederico]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Feb 2021 15:31:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura de Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Transformação Digital]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se existe algo que aprendi em 8 anos como gerente de tecnologia de informação em uma empresa de nutrição e fisiologia agrícola, a Compass Minerals, e em outros 4 anos na cooperativa Castrolanda, é que vivemos em um país de primeiro mundo. Pelo menos no campo. Em grande parte, graças à transformação digital do agronegócio  Leia</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Se existe algo que aprendi em 8 anos como gerente de tecnologia de informação em uma empresa de nutrição e fisiologia agrícola, a <a href="https://compassminerals.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Compass </a><a href="https://compassminerals.com.br/">Minerals</a>, e em outros 4 anos na cooperativa <a href="https://www.castrolanda.coop.br/">Castrolanda</a>, é que vivemos em um país de primeiro mundo. Pelo menos no campo. Em grande parte, graças à transformação digital do agronegócio no Brasil.</p>



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<p>Vejamos como exemplo a produtividade da safra de grãos, que quase dobrou em 15 anos, sem aumentar muito a área de cultivo. Primeiramente vamos aos números, para depois mostrar como a transformação digital do agronegócio impulsionou nesses resultados.</p>



<p>Segundo<a href="https://www.conab.gov.br/info-agro/safras/graos/boletim-da-safra-de-graos/item/download/30348_aa345b3df6694e420f12eedc8ffb970d"> </a><a href="https://www.conab.gov.br/info-agro/safras/graos/boletim-da-safra-de-graos/item/download/30348_aa345b3df6694e420f12eedc8ffb970d" target="_blank" rel="noreferrer noopener">dados da Conab</a>, a chamada 1ª Safra, de Verão, tinha aproximadamente 40 milhões de hectares cultivados no Brasil na safra 2004/05. Considere cada hectare equivale a 1,1 campo de futebol. Na Safra 19/20 eram 45,4 milhões. Já a produtividade média era de 2.339 quilos por hectare em 04/05, e bateu 3.864 kg/ha em 19/20. Isto é 65% a mais. Perceba quanto crescimento de produção sem a necessidade de abrir novas áreas de plantio, o que poderia ter gerado grande impacto ambiental.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading">Motores da transformação digital do agronegócio no Brasil</h2>



<p>Como resultado dessa expansão, o agro é responsável por quase 25% do PIB nacional. Por outro lado, traz para o Brasil grande parte do desafio da segurança alimentar global. Afinal, a FAO-ONU (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) projeta mais de 9,5 bilhões de pessoas no planeta em 2050. </p>



<p>Além disso, é importante lembrar que o campo é a matéria-prima de quase tudo. De madeira e celulose para habitação a materiais de educação, de algodão para tecidos a cana e milho para etanol, por exemplo. Nesse sentido,&nbsp; precisamos destacar alguns motores e exemplos da <strong>transformação digital do agronegócio no Brasil</strong>:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><em>IoT ou Internet das Coisas</em>: sensores para compartilhamento de dados em tempo real na agropecuária vêm colaborando para melhorar o ambiente de bem-estar animal, de bois a peixes. Um exemplo disso são startups como a<a href="https://io.fish/"> </a><a href="https://io.fish/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">IoFish </a>e a<a href="https://www.tatilfish.com.br/"> </a><a href="https://www.tatilfish.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Tatilfish</a>. Elas fornecem aplicativos para produtores de tilápias com informações sobre níveis de oxigênio, de PH e da temperatura da água dos tanques.</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><em>Agricultura de precisão</em>: a partir da coleta de materiais do solo e de plantas. Com isso, em poucos minutos, os produtores podem identificar a necessidade de reforçar a presença de minerais ou utilizar defensivos agrícolas de forma direcionada.</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><em>Satélites, veículos e drones</em> estão cada vez mais presentes para apoiar a produtividade no campo. Startups, cooperativas e consultorias que utilizam informações de satélites, por exemplo, podem auxiliar seus clientes com informações sobre o desenvolvimento da lavoura. Nesse sentido, drones podem ser utilizados tanto para observação quanto para aplicação exata de agroquímicos em talhões de plantio específicos.</li></ul>



<p>Por consequência, termos como <em>machine learning</em> e <em>big data</em>, por exemplo, entraram no dicionário de agrônomos e produtores rurais. Isso revela que não é só o que ocorre dentro da porteira que importa. Mas os profissionais estão realmente acompanhando essa evolução?&nbsp;&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading">Uma visão de futuro: só isso não é suficiente</h2>



<p>Tanta tecnologia só é possível porque, cada vez mais, conseguimos capturar dados do ambiente de trabalho no campo. Neste sentido, percebemos na prática como funciona e o que é a transformação digital no agronegócio: significa coletar informações, cruzá-las e utilizar as variáveis que temos disponíveis para melhorar a produção. Porém, há variáveis que [ainda] não estão sob controle humano e trazem incertezas aos produtores.</p>



<p>Acima de tudo, nesses anos de vivência com produtores e profissionais da agronomia, percebi certa resistência e aversão a riscos. O medo da chuva, da estiagem, da geada, ou seja, o maior temor é quanto ao clima. Por mais que tenhamos avançado bastante na capacidade de previsões de clima, de anos de El Niño e La Niña, isso ainda não é o suficiente. Igualmente, existe o receio de testar coisas novas, ainda não comprovadas e testadas Brasil afora.</p>



<p><a href="https://hazeshift.com.br/cooperativismo-digital/">Leia também: cooperativismo e inovação durante e após a pandemia</a></p>



<p>Acima de tudo, esse temor é compreensível. Afinal, ninguém quer colocar uma safra a perder, bem como arriscar seu rebanho. Nesse sentido, penso que a viabilidade, a criação de linhas de créditos acessíveis e seguros agrícolas para inovações no campo podem ser uma solução para mitigar esses riscos.&nbsp;</p>



<p>Além dos bancos, cooperativas de crédito têm aqui uma grande oportunidade. Elas podem conectar startups a produtores rurais, assim como universidades e cooperativas agrícolas em destinar espaços de experimentação em parceria com produtores rurais. Inclusive, exemplos de cooperativas com potencial de inovação não faltam, e um bom exemplo em franca expansão é a<a href="https://cresol.com.br/"> </a><a href="https://cresol.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Cresol</a>.&nbsp;&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading">Sucessão no campo e conectividade</h2>



<p>Além disso, julgo que a sucessão no campo, ou seja, a passagem de bastão para as novas gerações pode ser determinante. Digo isso não apenas pela disposição em utilizar novas tecnologias. Mas pela oportunidade de – cada vez mais – esses jovens levarem as informações de dentro da porteira para fora dela.</p>



<p>Não só a conectividade da internet traz essa praticidade, bem como o fato de que cada vez mais cidades pequenas e médias têm técnicos e agrônomos de cooperativas, laboratórios e profissionais da<a href="http://embrapa.br/"> Embrapa</a> próximos. Produtores rurais precisam usar e abusar dessas consultorias. E anotar tudo. Tudo mesmo, pois é preciso reforçar que um dos pilares da transformação digital no agronegócio está conectada ao uso de informações antes genéricas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Inovação aberta e transformação digital no agronegócio</h2>



<p>Sob o mesmo ponto de vista, tantas informações acabam sendo o ponto de partida para ideias de <a href="https://hazeshift.com.br/startups-universitarias-brasil/">startups </a>do agro, as AgTechs. O<a href="https://www.radaragtech.com.br/"> Radar </a><a href="https://www.radaragtech.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">AgTech </a><a href="https://www.radaragtech.com.br/">Brasil</a> identificou 1.125 delas em 2019. Como startups têm, por característica, aprender por tentativa e erro, elas são essenciais para o desenvolvimento de novas tecnologias e a transformação digital do agronegócio.</p>



<p>Neste sentido, se você ainda não está convencido sobre a importância de registrar tudo (boas e más práticas, fotos de pragas e plantas com bom desenvolvimento, histórico de produtividade), tenha em mente a evolução da transformação digital do agronegócio:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><em>Fora da porteira</em>: existe toda uma cadeia de pesquisa e desenvolvimento que pode ser fornecida por empresas do agronegócio que apoiam a inovação aberta e, claro, por startups. Por exemplo, <a href="https://hazeshift.com.br/historias/idealab-brf-ingredients-inovacao-aberta/?portfolioCats=3%2C2%2C5%2C4">veja este case que surgiu de uma parceria de nós da Haze Shift com a BRF Ingredients</a>. O resultado pode ser equipamentos, insumos e inovações em serviços para o produtor;</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><em>Dentro da porteira:</em> utilizar ferramentas, aplicativos e registrar tudo é essencial para melhorar a produtividade. Sem dúvida, as novas gerações, que estão assumindo o campo, precisam apostar no monitoramento;</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><em>Depois da porteira:</em> a aceitação pelo consumidor e a qualidade dos produtos que surgem a partir do que é produzido dentro da porteira é tão importante quanto a produção propriamente dita. Neste sentido, a rastreabilidade é um diferencial para fortalecer a marca do produtor rural.&nbsp; A produção de<a href="https://www.cafe3coracoes.com.br/rituais/produtores"> cafés especiais da 3 </a><a href="https://www.cafe3coracoes.com.br/rituais/produtores" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Corações</a>, por exemplo, aposta nisso para vender produtos Premium. Como consequência, valoriza os produtores. Veja este exemplo:</li></ul>



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<h2 class="wp-block-heading">O agro moderno é sustentável! </h2>



<p>Por fim, perceba que essa imensa transformação digital do agronegócio está intimamente ligada não apenas à segurança alimentar, mas também aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs) da ONU.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://lh4.googleusercontent.com/nzF3MJwp2wKbh_DNZ1jprO_FygoCppxQxE-cGPN5gbasblhfXdYKYZFNyPCv96nA4XdwMWJGPl3cIujdSyHZRnjRgTK587tZH-qHlyfUEH_YhsfhiuClrlA6CLL6RG0m1OWFgnRD" alt=""/></figure>



<p>A alta produtividade colabora com a agricultura sustentável e a mitigação da fome, e também com a erradicação da pobreza, pois dá oportunidade a pequenos produtores. Uma boa alimentação é sinônimo de saúde e bem-estar. O bom uso da água potável (inclusive com captação de água da chuva) e o saneamento também entram na lista, pois a agricultura é a maior consumidora de água do Brasil.&nbsp;</p>



<p>E temos, claro, a questão ambiental. Podemos mencionar alguns exemplos de redução no impacto ambiental por meio da transformação digital no agronegócio:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list"><li>O aumento da produtividade sem a necessidade de abertura de novas áreas de plantio ou pastagem, a partir da análises de solo com recursos digitais e até mesmo via satélite,&nbsp;</li><li>Capacidade de aplicação de agroquímicos em áreas específicas por drones;</li><li>Monitoramento de ambiente do gado e de plantio em áreas de madeira &#8211; o que é tecnicamente conhecido como Integração Lavoura-Pecuária Floresta (ILPF);&nbsp;</li><li>Potencial de medição de áreas via satélite para observar adequação à legislação ambiental que exige uma área de preservação de mata nativa, conforme o bioma.&nbsp;</li></ul>



<p>Tudo isso valeria, inclusive, um artigo específico sobre a transformação digital do agronegócio e seu impacto na questão ambiental e no fluxo da sustentabilidade.&nbsp;</p>



<p>Ademais, tudo isso significa crescimento econômico, inovação e consumo responsável. E nós da Haze Shift estamos prontos para apoiar empresas, cooperativas, organizações e produtores rurais. Tanto para o cumprimento das ODS quanto para a inovação aberta. Seja dentro ou fora da porteira,<a href="https://hazeshift.com.br/casos-de-sucesso-haze/"> nossos cases de sucesso</a> comprovam nossa capacidade em desenhar as melhores soluções para a transformação digital do agronegócio.&nbsp;</p>
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		<title>Cooperativismo digital e inovação durante e após a pandemia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luiz Fernando Frederico]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Jan 2021 13:56:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Transformação Digital]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entenda o que é cooperativismo digital e como ele se conecta à inovação aberta. A pandemia  foi um motor nessa transformação digital.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Todos nós sentimos a pandemia do coronavírus, de uma forma ou de outra. Sinto, inclusive, que jogou a humanidade a uma crise pela sobrevivência que obriga todos a serem mais cooperativos. Nesse sentido, a história do cooperativismo se relaciona ao atual momento da sociedade. Por sobrevivência, diversos setores foram lançados ao cooperativismo digital: agronegócio, crédito, vendas de varejo, saúde, autônomos. </p>



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<p>Oficialmente, o movimento cooperativista começou na Europa, em meados do século 19. Trabalhadores perceberam que, juntos, poderiam fazer compras em larga escala e, assim, conseguir preços melhores. É mais ou menos o que vem ocorrendo atualmente: empresas e pessoas vêm encontrando soluções cooperativas para driblar a crise.&nbsp;</p>



<p>Podemos resumir uma cooperativa como uma organização que oferece produtos e serviços acessíveis e facilita as vendas dos cooperados. De quebra, ao final de um período, eles recebem os lucros derivados do negócio. Em nosso país, quando falamos em cooperativas, a associação imediata é ao agronegócio e ao crédito, dois ramos altamente maduros no Brasil e ainda mais propensos ao cooperativismo digital e à inovação aberta.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading">Afinal, o que é cooperativismo digital?</h2>



<p>Em um ambiente cooperativo tradicional, as pessoas se unem para atingir escala e novos mercados. Vamos pensar no agronegócio: agricultores que poderiam ser independentes e concorrentes têm a oportunidade de venderem juntos e estocarem produtos em silos de uma mesma cooperativa, por exemplo. A situação não muda de figura quando pensamos no <strong>cooperativismo digital</strong>:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Trabalhadores, empresas ou mesmo uma união de cooperativas podem unir esforços para melhorar o ambiente de negócios;&nbsp;</li><li>Podem negociar tecnologias como e-commerces, softwares e produtos que, sozinhos jamais conseguiriam;</li><li>Fazer parcerias com universidades e startups para desenvolverem soluções conjuntas;</li><li>Negociar soluções de educação à distância para ampliar o conhecimento de cooperados e colaboradores, ou ainda criar uma unidade de ensino cooperativa;</li><li>Reduzir custos de fornecedores ao dividirem, por exemplo, as despesas de um sistema logístico de entregas inteligente.&nbsp;</li></ul>



<p>Percebemos que vários desses exemplos foram colocados em prática durante a pandemia. A negociação conjunta, ou seja, o cooperativismo foi determinante para a sobrevivência de diversos negócios. Afinal, praticamente do dia para a noite, empresas que não tinham a capacidade de fazer vendas online precisaram rever sua estratégia.&nbsp;</p>



<p>Gigantes do varejo, como o Magazine Luiza, já vinham permitindo que empresas médias e pequenas utilizassem seu site de vendas, o Magalu. Estabeleceu-se aí um sistema de cooperativismo digital: consumo, infraestrutura e transportes foram três ramos unidos em uma grande plataforma tecnológica. Vemos, assim, empresas cooperando entre si.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading">Cooperativismo digital e inovação aberta<strong>&nbsp;</strong></h2>



<p>Dentro da própria cooperativa, desenvolver um ambiente de acesso à inovação é desafiador e recompensador. Quando falamos sobre o <a href="https://hazeshift.com.br/o-que-e-inovacao-aberta-conceito/">conceito de inovação aberta</a>, estamos nos referindo a criar um ecossistema propício para que os principais <em>stakeholders </em>identifiquem oportunidades de melhorias do negócio, dos processos e auxiliem a mudança de paradigmas que permitam a <a href="https://hazeshift.com.br/transformacao-digital-nas-empresas/">transformação digital </a>e a criação de serviços adjacentes para cooperados.</p>



<p><strong>Leia também</strong>: <a href="https://hazeshift.com.br/o-que-e-inovacao-aberta-conceito/">O que é inovação aberta</a>&nbsp;</p>



<p>Basicamente, para inserir o cooperativismo digital na inovação aberta precisamos identificar problemas e oportunidades. Nós da Haze Shift temos uma metodologia para apoiar nessa identificação, criando mecanismos de aproximação via programas de mentoria, com universidades e startups ou mesmo empresas criadas dentro da própria cooperativa, para garantir soluções e inovações.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Como já falamos neste artigo, uma cooperativa pode, inclusive, se unir a outra. No cooperativismo digital, isso pode ocorrer por uma parceria corporativa e tecnológica. A partir do intra-empreendedorismo, uma empresa focada no ambiente digital pode ser criada para atender a duas ou mais cooperativas de uma mesma região, garantindo melhores preços para negociar softwares e acompanhando novidades do ramo cooperativista em questão.&nbsp;</p>



<p>Cooperativas também podem unir esforços, por exemplo, para investir em uma startup que melhore os processos do negócio. Tudo isso tem a ver com o cooperativismo digital e a inovação aberta. O lucro, no fim das contas, pode acabar para os próprios cooperados.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading">Cooperativismo e uberização das coisas</h2>



<p>Perceba que, até agora, não falamos sobre a uberização das coisas. Criou-se até mesmo um preconceito quanto a esse termo, o que me parece errado. Eu daria rapidamente a seguinte definição a uberização das coisas: uma oportunidade para conectar consumidores a fornecedores de serviços de forma cada vez mais personalizada a um clique de distância.&nbsp;</p>



<p>Aqui também entra o <a href="https://hazeshift.com.br/gig-economy-uberizacao/">conceito de Gig Economy</a>: basicamente, uma economia de demanda, onde trabalhadores oferecem serviços temporários, como freelancers ou sob encomenda geralmente através de aplicativos ou portais específicos para prestadores de determinado serviço. Durante a crise do coronavírus, essa virou uma oportunidade porque muitas pessoas perderam o emprego. Um exemplo são pessoas que resolveram trabalhar em aplicativos como motoristas ou entregadores.&nbsp;</p>



<p>Neste ambiente, os recentes protestos de motoboys certamente causam certa pressão nos aplicativos. Houve quem sugerisse aos motoboys montar sua própria cooperativa de entregas. Faz sentido, mas é preciso levar em conta quantos entregadores estariam dispostos a seguir no ramo de entregas ao invés de voltar a seus empregos de antes da crise. A rotatividade de associados da cooperativa seria um desafio.</p>



<p>Da mesma forma, desconheço associações de bares e restaurantes do Brasil com sistemas próprios de entregas em aplicativos. Perdem, portanto, a oportunidade de desvendar o cooperativismo digital, já que as taxas dos apps tradicionais chegam a superar os 20% da venda para esses comerciantes.&nbsp;&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading">Lá fora e por aqui </h2>



<p>É importante deixar claro que movimentos nesse sentido são viáveis. Na Europa, existem cooperativas de plataforma, onde os próprios entregadores fazem contribuições e controlam as ações para melhorar o salário e as condições de trabalho. Por lá existe uma federação de entregadores de bicicleta chamada CooCycle: cooperativas de plataforma de Madri, Berlim, Londres, entre outras cidades que se unem para trocar ideias. Confira neste documentário:&nbsp;</p>



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<p>Na minha opinião, no Brasil, vejo que esse movimento de cooperativismo de plataforma poderia&nbsp; ser puxado pelos próprios restaurantes e bares em formato de ecossistema como um diferencial para romper barreiras de monopólio de entregas, concentrado em poucas empresas de apps.&nbsp;</p>



<p>Claro que, uma&nbsp; vez organizados, os entregadores também poderiam fazer isso. Contudo, o desafio pode ser maior,&nbsp; já que 70% dos entregadores do iFood, por exemplo, são pontuais, segundo o próprio vice-presidente de estratégia e finanças do iFood, Diego Barreto, <a href="https://www.gazetadopovo.com.br/economia/entregadores-precisam-de-algo-entre-nada-e-clt-executivo-ifood/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">disse nesta entrevista</a>.&nbsp;</p>



<p>Como podemos ver, o cooperativismo digital está muito presente no dia a dia de todos nós. Eu me comprometo a falar cada vez mais sobre esse assunto, algo que parece novo na sociedade brasileira, mas que está presente. Gostaria, portanto, de fazer um convite a você: vamos marcar uma call e falar sobre isso. Deixe seus comentários&nbsp; e dúvidas: vamos conversar.&nbsp;</p>
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