<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Podcast Hazilente - Haze Shift</title>
	<atom:link href="https://hazeshift.com.br/tag/podcast-hazilente/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://hazeshift.com.br/tag/podcast-hazilente/</link>
	<description>Consultoria de Inovação e Design Estratégico orientada a resultados</description>
	<lastBuildDate>Wed, 03 Jul 2024 02:19:02 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	
	<item>
		<title>Como o livro BOLD ajuda a entender o poder dos nichos em ambientes de inovação</title>
		<link>https://hazeshift.com.br/bold-livro-resumo-podcast/</link>
					<comments>https://hazeshift.com.br/bold-livro-resumo-podcast/?noamp=mobile#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luiz Henrique Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 May 2022 23:30:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura de Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação Aberta]]></category>
		<category><![CDATA[Transformação Digital]]></category>
		<category><![CDATA[cultura da inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Podcast Hazilente]]></category>
		<category><![CDATA[transformação digital]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://hazeshift.com.br/?p=3728</guid>

					<description><![CDATA[<p>Passamos bastante tempo ouvindo que a união faz a força. Mas depois de ler o livro BOLD: Oportunidades Exponenciais podemos transformar essa frase e dizer: “A união cria forças exponenciais que mudam o nosso entorno”. Os autores Steven Kotler e Peter H. Diamandis mostram isso no livro BOLD: como usar o poder das comunidades, cocriação  Leia</p>
<p>O post <a href="https://hazeshift.com.br/bold-livro-resumo-podcast/">Como o livro BOLD ajuda a entender o poder dos nichos em ambientes de inovação</a> apareceu primeiro em <a href="https://hazeshift.com.br">Haze Shift</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Passamos bastante tempo ouvindo que a união faz a força. Mas depois de ler o livro <em>BOLD: Oportunidades Exponenciais</em> podemos transformar essa frase e dizer: “A união cria forças exponenciais que mudam o nosso entorno”.</p>



<p>Os autores Steven Kotler e Peter H. Diamandis mostram isso no livro BOLD: como usar o poder das comunidades, <a href="https://hazeshift.com.br/cocriacao-processos-inovacao/">cocriação</a> e tecnologias exponenciais para causar impacto positivo e resolver o desafio de “um milhão de pessoas” de uma só vez. Ou seja, transformar problemas em oportunidades de negócios.&nbsp;</p>



<p>Vamos entender isso melhor?&nbsp;</p>



<p>Então, em primeiro lugar, nós respondemos as questões principais desse livro tanto aqui no texto quanto no podcast Haziliente, que além de mim &#8211; Luiz Henrique, <em>host </em>do podcast &#8211; contou com a participação de mais pessoas do Time&nbsp; Haze Shift &#8211; Fabiana Moreira e Roberta Bernini e do sócio da Haze Shift Rodrigo Medalha. Ouça agora:&nbsp;</p>



<iframe style="border-radius:12px" src="https://open.spotify.com/embed/episode/2f32wQPnr8HpGiWNxUHqg0?utm_source=generator" width="100%" height="232" frameBorder="0" allowfullscreen="" allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture"></iframe>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Afinal, o que são tecnologias exponenciais?</strong></h2>



<p>Em uma visão matemática exponencial é quando um número multiplicado por um valor constante várias vezes de forma que esse número rapidamente vá mudando e crescendo cada vez mais.&nbsp;</p>



<p>Os autores trazem um exemplo bem prático para entender o que é ser exponencial:&nbsp;</p>



<p><em>“Se você der 30 passos lineares partindo de um ponto específico, vai chegar a 30 metros de distância. Mas se você der 30 passos exponenciais saindo do mesmo ponto, vai chegar a um bilhão de metros de distância. Os estágios finais de qualquer sequência exponencial geram um crescimento impressionante.”</em></p>



<p>Segue exemplo em gráficos!</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://lh5.googleusercontent.com/KoPHyxSHhZsdBr_2f4DfPXmioZ0QejSAlfUX47Ts5z7UF643YLd9aZBkyNXAdDqQu3KyInyjqTTE3SMhzOTkCAtRRZmceDNr4jUy7GAspxyZR8k6nqVUkOhPu_qJ_HTgBxqgtpvrLk-Fa7FnsA" alt=""/></figure>



<p>Agora que entendemos matematicamente o que é uma exponencial, vamos levar esse paralelo para o tema principal do tópico: a tecnologia.</p>



<p>A Lei de Moore, criada em 1965 pelo fundador da Intel, Gordon Moore, diz que o número de circuitos integrados em um transistor dobra a cada 12 ou 24 meses. Foi quase como uma profecia da evolução de como aparelhos tecnológicos ampliariam sua capacidade ao longo do tempo.&nbsp;</p>



<p>Essa lei permanece intacta até hoje, e é uma das razões pelas quais os smartphones são mil vezes mais rápidos e um milhão de vezes mais baratos do que um computador em 1970.</p>



<p>Pensando nisso, os autores do livro BOLD criaram um framework chamado <em>Os seis Ds dos exponenciais</em>:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>D1 Digitalização – quando o processo passa de um estado físico para digital;</li><li>D2 Decepção – os estágios iniciais do crescimento exponencial são indiferentes e lentos;</li><li>D3 Disrupção – novos mercados são criados e os mercados existentes são interrompidos;</li><li>D4 Desmonetização – as pessoas param de comprar a tecnologia antiga e ela passa a ser gratuita;</li><li>D5 Desmaterialização – a tecnologia passa a ser parte de outros produtos;</li><li>D6 Democratização – os objetos passam a ser disponibilizados em plataformas digitais para todos;</li></ul>



<p>Vamos tornar isso mais claro com um exemplo e que mostra muito sobre a criação de mercados a partir de possibilidades de <a href="https://hazeshift.com.br/tipos-de-inovacao/">inovação incremental, radical e disruptiva</a>:&nbsp;</p>



<p>Aqui vou citar uma situação de uma marca que sentiu diretamente em seu core a influência da transformação digital e vocês já devem ter ouvido falar nela: a Kodak. Vem comigo que você verá como ficará fácil compreender&nbsp; os 6Ds na prática.</p>



<p>Em 1996, a Kodak vendia filmes e tinha US$28 bilhões em mercado. As câmeras digitais surgiram em 1976 (D1), mas não possuíam resolução até 20 anos depois (D2).&nbsp;</p>



<p>Depois que as câmeras digitais ultrapassaram a barreira dos 2 milhões de pixels (D3), as pessoas pararam de comprar filmes (D4) e a Kodak declarou falência em janeiro de 2012 por acabar não inovando em seu negócio. Ademais, depois que os smartphones surgiram, as pessoas pararam de comprar câmeras digitais (D5). Nos dias de hoje, você pode compartilhar fotos gratuitamente (D6) com seus amigos em diversas plataformas.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><a href="https://hazeshift.com.br/transformacao-digital-em-pequenas-empresas/">Leia também sobre transformação digital em pequenas e médias empresas: em qual estágio você e seus concorrentes estão</a></h4>



<p>O destino da Kodak  nos mostra o quanto o pensamento exponencial é poderoso e o porque devemos internalizá-los se queremos empreender nos dias de hoje. O framework dos 6 Ds nos permite acompanhar o ciclo de vida de uma tecnologia em crescimento exponencial.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Aprenda a usar o crowdsourcing e o crowdfunding</strong></h2>



<p>Outro tema abordado no livro BOLD é o crowdsourcing e o crowdfunding: em resumo, respectivamente, um conjunto de pessoas produzindo soluções, e o financiamento coletivo de projetos. Inclusive, esses dois itens são, respectivamente, as <a href="https://hazeshift.com.br/inovacao-aberta-chesbrough/">rotas 22 e 23 da inovação aberta que citamos neste link</a>.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Nesse sentido, os autores destacam que, na próxima década, aproximadamente 3 bilhões de pessoas vão começar a usar a internet pela primeira vez. E isso vai acontecer graças às tecnologias de comunicação, que estão ficando mais acessíveis. As pessoas então irão cada vez mais se reunir com seus conhecimentos para a resolução de problemas específicos. Ou seja, irão praticar o crowdsourcing.</p>



<p>Hoje em dia já existem várias plataformas nas quais as pessoas podem disponibilizar suas habilidades técnicas e criativas para venda. Nesse sentido, livro foca na ideia sobre crowdsourcing com algumas dicas da melhor forma possível de usar:</p>



<ol class="wp-block-list"><li>Seja específico – as pessoas não vão entender a filosofia do seu negócio. Faça com que seja fácil para as pessoas entenderem o que você está tentando fazer.</li><li>Prepare seus dados – e esteja pronto para providenciar os arquivos necessários.</li><li>Qualifique seus trabalhadores – dê a eles alguns projetos pilotos pequenos, e veja como eles se saem.</li><li>Deixe claro e especifique quais são os papéis – diga às pessoas o que exatamente você quer.</li><li>Comunique em detalhes e continuamente – dê muitos feedbacks rapidamente.</li><li>Descentralize &#8211; Nada de ficar controlando tudo, esteja aberto a novas e diferentes maneiras de pensar. Eles podem sugerir coisas muito boas.</li><li>Sempre preze pela qualidade – Vale mais apenas pagar um pouco mais para ter os melhores trabalhadores, às vezes o barato pode sair caro.</li></ol>



<p>Além disso, levantar o dinheiro necessário sempre foi uma das grandes barreiras para começar um novo negócio. E isso está mudando graças ao financiamento coletivo (crowdfunding). Especialistas preveem que $15 bilhões de dólares levantados através do crowdfunding em 2015 vão aumentar para pelo menos $300 bilhões nos próximos anos com o crescimento do crowdfunding.</p>



<p>As melhores campanhas de crowdfunding normalmente têm essas características:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>O produto está em um estágio avançado de protótipo e já pode ser mostrado.</li><li>Você tem um bom time de gestores e as pessoas podem confiar que alguma coisa vai acontecer com o dinheiro.</li><li>O produto é baseado na comunidade e nos consumidores – é alguma coisa que investidores potenciais comprariam e usariam.</li><li>O time de gestores tem uma rede de investidores potenciais.</li><li>O produto busca resolver um problema convincente.</li></ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Comunidade Online</strong></h2>



<p>Outro tema abordado no livro BOLD, é sobre como uma comunidade pode lidar com projetos que anteriormente eram exclusividade de grandes corporações ou governos.</p>



<p>Se você constrói uma comunidade que está lidando com uma tarefa importante, e então fornece oportunidades para que indivíduos se destaquem nessa comunidade, vai ficar impressionado com a energia e a criatividade gerada.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><a href="https://hazeshift.com.br/comunidades-de-pratica/">Leia também: O que são comunidades de prática e seus conceitos</a></h4>



<p>Seja qual for sua paixão, existem várias pessoas que compartilham dela, esse é o <em>nicho</em>. Comunidades inteiras nascem por essas paixões incomuns, desde construção de carros à astronomia amadora. Você pode se aproveitar desses nichos para montar uma comunidade e lidar com desafios.</p>



<p>Um exemplo claro sobre isso são os <a href="https://inovadoresinquietos.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Inovadores &amp; Inquietos</a>. Nessa comunidade mantida pela Haze Shift consultoria de inovação, nós unimos pessoas que desejam transformar o mundo, empreender e serem agentes de inovação para se ajudarem e colherem os frutos do desafio de inovar unidas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Para completar…</strong></h2>



<p>BOLD traz vários exemplos do mundo real de como as pessoas se juntaram para resolver problemas complexos e como você pode fazer essa transformação positiva. Aliás, muito do que é dito no livro se refere às <a href="https://hazeshift.com.br/inovacao-aberta-chesbrough/">33 rotas de inovação aberta de Henry Chesbrough</a>.&nbsp;</p>



<p>Portanto, aproveite ao máximo as tecnologias exponenciais e lembre-se que seu ciclo é rápido e complexo, e ao perceber uma oportunidade, comece já! Além disso, utilize as táticas de crowdfunding, crowdsourcing, as comunidades onlines e extraia o máximo possível para seu negócio.&nbsp;</p>



<p>E para completar, conte com nós da Haze Shift para apoiar na estruturação dessas oportunidades. Como especialistas em inovação aberta, podemos contribuir fortemente em pontos como <a href="https://hazeshift.com.br/modelagem-de-negocios-design-estrategico/">modelagem de negócios</a>, <a href="https://hazeshift.com.br/comunidades-de-pratica/">comunidades de prática</a>, entre outros temas. <a href="https://hazeshift.com.br/vamos-conversar/">Vamos conversar</a>?&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://hazeshift.com.br/bold-livro-resumo-podcast/">Como o livro BOLD ajuda a entender o poder dos nichos em ambientes de inovação</a> apareceu primeiro em <a href="https://hazeshift.com.br">Haze Shift</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://hazeshift.com.br/bold-livro-resumo-podcast/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Como funcionam os mercados e por que a inovação tem papel fundamental nisso</title>
		<link>https://hazeshift.com.br/como-funcionam-os-mercados-resumo-livro-podcast/</link>
					<comments>https://hazeshift.com.br/como-funcionam-os-mercados-resumo-livro-podcast/?noamp=mobile#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Clara Del Monte]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Apr 2022 20:48:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura de Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação Aberta]]></category>
		<category><![CDATA[cultura da inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Podcast Hazilente]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://hazeshift.com.br/?p=3649</guid>

					<description><![CDATA[<p>Quando falamos em economia, o mais genérico a se pensar são as variáveis que comumente ouvimos nos jornais: inflação, desemprego, juros, produção.  É claro que esses temas são de extrema importância, mas a economia não é só isso.  Alvin Roth, autor do livro Como funcionam os mercados e laureado Nobel de Economia em 2012 nos  Leia</p>
<p>O post <a href="https://hazeshift.com.br/como-funcionam-os-mercados-resumo-livro-podcast/">Como funcionam os mercados e por que a inovação tem papel fundamental nisso</a> apareceu primeiro em <a href="https://hazeshift.com.br">Haze Shift</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Quando falamos em economia, o mais genérico a se pensar são as variáveis que comumente ouvimos nos jornais: inflação, desemprego, juros, produção.&nbsp;</p>



<p>É claro que esses temas são de extrema importância, mas a economia não é só isso.&nbsp; Alvin Roth, autor do livro <strong>Como funcionam os mercados</strong> e laureado <a href="https://www.suno.com.br/tudo-sobre/alvin-roth/">Nobel de Economia em 2012</a> nos apresenta a amplitude de questões que a ciência econômica é capaz de alcançar.&nbsp;</p>



<p>Nós da Haze Shift entendemos que esse conhecimento é de extrema importância. Tanto que, além deste artigo, nós da Haze Shift gravamos um podcast sobre&nbsp; o tema. Participaram, além de mim, os colaboradores Luiz Fernando Frederico, Anamaria Oliveira, Rosiane Cruz e o host Luiz Henrique.&nbsp;</p>



<iframe style="border-radius:12px" src="https://open.spotify.com/embed/episode/3R6d9dEoi1b1ndDkScSEiq?utm_source=generator" width="100%" height="232" frameborder="0" allowfullscreen="" allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture"></iframe>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como funcionam os mercados: resumo&nbsp;</strong></h2>



<p>Não à toa, o livro de Roth fez com que me despertasse o interesse de estudar Economia, e cá estou, ganhando cada vez mais paixão pela área. O objetivo do autor está no título: explicar <em>como funcionam os mercados</em>.&nbsp;</p>



<p>Mas o que é um mercado? Bom, a definição é simples. Um mercado se configura como sendo todo ambiente de trocas entre dois agentes econômicos &#8211; empresas, famílias, governo, entre outros. Com o tempo, os mercados evoluíram.&nbsp;</p>



<p>Pense no passado: as trocas eram realizadas a partir do escambo. Para que elas obtivessem sucesso, era necessário uma dupla coincidência: alguém quer algo seu, e você também precisa querer algo desse alguém. O problema de uma economia primitiva como essa é que dificilmente o valor dos instrumentos trocados eram os mesmos.&nbsp;</p>



<p>Foi a partir de então que surgiu a moeda e o conceito de preços. E os preços são utilizados como mecanismo para regular os mercados, e quase sempre são responsáveis por manter a eficiência dos mesmos.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Mercados sem preços</strong></h2>



<p>Contudo, o que vou dizer agora provavelmente pode surpreender: existem mercados em que os preços não vigoram, e esse é o ponto principal do livro <em>Como funcionam os mercados</em>.</p>



<p>Em alguns mercados, não podemos precificar as coisas. Esses são os chamados <a href="https://eesp.fgv.br/evento/uma-pequena-introducao-teoria-dos-mercados-de-matching"><em>mercados de matching, ou matching market</em></a><em>. </em>Por exemplo: mercados de transplante de órgãos, mercados de relacionamentos afetivos, aprovação em universidades, por exemplo.&nbsp;</p>



<p>O exemplo dos transplantes é o que mais chama atenção no livro, na minha opinião, e será o mais tangível para entendermos isso tudo.&nbsp;</p>



<p>No contexto dos transplantes, existem os demandantes por órgãos. Ou seja, aqueles que estão doentes e precisam realizar o procedimento de troca, e, por outro lado, os ofertantes &#8211; as pessoas que estão dispostas a doar.&nbsp;</p>



<p>Infelizmente, esse mercado opera em desequilíbrio: a demanda é muito maior que a oferta, e uma situação como essa compromete vidas.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Qual o papel da economia e da inovação nesse cenário?</strong>&nbsp;</h2>



<p>Quando os mercados estão em desequilíbrio, a atitude imprescindível é resolver o problema e otimizar as relações de troca. Para isso, os economistas <em>desenham os mercados</em>, ou melhor, estabelecem as regras do jogo, e <a href="https://hazeshift.com.br/politicas-publicas-para-o-fomento-da-inovacao/"><strong>fomentar a inovação</strong></a><strong> tem papel fundamental nisso</strong>, como é o caso da saúde e podemos ouvir no podcast abaixo.</p>



<iframe style="border-radius:12px" src="https://open.spotify.com/embed/episode/467N4qhLvndsppMZfHTmS1?utm_source=generator" width="100%" height="232" frameborder="0" allowfullscreen="" allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture"></iframe>



<p>Continue comigo que vamos detalhar melhor o cenário para compreendermos como inovar o modo com que os mercados funcionam é importante.&nbsp;</p>



<p>No cenário dos transplantes, a incompatibilidade entre doador e paciente/receptor é comum. Pacientes com doadores em potencial, como um familiar ou amigo, estão sujeitos a sofrer com a notícia de que são pares incompatíveis &#8211; adentrando em uma extensa lista de espera.&nbsp;</p>



<p>Antes das ideias inovadoras de Roth, as trocas de doador vivo aconteciam de modo subaproveitado, ou seja, de 1 para 1. O que ele fez para mudar isso foi um trabalho árduo junto a médicos e outros economistas. Começando com um levantamento das bases de dados de pacientes receptores e doadores.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><a href="https://hazeshift.com.br/ciencia-de-dados-e-inteligencia-artificial/"><strong>Isso acontece graças à ciência de dados: clique e saiba mais sobre o assunto&nbsp;</strong></a></h4>



<p>A proposta do economista era um algoritmo para agrupar pares de doador-paciente incompatíveis cujo doador de um par daria certo para outro par e vice versa. E essa ideia evoluiu para trocas de três e mais pares, como ciclos. Até que começaram a fazer correntes.&nbsp;</p>



<p>No primeiro caso, os ciclos de trocas aconteciam com pares específicos, mas agora correntes de doadores poderiam começar com doadores não direcionados &#8211; aquelas pessoas que decidem doar para qualquer que seja o paciente/receptor. Se você está se perguntando qual a diferença, já explico melhor.</p>



<p>Isso significa que há pessoas na fila de espera sem par, mas que ainda precisam de um doador compatível. O que as correntes fazem é incluir essas pessoas. O que antes era um paciente/receptor não direcionado doando para um paciente em lista de espera, agora beneficia mais pessoas.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><a href="https://hazeshift.com.br/saude-40-profissionais-medicos/"><strong>Leia também: O novo perfil do profissional da saúde 4.0&nbsp;</strong></a></h4>



<p>Vamos exemplificar. Imagine um doador não direcionado, dois amigos doador-receptor não compatíveis e um paciente/receptor não pareado em lista de espera. O doador funciona para o amigo paciente/receptor, e o paciente em fila de espera pode receber o órgão de outra pessoa.&nbsp;</p>



<p>Essa dinâmica fez o processo de transplante renal evoluir, e claro, existem detalhes que importam ao desenhar esse mercado. Também foi preciso pensar em incentivos para que os pares forneçam informações verdadeiras, por exemplo, se um paciente/receptor tiver mais de um doador disponível, é melhor que ele forneça essa informação &#8211; tornando maior a chance do algoritmo dar match com um par compatível.&nbsp;</p>



<p>Com toda a estruturação desse desenho de mercado, <a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-50828646" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Roth salvou a vida de milhares de pessoas</a>. Ao ler isso e entender como a economia pode atuar otimizando as relações humanas, eu tive certeza de que queria mergulhar fundo nesse mundo de possibilidades.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Quais as características de um mercado que funciona bem?</strong></h2>



<p>Isso mostra que os mercados precisam de <a href="https://hazeshift.com.br/inovacao-modelo-negocios/">inovação em modelos de negócios</a>, algo que nós da Haze Shift somos especialistas.&nbsp;</p>



<p>E para propor novos modelos de negócios, implementações no processo produtivo e no portfólio, é preciso pensar quais são as características de um mercado que funciona bem. Inclusive, o livro <em>Como funcionam os mercados</em><strong> </strong>também contempla essa questão.</p>



<p>Roth admite que para que os mercados sejam bem sucedidos, é preciso que eles sejam densos (com muitos participantes), não congestionados, seguros e simples de usar. Em uma passagem, o economista conta:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>“Fazer com que um mercado seja simples de usar pode não ser nada fácil. Atrás do balcão único da Amazon, por exemplo, existem serviços como armazenamento, transporte, servidores de internet de alta velocidade e formas seguras de pagamento, envolvendo criptografia e arquivamento de números de cartão de crédito, de modo que os clientes fiéis não precisem ter o trabalho de digitar toda vez que voltam para fazer compras. A simplicidade é uma ferramenta competitiva que pode permitir que novas plataformas de mercado tomem o lugar das antigas”.&nbsp;</em></p></blockquote>



<p>Para colocar todas essas características em prática, nada melhor que reunir uma comunidade de inovação e colocar várias mentes pensantes juntas, como promovemos na Haze Shift.&nbsp;</p>



<p>Por isso, fica a dica: leia aqui mesmo em nosso blog mais sobre a <a href="https://hazeshift.com.br/inovacao-modelo-negocios/">inovação em modelo de negócios</a>, os novos modelos que estão <a href="https://hazeshift.com.br/modelos-de-negocios-blockchain/">surgindo com tecnologias como blockchain</a> e, se você está aplicando um modelo de negócios inovador, <a href="https://hazeshift.com.br/governanca-da-inovacao-modelos/">veja aqui como aplicar a governança da inovação</a>.&nbsp;<br><a href="https://hazeshift.com.br/vamos-conversar/">Vamos conversar</a> sobre como seu negócio pode inovar e, seguindo os aprendizados do livro <em>Como funcionam os mercados</em>, romper barreiras e gerar ainda valor à sociedade!</p>
<p>O post <a href="https://hazeshift.com.br/como-funcionam-os-mercados-resumo-livro-podcast/">Como funcionam os mercados e por que a inovação tem papel fundamental nisso</a> apareceu primeiro em <a href="https://hazeshift.com.br">Haze Shift</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://hazeshift.com.br/como-funcionam-os-mercados-resumo-livro-podcast/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Qual é seu propósito: um resumo do livro que deveria estar na cabeceira de qualquer líder. Ouça também o Podcast!</title>
		<link>https://hazeshift.com.br/qual-e-seu-proposito-resumo-livro-podcast/</link>
					<comments>https://hazeshift.com.br/qual-e-seu-proposito-resumo-livro-podcast/?noamp=mobile#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marcos Daniel Goes&nbsp;e&nbsp;Ana Maria Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Nov 2021 22:17:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura de Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Transformação Digital]]></category>
		<category><![CDATA[cultura da inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Podcast Hazilente]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://hazeshift.com.br/?p=3176</guid>

					<description><![CDATA[<p>Nós da Haze Shift estamos acostumados a levar inovação às empresas, e durante essa vivência percebemos um elemento que faz parte de um movimento importante para projetos inovadores terem melhores resultados: a organização escavar qual é o seu propósito. Nesse quesito, a dupla de autores brasileiros Cecília e Jaime Troiano, duas autoridades globais de branding,  Leia</p>
<p>O post <a href="https://hazeshift.com.br/qual-e-seu-proposito-resumo-livro-podcast/">Qual é seu propósito: um resumo do livro que deveria estar na cabeceira de qualquer líder. Ouça também o Podcast!</a> apareceu primeiro em <a href="https://hazeshift.com.br">Haze Shift</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Nós da Haze Shift estamos acostumados a levar inovação às empresas, e durante essa vivência percebemos um elemento que faz parte de um movimento importante para projetos inovadores terem melhores resultados: a organização escavar qual é o seu propósito.</p>



<p>Nesse quesito, a dupla de autores brasileiros Cecília e Jaime Troiano, duas autoridades globais de <em>branding</em>, produziram uma obra-prima que eu sugiro ser leitura de cabeceira para todos os executivos e empreendedores. O livro Qual é o seu propósito, cujo resumo trazemos neste texto e em nosso Podcast Haziliente, com a minha participação e também do host Luiz Henrique e dos colaboradores Anamaria Oliveira, Daniela Mazzoni, Matheus Carvalho, Renan Strapazon e Roberta Bernini.</p>



<iframe src="https://open.spotify.com/embed/episode/3PbIzACp5PJUzJFzSzLw8v?utm_source=generator" width="100%" height="232" frameborder="0" allowfullscreen="" allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture"></iframe>



<p>Eu, por exemplo, cheguei à essa leitura por recomendação da Anamaria Oliveira, nossa especialista de branding que também colaborou na produção desse artigo. Ao revisitar os projetos que nós da Haze Shift fizemos, vemos que organizações que têm a<a href="https://hazeshift.com.br/cultura-de-inovacao/"> cultura da inovação</a> mais enraizada têm cada vez mais claro o seu propósito. São, aliás, corporações que têm colaboradores com propósitos pessoais que, em grande parte das vezes, refletem o local de trabalho. É por isso que o livro é tão rico: vale para pessoas e organizações.</p>



<p>Elas vêm enxergando a importância do propósito não apenas por uma questão de marketing ou por se uma palavra que está se popularizando no meio corporativo, mas porque ele também ajuda a explicar o porquê da empresa fazer o que faz, <a href="https://hazeshift.com.br/construcao-de-marca/">demostrando sua conexão profunda com o consumidor</a>. Isso envolve a participação de todos os stakeholders, em especial para colaboradores que passam a perceber que trabalham para uma companhia que realmente tem&nbsp; algo especial a oferecer à sociedade.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Qual é o propósito das empresas, afinal?</strong></h2>



<p>É diferente da missão, visão e valores corporativos, posicionamento, que podem mudar ao longo do tempo, ou causa, que pode ser um desdobramento a partir do propósito. Como ensina Jaime Troiano, o propósito é a razão de existir da organização ou da pessoa, vem do encontro dos talentos da organização com as necessidades do mundo.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="video-shortcode"><iframe title="Qual é o seu Propósito?" width="1100" height="619" src="https://www.youtube.com/embed/xci3mL8Aqps?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
</div></figure>



<p>Além disso, quando uma empresa nasce, a fundação acontece por diferentes razões. Esse início pode ser de uma necessidade de mercado, por paixão do fundador ou como uma solução inovadora. E as histórias das empresas são histórias de pessoas. É por isso que é importante saber qual é o seu propósito: o livro faz muito bem essa pontuação.</p>



<p>No fim do dia, essa intersecção pessoal e corporativa:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Ajuda a alinhar comunicação interna e externa;</li>



<li>&nbsp;Colabora para reter talentos;</li>



<li>&nbsp;Faz a companhia ter clientes mais estáveis, identificados com a marca, ou seja, com o negócio.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Escavação do propósito</strong></h2>



<p>Perceba uma coisa. Os três itens acima são quase que um mundo ideal em empresas de qualquer porte. Para chegar nesse mundo ideal, as pessoas precisam entender as empresas. Nesse sentido, escavar qual é o seu propósito corporativo é fundamental. Mas como fazer isso?</p>



<p>Além de revisitar a história da organização, stakeholders internos e externos precisam ser ouvidos. Afinal, você precisa conhecer o nível de identificação das pessoas que interagem com sua marca e que fazem parte de sua companhia. Isso pode e deve ser feito de forma colaborativa. Uma maneira é a co-criação com ensinamentos do design estratégico e da cultura de inovação, como mostramos no seguinte artigo:</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a href="https://hazeshift.com.br/cocriacao-planejamento-estrategico/"><strong>Entenda como fazemos a inovação no planejamento estratégico por meio da cocriação feita por pessoas para pessoas</strong></a></h3>



<p>Muitos dos ensinamentos de Cecilia e Jaime Troiano acabam fazendo certa conexão com os de outros autores internacionais. O<a href="https://meusucesso.com/artigos/empreendedorismo/o-que-e-vuca-9086/?"> conceito de mundo VUCA</a>, por exemplo, elaborado por Eric McNutty, identifica um universo de Volatilidade, Incertezas (Uncertainty), Complexidade e Ambiguidade presente na sociedade e nos negócios.</p>



<p>Eu vejo no livro de Troiano a necessidade de mitigar a complexidade da empresa e tomar decisões chave. Já por meio do conhecimento da volatilidade, conseguimos enxergar a capacidade da empresa de reagir a mudanças.</p>



<p>Ademais, a partir da volatilidade, podemos questionar: “Como essa organização reagiu a ambientes de incertezas, como a pandemia? Foram ágeis o suficiente para se adaptar a questões como ao<a href="https://hazeshift.com.br/remote-first/"> trabalho remoto</a>?”&nbsp; E ambientes complexos geram muitas vezes várias interpretações, culminando na ambiguidade. Por isso é tão importante identificar como uma organização apoia na resolução das necessidades do mundo e da sociedade, nos ajuda a identificar o propósito da empresa, que é o núcleo imutável de uma empresa em meio a tanta volatilidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A pergunta qual é seu propósito e a resposta de uma empresa de saneamento</strong></h2>



<p>Um <em>case </em>muito interessante abordado no livro tem a ver com Meio Ambiente e Sociedade, ou seja, as letras E e S da sigla<a href="https://hazeshift.com.br/esg-inovacao/"> ESG, hoje tão em voga</a> e que significa <em>Environmental, Social and Governance</em>. Em um trabalho com a <a href="https://www.aegea.com.br/">Aegea</a>, uma das maiores empresas de saneamento do segmento privado no país, Troiano percebeu que os colaboradores, em grande parte engenheiros, tinham alto conhecimento de suas entregas tangíveis, ou seja, oferecer água potável e saneamento aos clientes.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Mas e quanto ao intangível? Em seu trabalho com a empresa, ficou claro para Troiano que a entrega da Aegea ia mais além.</p>



<p>A companhia leva bem-estar e saúde a diferentes comunidades pela água potável. A empresa colabora de forma ambientalmente responsável e preço justo com o propósito de levar às pessoas o que elas precisam: água limpa e saneamento básico, algo essencial para uma vida digna e com oportunidades, mitigando doenças e reduzindo, assim, o impacto sobre o sistema público de saúde.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a href="https://hazeshift.com.br/energia-limpa-agua-potavel-ods-empresa/"><strong>Leia também: Empresas de qualquer ramo podem ser fontes de energia limpa e água potável. Duvida? Nós explicamos</strong></a></h3>



<p>Em outras palavras, a Aegea colabora com as necessidades do mundo, e fortemente com os<a href="https://hazeshift.com.br/tag/ods/"> Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, que temos uma série de artigos neste link</a>.</p>



<p>Essa ampla identificação e escavação de propósito levou a algumas mudanças na empresa. A primeira foi na marca gráfica (logo), que trouxe movimentos de rio e fluidez, com as cores azul e verde, remetendo à natureza e água limpa. A logo e o propósito foram comunicados aos colaboradores tendo ampla aceitação e receptividade, mudando a visão interna das equipes sobre seu próprio trabalho.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Rota do Soul</strong></h2>



<p>Outro ensinamento do livro é A Rota do Soul, uma analogia às palavras “sou” com “soul” (alma em inglês) e “sol”. Esse nome é uma criação do próprio autor para conectar o propósito organizacional às necessidades do mundo contemporâneo, promovendo ações com<a href="https://hazeshift.com.br/tipos-de-stakeholders-internos-externos/"> stakeholders</a>.</p>



<p>A rota faz uso do conceito de <strong>Golden Circle</strong>, criado pelo autor Simon Sinet, que determina três perguntas às empresas: o que é o produto ou serviço e diferencial; como faz, ou seja, como são realizados os aspectos operacionais de sua atividade; e por que a organização faz o que faz, ou seja, seu propósito. Nesse sentido, a metodologia Rota do Soul tem três fases:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><em>Primeira – SOU</em>: Aborda a escavação das origens da empresa, realiza o <strong>mapeamento de talentos e das vocações da empresa</strong> ao longo do tempo e faz o que Troiano chama de Encontro com o Mundo, onde faz o cruzamento dos talentos com as <strong>necessidades da sociedade.</strong></li>



<li>S<em>egunda – SOUL</em>: na revelação da empresa, após identificado e lapidado, o propósito é resumido em uma frase síntese que expressa os talentos da marca. Aqui também entra o manifesto para disseminação do propósito.</li>



<li><em>Terceira </em>– SOL: onde acontece a disseminação do propósito com ações efetivas para iluminar stakeholders, além de identificar embaixadores da marca (como&nbsp; colaboradores com maior afinidade ao&nbsp; propósito) promovendo treinamentos e a elaboração de um vídeo que materializa o propósito da marca, servindo de engajamento.</li>
</ul>



<p>Super interessante e inovador, não? Então vamos ver um exemplo prático.&nbsp;&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Qual é Seu Propósito: resumo do melhor caso do livro na minha visão</strong></h2>



<p>Certamente você já ouviu falar na Riachuelo, companhia de vestuário para o varejo do Grupo Guararapes, que tem mais de 40 mil colaboradores. Pois bem, a Riachuelo tem em sua organização uma<a href="https://hazeshift.com.br/diversidade-e-inovacao/"> diversidade</a> imensa de pessoas. De costureiras a vendedores, de gerentes de loja e logística a executivos.</p>



<p>Com mais de 65 anos de história, um grande desafio de uma gigante do varejo é fazer com que o propósito seja revelado e disseminado. No livro Qual é seu propósito, Jaime Troiano conta que buscou entender tanto a percepção dos colaboradores recém-chegados quanto dos mais antigos (da primeira geração trabalhando) sobre a empresa.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Mais de 200 colaboradores foram ouvidos um a um, e coincidiam em um fator: a admiração pelo fundador, Nevaldo Rocha, que começou a história da Riachuelo com uma pequena loja de tecidos em Natal (RN). Eles reconheciam na figura de Nevaldo o esforço de um líder batalhador e que buscava a inclusão, dando oportunidades para pessoas de diferentes níveis sociais. É o E de ESG na prática!</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a href="https://hazeshift.com.br/esg-inovacao/"><strong>Entenda: Qual é a relação entre ESG e inovação e como acelerar a aderência a essas 3 letras</strong></a></h3>



<p>Nessa escavação, ficou claro que o propósito da Riachuelo sempre foi incluir pessoas por meio da moda. E o propósito da companhia, que já estava lá presente no dia a dia e na alma (<em>soul) </em>da corporação, ganhou um nome: <em>O abraço da moda</em>.</p>



<p>Isso foi comunicado internamente, por ações e campanhas, mostrando que a empresa é capaz de oferecer o primeiro emprego, o acesso a vestuário para todos e a expressão pessoal por meio da moda. Para fora da companhia, <em>O abraço da moda</em> também ficou claro pela questão da inclusão por meio da moda e por um preço acessível</p>



<p>As costureiras, por exemplo, ganharam vitrines onde podiam ver e admirar os produtos finais que elas mesmas produziam. O resultado foi nítido e comprovado por números: redução de acidentes de trabalho, menor turnover (rotatividade), menor número de processos trabalhistas e maior satisfação dos colaboradores, identificada por pesquisas de clima.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Caminho da inovação</strong></h2>



<p>Para encerrar este texto, eu acho importante destacar que a identificação do propósito de uma empresa é uma grande porta que se abre para a inovação.</p>



<p>Empresas que conhecem sua própria existência no mundo e que têm propósitos claros comunicados para o mercado tendem a ser mais inovadoras, sem dúvidas. Aliás, elas tendem a ser mais ágeis e a <a href="https://hazeshift.com.br/culture-hacking/">se adaptarem para as eras de transformação</a>. Isso facilita o desenvolvimento e execução de projetos e programas de inovação aberta, por poder mostrar a possíveis parceiros sua conexão com os problemas do mundo. Facilita também a identificação de colaboradores com a empresa e projetos de<a href="https://hazeshift.com.br/cocriacao-planejamento-estrategico/"> cocriação de planejamento estratégico</a>, por exemplo.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Tudo isso tem consequências inegáveis e muito esperadas pelos empresários: <a href="https://hazeshift.com.br/novo-lucro-admirado/">gera valor para acionistas e valoriza a própria marca</a> da empresa no mercado.&nbsp;</p>



<p>Fica aqui meu convite. Após escavar seu propósito, as portas da inovação poderão estar sempre abertas para sua empresa e juntos podemos desenvolver a sua cultura da inovação e desbravar&nbsp; caminhos para as <a href="https://hazeshift.com.br/inovacao-aberta-chesbrough/">rotas de inovação</a> para o seu negócio.</p>
<p>O post <a href="https://hazeshift.com.br/qual-e-seu-proposito-resumo-livro-podcast/">Qual é seu propósito: um resumo do livro que deveria estar na cabeceira de qualquer líder. Ouça também o Podcast!</a> apareceu primeiro em <a href="https://hazeshift.com.br">Haze Shift</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://hazeshift.com.br/qual-e-seu-proposito-resumo-livro-podcast/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Livro Roube como um Artista ensina a “roubar” e transformar ideias. Ouça o Podcast</title>
		<link>https://hazeshift.com.br/roube-como-um-artista/</link>
					<comments>https://hazeshift.com.br/roube-como-um-artista/?noamp=mobile#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Medalha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Aug 2021 00:25:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Design estratégico]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação Aberta]]></category>
		<category><![CDATA[design estratégico]]></category>
		<category><![CDATA[Podcast Hazilente]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://hazeshift.com.br/?p=2897</guid>

					<description><![CDATA[<p>Quem nunca sentiu a sensação de não saber por onde começar? Pois bem, o consultor de criatividade Austin Kleon nos dá uma ideia do que fazer quando estamos perdidos: roubar em um sentido positivo. Neste resumo do livro Roube como um Artista, mostramos como é possível aproveitar ideias existentes para criar as suas. Esse aprendizado  Leia</p>
<p>O post <a href="https://hazeshift.com.br/roube-como-um-artista/">Livro Roube como um Artista ensina a “roubar” e transformar ideias. Ouça o Podcast</a> apareceu primeiro em <a href="https://hazeshift.com.br">Haze Shift</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Quem nunca sentiu a sensação de não saber por onde começar? Pois bem, o consultor de criatividade Austin Kleon nos dá uma ideia do que fazer quando estamos perdidos: roubar em um sentido positivo. Neste resumo do livro Roube como um Artista, mostramos como é possível aproveitar ideias existentes para criar as suas.</p>



<p>Esse aprendizado é extremamente relevante para o universo corporativo. Afinal, desde o início de nossas vidas, nós aprendemos copiando. “Estamos falando de prática, não de plágio – plágio é tentar fazer o trabalho de outro passar por seu. Copiar é engenharia reversa”, explica o autor.</p>



<p>Mas precisamos diferenciar o plágio da busca ativa por ideias que trazem novas perspectivas. Nós da Haze Shift debatemos isso no podcast Hazeliente, onde eu, o Pedro Santoro (da área de Projetos Operações) e o host Luiz Henrique Costa apresentamos nossas visões sobre o tema. Confira abaixo e leia algumas de nossas impressões na sequência deste texto:</p>



<iframe src="https://open.spotify.com/embed/episode/4UwN7Tfpc6AyawokGCR5zY" width="100%" height="232" frameborder="0" allowtransparency="true" allow="encrypted-media"></iframe>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Copiar, roubar e criar: a importância do benchmark</strong></h2>



<p>Como bem lembra o autor, pintores aprendem imitando e reproduzindo outros quadros. Agora, vamos trazer o debate para o universo corporativo e ver como isso tudo pode nos ajudar com a inovação nas empresas.</p>



<p>Em primeiro lugar, grande parte dos melhores cases de mercado partem de um bom <em>benchmark</em>, isto é, um bom levantamento de outros casos de sucesso (e também de fracasso) para favorecer o levantamento de ideias e para observação dos pontos fortes e fracos.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Nós da Haze Shift, por exemplo, consideramos essa etapa fundamental e a recomendamos para nossos clientes. Inclusive, o benchmarking faz parte de uma boa estratégia de<a href="https://hazeshift.com.br/o-que-e-design-estrategico-inovacao-exemplos/"> design estratégico</a>, pois inclui as etapas de observação, análise, imersão e inspiração.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a href="https://hazeshift.com.br/modelagem-de-negocios-design-estrategico/"><strong>Confira as etapas de modelagem de negócios do design estratégico</strong></a></h3>



<p>Esse uso do design estratégico é essencial para a identificação de uma dor (problema) e para o entendimento do cenário corporativo. Nesse sentido, para a busca por referências no mercado, o chamado roubo de ideias, ajuda a entregar serviços de qualidade. Inclusive, existem ferramentas de criatividade que nos apoiam nessa coleta de informações.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Uma ferramenta útil é o uso de painéis semânticos, isto é, referências visuais que podem ser expostas em papéis, coladas em vidros, colagens de recortes de jornais, e tudo que tenha relação com um projeto. Nós da Haze Shift, por exemplo, utilizamos a ferramenta<a href="https://www.mural.co/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> Mural.Co</a>, pois ajuda com a organização de post-its virtuais, links, arquivos e itens, para organização de ideias, ou seja, brainstormings para a ideação.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Tornando a cópia uma coisa sua</strong></h2>



<p>Como podemos ver, o levantamento de experiências de outras pessoas é fundamental para a formação do conhecimento do que precisamos aplicar. Mas após essa coleta de informações, o que fazer? Como mostra o autor do livro Roube como um artista, você precisa combinar ideias. Ou seja, nas palavras de Austin Kleon, escrever o livro que queremos ler.</p>



<p>Seja no mundo corporativo ou em projetos pessoais, precisamos conectar as informações para emular algo que você possa chamar de seu, colocando variáveis e pontos diferentes e criar algo em cima, com uma nova ótica, sempre adaptando o processo e formando, assim, sua própria metodologia.</p>



<p>Para isso, muitas vezes, precisamos simplesmente dar um tempo. Ele recomenda sair da frente da tela, tornar as coisas mais palpáveis. Mas em tempos de pandemia, seria isso possível? Certamente.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>Minha cartunista favorita, Lynda Barry, tem esse ditado: “Em nossa era digital, não esqueça de usar suas digitais!” Suas mãos são os dispositivos digitais originais. Use-as,<strong> destaca o autor.</strong></em></p></blockquote>



<p>Permita-me aqui fazer uma pequena propaganda. Nós da Haze Shift aperfeiçoamos durante o período pandêmico os modelos de workshop online. Veja neste texto do meu sócio Marcos Daniel:</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a href="https://hazeshift.com.br/workshop-online-como-fazer/"><strong>10 dicas para fazer um workshop online. O que aprendemos após 1 ano de pandemia</strong></a></h3>



<p>E por que estou falando isso? É que, em um de nossos projetos, tivemos um excelente resultado propondo o uso das mãos pelos participantes. O time de Inovação e Startups da organização buscou uma nova visão para reforçar a sinergia e a colaboração da equipe.</p>



<p>Com o projeto em andamento no início de 2020, veio a pandemia e migramos as ações presenciais para o ambiente online. Em um dos workshops, enviamos um kit com 20 peças de Lego para os participantes montarem e expressarem para os demais como se enxergavam na equipe.</p>



<p>Esse foi um momento altamente lúdico no processo de prototipação do design estratégico, pois mostrou visões de como as pessoas se enxergavam, auxiliando na formação de uma identidade como equipe.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Roube como um Artista: <strong>A arte de trabalhar com restrições</strong></h2>



<p>Perceba que, em outras palavras, a proposta ajudou a ressignificar a cultura da equipe, pois a partir das peças montadas foi possível encaixar, digamos, um modelo coletivo. Peças que não trabalhavam juntas em projetos tiveram uma visão do outro, e viram que era perfeitamente possível eles se encaixarem como time mesmo com visões diferentes.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>E tudo isso foi feito a partir de restrições. Além de não poderem interagir com a presença física, com apenas 20 peças, os participantes chegaram a reflexões excelentes. Eu diria que colocaram o subconsciente para trabalhar. Um deles conseguiu até mesmo montar um boneco do Macgayver, personagem do cinema que derrota inimigos com conhecimento, sem armas.</p>



<p>Como já mostrou minha colega Melissa Rasera aqui em nosso blog, são formas de trabalhar a<a href="https://hazeshift.com.br/criatividade-fisiologia/"> fisiologia da criatividade em um ambiente com restrições</a>. E o livro reflete bem isso neste trecho:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>Seu cérebro fica confortável demais no cotidiano que o cerca. Você precisa deixá-lo desconfortável. Precisa passar algum tempo em outra terra, entre pessoas que fazem coisas de uma maneira diferente da sua. Viajar faz o mundo parecer novo, e quando o mundo parece novo, nosso cérebro trabalha com mais empenho, <strong>destaca Austin Kleon</strong> em Roube como um Artista.</em></p></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Roube como um artista, compartilhe como um jornalista</strong></h2>



<p>Outro segredo compartilhado pelo autor é altamente válido para o mundo das startups. No livro Roube como um artista, Kleon reforça a importância de fazer um bom trabalho compartilhando com pessoas.</p>



<p>Como consultor de inovação, já vi empreendedores que evitam falar muito sobre suas ideias por receios diversos, entre eles de terem a ideia roubada. Mas eles estão errados. É claro que devemos ter cuidados, mas a inovação aberta (essencial para formação de alguns modelos de startups) só surge a partir do momento em que compartilhamos nossas ideias. Afinal, alguém precisa compra-la. Aliás, esse ponto é fundamental para que empresas sejam encontradas e conectadas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Vamos a um exemplo prático&#8230;</strong></h2>



<p>Nós da Haze Shift, por exemplo, já fizemos por mais de uma vez projetos de busca ativa de startups e, após uma filtragem de ideias, as convidamos para participar de rodadas de encontros com nossos clientes. Esse trabalho que une conhecimentos do design thinking e da inovação aberta é feito por meio de encontros, o que é capaz de gerar negócio.&nbsp; Vou dar um resumidamente, em poucos passos, confira:</p>



<ol class="wp-block-list"><li>Primeiramente, fizemos um workshop de inovação aberta com várias empresas. Todas em um único programa, em que explicamos o que é inovação aberta, com uma dinâmica de autoavaliação do atual momento e oportunidades de inovação.</li><li>Após isso, fizemos um segundo workshop sobre como fazer negócios com startups, com uma dinâmica de definição de oportunidades.</li><li>Em um terceiro momento, em um novo workshop, apresentamos startups previamente selecionadas a partir dos desafios e oportunidades mensuradas pela organização.</li><li>Em um quatro encontro, há rodadas de <em>pitch</em> (apresentações de poucos minutos) com startups e momentos conversas entre as startups e representantes de áreas da organização, o que pode resultar em novos projetos.</li></ol>



<p>Este é um claro ciclo de inovação aberta que faz uso de criatividade e design estratégico para ampliar o relacionamento entre empresas e startups, a partir do diagnóstico de dores e da introdução de startups às empresas participantes.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Por isso, como reforça o autor do livro, é<strong> </strong>importante compartilhar com os outros. Isso ajuda a incubar, criar, pegar novas percepções. E também<a href="https://hazeshift.com.br/diversidade-e-inovacao/"> valoriza a diversidade de ideias</a> e, a partir do feedback obtido em workshops e outros<a href="https://hazeshift.com.br/o-que-e-hackathon-desafios-de-inovacao/"> desafios de inovação aberta</a>, ajuda a melhorar os produtos e serviços oferecidos pelas próprias startups.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Quer ver esse ciclo inovador em sua empresa?</h3>



<p>Então encerro este texto me deixando à disposição para esclarecer dúvidas aqui mesmo nos comentários e, claro, ajudar a reescrever o plano de inovação da sua organização. Nós da Haze Shift teremos prazer em atender.</p>
<p>O post <a href="https://hazeshift.com.br/roube-como-um-artista/">Livro Roube como um Artista ensina a “roubar” e transformar ideias. Ouça o Podcast</a> apareceu primeiro em <a href="https://hazeshift.com.br">Haze Shift</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://hazeshift.com.br/roube-como-um-artista/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Como valorizar a diversidade de pensamento com o livro Ideias Rebeldes e no Podcast Haziliente</title>
		<link>https://hazeshift.com.br/ideias-rebeldes-livro-resumo/</link>
					<comments>https://hazeshift.com.br/ideias-rebeldes-livro-resumo/?noamp=mobile#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Marcos Daniel Goes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Jul 2021 22:54:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura de Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Design estratégico]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação Aberta]]></category>
		<category><![CDATA[cultura da inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Podcast Hazilente]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://hazeshift.com.br/?p=2836</guid>

					<description><![CDATA[<p>Sempre que alguém fala em diversidade parece obrigatório pensar na importância da inclusão relativa a gênero, cor, idade, pessoas com deficiência. E, sim, isso é muito importante. Só que diversidade é muito mais do que isso, como vamos mostrar neste resumo do livro Ideias Rebeldes, de Matthew Syed, lançado em 2019. Essa obra mostra como,  Leia</p>
<p>O post <a href="https://hazeshift.com.br/ideias-rebeldes-livro-resumo/">Como valorizar a diversidade de pensamento com o livro Ideias Rebeldes e no Podcast Haziliente</a> apareceu primeiro em <a href="https://hazeshift.com.br">Haze Shift</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Sempre que alguém fala em diversidade parece obrigatório pensar na importância da inclusão relativa a gênero, cor, idade, pessoas com deficiência. E, sim, isso é muito importante. Só que diversidade é muito mais do que isso, como vamos mostrar neste resumo do livro Ideias Rebeldes, de Matthew Syed, lançado em 2019.</p>



<p>Essa obra mostra como, muitas vezes, as empresas – devido a seus sistemas de recrutamento – acabam recrutando pessoas muito semelhantes, o que o autor chama de <em>clones</em>. Ou seja, inconscientemente, as organizações recrutam profissionais com pouca diversidade de pensamento e seguem vivendo em bolhas, o que o livro chama de Câmaras de Eco. Isso impacta diretamente na inovação, como veremos a seguir.</p>



<p>Poucas vezes em minha carreira como consultor de inovação eu vi um livro virar referência tão rapidamente em nossa área. Isso inclui também nós da Haze Shift, pois faz parte da lista de leituras do nosso time sobre diversidade e inovação. É tão relevante que acabamos de resolver compilar alguns ensinamentos da obra no Podcast Haziliente. Ouça agora: &nbsp;</p>



<iframe src="https://open.spotify.com/embed/episode/7Knu7tsYHWcI9wcvU1iPTY" width="100%" height="232" frameborder="0" allowtransparency="true" allow="encrypted-media"></iframe>



<p>Nesse podcast estiveram eu (Marcos), meu sócio Luiz Fernando Frederico, e nossos colaboradores Anamaria Oliveira (da área de Marketing), a Anna Flávia Alcântara e o Pedro Santoro (ambos do time de Operações), o <em>host </em>do programa Luiz Henrique Costa, e um convidado especial, o Matheus Iensen, diretor de gestão de pessoas da empresa júnior do curso de Engenharia da UTFPR de Ponta Grossa.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Ideias Rebeldes: livro, resumo e inovação</strong></h2>



<p>Além do podcast, nós complementamos o debate com informações em nosso blog. Aqui neste post fazemos um resumo do livro Ideias Rebeldes: apresentamos como a publicação traz relações diretas ao trabalho com o trabalho de empresas que valorizam<a href="https://hazeshift.com.br/diversidade-e-inovacao/"> diversidade e inovação</a>.</p>



<p><a href="https://hazeshift.com.br/diversidade-e-inovacao/"><strong>Leia também: Abrace a diversidade para impulsionar a inovação</strong></a></p>



<p>Logo de cara, Matthew Syed traz um ótimo exemplo de como a diversidade de pensamento poderia ter mudado o curso da história, mais especificamente o atentado do 11 de Setembro, quando dois aviões derrubaram as Torres Gêmeas de Nova York e outro atingiu o Pentágono.</p>



<p>O autor insere uma série de informações indicando que os Estados Unidos tinham conhecimento de suspeitos que faziam aulas de aviação em solo norte-americano. Ele relata o caso de um detido para depoimento antes dos atentados, que foi liberado. Ou seja, a CIA estava tão fechada em suas próprias informações que demorou para agir.</p>



<p>O organizador de tudo, Bin Laden, já era conhecido e mapeado pela CIA. O grande problema era que as pessoas que analisavam o comportamento dele e de sua organização terrorista, a Al Qaeda, não sabiam quando eles iriam agir. Até mesmo pareciam considerar Bin Laden um bocado primitivo. Por quê?</p>



<p>A explicação do autor tem a ver com o modelo de recrutamento da CIA, que seguia os mesmos moldes desde os anos 1950, resultando na contratação de cabeças parecidas: homens brancos, americano médio, basicamente saídos de três ou quatro universidades. A provocação neste sentido é que se tivessem pessoas na equipe com sensibilidade à cultura islâmica, talvez um imigrante, formado de acordo com as necessidades técnicas da CIA, a história poderia ser diferente.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Agora, responda: sua empresa é formada por clones?</strong></h2>



<p>O exemplo acima deixa bem claro os riscos de estar sempre buscando pessoas parecidas para preencher vagas. Por isso eu faço uma pergunta: como é o recrutamento em sua empresa? Vocês buscam pessoas sempre com a mesma formação, dão preferências a formados ou estagiários das mesmas universidades ou valorizam a diversidade cognitiva?</p>



<p>Ou seja, como diz o autor do livro Ideias Rebeldes, você estaria buscando clones. E clones são sujeitos que tendem a repetir erros.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O problema aqui é o seguinte&#8230;</strong></h3>



<p>Se todos nós nos formarmos em um mesmo lugar, teremos mais propensão a cometermos as falhas pelo simples fato de não termos sido ensinados a pensar diferente. Isso também se aplica quando buscamos pessoas com o mesmo perfil como, por exemplo, as empresas que buscam recrutar somente executivos que trabalharam em multinacionais, em detrimento daqueles que, por exemplo, já foram empreendedores e agora estão na carreira executiva.</p>



<p>De uma coisa eu tenho certeza: o simples fato de trazer pessoas diferentes ao time pode fazer toda a diferença. E o livro Ideias Rebeldes mostra isso na prática no capítulo: Clones versus Rebeldes. O autor dá um exemplo interessante, da seleção de futebol da Inglaterra.</p>



<p>Se você não acompanha futebol, vou explicar rapidamente um fato: o país tem um dos melhores campeonatos do mundo na modalidade, a Premier League, e uma seleção que sempre (sempre mesmo) entra como candidata a vencer competições. Mas o último grande título foi a Copa do Mundo de 1966.</p>



<p>Especialistas passaram a refletir se aquilo era um bloqueio mental, e a maioria concordava que a Inglaterra tinha dificuldades em partidas decisivas e em cobranças de pênaltis (foi eliminada na Copa de 1990, 1998 e 2006 e na Eurocopa de 1996, 2004 e 2012). A seleção inglesa era campeã de derrotas nos pênaltis!</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>E então, o que fazer?</strong></h3>



<p>Foi quando a diretoria da Associação de Futebol Inglesa de futebol decidiu mudar o grupo: não de jogadores, mas o conselho geral.</p>



<p>Ao invés de chamar sempre as mesmas pessoas, especialistas em futebol (ou seja, clones), em 2016 chamaram conselheiros de outros esportes e outras especialidades (como psicologia e o próprio Matthew Syed) para mudar a diversidade cognitiva por trás da seleção para compartilharem o que o autor chama de ideias rebeldes: o autor Matthew Syed compartilhou um pouco dos resultados e o significado disso em um trecho do livro. Confira:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>Grupos diversificados expressam propriedades radicalmente diferentes. Foi fascinante ver como as pessoas que não eram especialistas em futebol perceberam algumas das fraquezas subjacentes nos métodos da seleção e treinamento, de levar uma nova perspectiva para as reações com a mídia do preparo para uma disputa de pênaltis. As ideias rebeldes eram rejeitadas com frequência. As trocas eram férteis e quase sempre levavam a pensamentos divergentes e a soluções mais sofisticadas.</em></p></blockquote>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Ideias Rebeldes e a diversidade cognitiva</strong></h2>



<p>Olha, se por um lado até 2021 a seleção inglesa ainda não ganhou um título de expressão, ela melhorou muito seu desempenho em grandes campeonatos. Foi a 4ª colocada na Copa do Mundo de 2018 e vice da Eurocopa 2021 (ironicamente perdendo nos pênaltis para a Itália).</p>



<p>Eu, pessoalmente, diria que esse novo <em>board</em> ajudou o pessoal da seleção inglesa a hackear a Associação de Futebol Inglesa. Como expliquei<a href="https://hazeshift.com.br/culture-hacking/"> neste outro artigo</a> no Blog da Haze Shift, hackear uma organização é quebrar modelos e processos do passado, e construir o novo dando sentido às coisas. Significa tomar medidas intencionais para criar uma mudança cultural positiva dentro da organização, exatamente o que aconteceu com a seleção da Inglaterra.</p>



<p><a href="https://hazeshift.com.br/culture-hacking/"><strong>Leia também: O que é culture hacking e como hackear a cultura de sua empresa</strong></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Qual lição você pode tirar disso para sua empresa?</strong></h2>



<p>Em primeiro lugar, fica evidente que o <em>case </em>da Inglaterra mostra um exemplo da co-criação de uma nova mentalidade, a partir de mentes diversas. Ou seja, pessoas pensando diferente trazem uma nova diversidade cognitiva, e podem melhorar a resolução de problemas.</p>



<p>Vou dar um exemplo. Nós da Haze Shift fizemos um projeto junto a um grande cliente do setor de caminhões, onde ajudamos a cocriar o planejamento estratégico da empresa na América Latina. Até então, eles recebiam o planejamento da matriz da Europa e tinham de replicar. E isso gerava alguns problemas, afinal, a realidade latina é muito diferente da europeia.&nbsp;</p>



<p>De forma inédita na companhia, nós ouvimos mais de 250 pessoas, de diferentes áreas da empresa, do <em>board</em> ao chão de fábrica, e auxiliamos nessa cocriação do planejamento. Podemos dizer que uma comunidade de pessoas inquietas dentro da empresa nos ajudou a hackear a empresa para melhorar a visão estratégica.</p>



<p>De certa forma, é mais ou menos o que aconteceu com a seleção inglesa, que antes fazia tudo com as mesmas pessoas, sem visões diferentes. Em nosso cliente, nós apostamos em novas cabeças para ampliar a diversidade cognitiva do planejamento estratégico. Desconstruímos um padrão de décadas para promover um planejamento que fazia mais sentido às atividades do grupo no continente latino-americano.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Dissidência Construtiva e Câmaras de Eco</strong></h2>



<p>Bom, além desses excelentes exemplos, o livro cita como, muitas vezes lideranças bem intencionadas, sem querer, podem provocar grandes problemas. Líderes em posição hierárquica superior, muitas vezes, podem tomar decisões erradas pelo simples fato de não ouvirem seu entorno, o que poderia ajudar a driblar um ambiente VUCA: volátil, incerto, complexo e ambíguo.</p>



<p>No livro Ideias Rebeldes, há dois exemplos de como isso aconteceu. No maior desastre do Everest até hoje, em 1996, dois guias/instrutores formados levaram uma equipe de experientes alpinistas até o topo. Na descida, vieram os problemas. Com uma tempestade fortíssima, os guias ficaram um bocado perdidos no que deveriam fazer. Tomaram as atitudes que acharam melhor (o que é aceitável, claro), mas culminou em oito mortes.</p>



<p>Até hoje, os sobreviventes relatam e criticam a liderança. Poderia ter sido feito algo diferente? Poderiam, em conjunto, terem tomado uma atitude diferente? É impossível dizer, mas é possível que isso seria uma dissidência construtiva, ou seja, uma divergência de opiniões que poderia ser mais produtiva (no caso em questão, evitando uma tragédia).</p>



<p>E há também ambientes que muitos subordinados com alto nível de conhecimento poderiam fazer a diferença, mas pelo fato de respeitarem uma hierarquia acabam se complicando. Em alguns casos, o problema pode ser fatal. O livro cita a equipe que compõe um voo, quando o comandante do avião tem a última palavra.&nbsp; Certa vez, em 1974, um piloto da United Airlines desconfiou que o trem de pouso não estava abaixado para o pouso, apesar de os instrumentos afirmarem que estava tudo certo.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O que o piloto poderia fazer?</strong></h3>



<p>O comandante decidiu que era melhor o avião dar voltas no ar até ter a certeza de que tudo estaria seguro. Um engenheiro entrou na cabine e verificou que dois parafusos das asas estavam levantados, o que sinalizava que, provavelmente, o trem de pouso estava abaixado. Eles também contactaram o Centro de Controle, relataram o fato e receberam o conselho de que as rodas provavelmente estavam abaixadas.</p>



<p>Já o engenheiro percebeu que não haveria muito tempo para o avião ficar no ar, devido ao combustível, mas evitou se contrapor ao líder (piloto). Para o engenheiro e para o copiloto, seria melhor aterrissar. Ou seja, não foram rebeldes o suficiente para se opor. Resultado: o avião caiu, 20 das 200 pessoas morreram, mesmo com alguém com bons motivos para dissidência construtiva tomar a decisão.</p>



<p>Em casos assim, muitas vezes visto no mundo corporativo, fatores de dominação como status e prestígio acabam atrapalhando. Os líderes vivem no que o autor chama de Câmaras de Eco, que basicamente é a questão de viver em uma bolha de informação, ou seja, quando as pessoas consomem somente um tipo de conteúdo, por exemplo, sem diversificar seus conhecimentos. Isso gera alienação, e é mais ou menos como aquele ditado em que muita gente busca resultados diferentes fazendo as mesmas coisas. As equipes acabam perdendo atitudes em prol da inovação, como a de descobrir, testar e experimentar prototipando coisas diferentes</p>



<p>Sinto informar, mas isso simplesmente não vai acontecer. E um grande meio para sair desse mundinho de uma Câmara de Eco é a<a href="https://hazeshift.com.br/inovacao-aberta/"> inovação aberta</a>, onde os integrantes de uma empresa buscam atores internos e externos para gerar soluções. Nós da Haze Shift, por exemplo, somos especialistas em fazer essa conexão entre empresas e parceiros, e temos dezenas de casos que comprovam como conseguimos tirar lideranças de Câmaras de Eco para, junto com parceiros, encontrarem novos conhecimentos para solucionar problemas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O resumo do livro ideias rebeldes, a inteligência coletiva, e a cultura da inovação&nbsp;&nbsp;&nbsp;</h2>



<p>Para finalizar este texto, eu faço algumas provocações a você. Com tudo o que aprendemos acima neste resumo do livro Ideias Rebeldes, responda sinceramente:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Sua organização busca realmente a diversidade cognitiva, trazendo melhores resultados, ou apenas tenta parecer uma empresa que valoriza a diversidade?</li><li>Muitas organizações posam com uma imagem de valorização dos colaboradores, mas eles realmente conseguem provocar a dissonância cognitiva ou se sentem intimidados?</li><li>Vocês realmente buscam a inovação aberta ou vivem em Câmaras de Eco?&nbsp;&nbsp;</li></ul>



<p>Uma das lições do autor é que colaboradores com as devidas capacidades técnicas para uma função, mas vindos de diferentes lugares e diferentes escolas, geram melhores resultados do que o pensamento único, individual, ou que pode estar sendo comprometido por <em>clones</em> que levam sempre aos mesmos resultados.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a href="https://www.amazon.com.br/Ideias-rebeldes-diversidade-pensamento-transformando/dp/8550815225" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>À venda: a obra pode ser adquirida neste link</strong></a></h3>



<p>Para mim, fica claro que a diversidade multidisciplinar e de pensamentos ajuda a enriquecer uma empresa e apoia a cultura da inovação.</p>



<p>Isso tudo mostra que a diversidade cria condições para construir formas diferentes de agir e causar impactos. Para nós da Haze Shift, faz total sentido pregar na cultura da inovação: prototipar, testar e falhar rápido a partir de ideias diferentes. Afinal, nada é uma verdade absoluta quando falamos em <a href="https://hazeshift.com.br/cultura-de-inovacao/">cultura de inovação.</a></p>



<p>Por fim, quero lembrar que existem diferentes formas de provocar novos pensamentos nas empresas, seja por meio da<a href="https://hazeshift.com.br/o-que-e-inovacao-aberta-conceito/"> inovação aberta</a>, da<a href="https://hazeshift.com.br/transformacao-digital-nas-empresas/"> transformação digital</a> ou do<a href="https://hazeshift.com.br/modelagem-de-negocios-design-estrategico/"> design estratégico</a>. Essas áreas potencializam a cultura da inovação e nós podemos ajudar a desvendar junto com você qual seria o melhor processo para iniciar um trabalho de diversidade cognitiva na sua empresa. Pode ser um<a href="https://hazeshift.com.br/workshop-online-como-fazer/"> workshop online</a>, um<a href="https://hazeshift.com.br/o-que-e-hackathon-desafios-de-inovacao/"> desafio de inovação</a> aberta, um redesenho de processos, uma busca por startups que ofereçam serviços.</p>



<p>Vamos conversar para achar a melhor solução?</p>
<p>O post <a href="https://hazeshift.com.br/ideias-rebeldes-livro-resumo/">Como valorizar a diversidade de pensamento com o livro Ideias Rebeldes e no Podcast Haziliente</a> apareceu primeiro em <a href="https://hazeshift.com.br">Haze Shift</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://hazeshift.com.br/ideias-rebeldes-livro-resumo/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Rápido e Devagar, o livro que vai mudar sua forma de pensar. Com podcast Hazilente. Ouça agora!</title>
		<link>https://hazeshift.com.br/rapido-e-devagar-livro-resumo/</link>
					<comments>https://hazeshift.com.br/rapido-e-devagar-livro-resumo/?noamp=mobile#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Medalha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Mar 2021 21:46:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura de Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Transformação Digital]]></category>
		<category><![CDATA[Podcast Hazilente]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://hazeshift.com.br/?p=2342</guid>

					<description><![CDATA[<p>Começo esse texto com duas perguntas: uma óbvia e uma complexa. Vamos lá: quanto é 1+1? Tenho certeza que você respondeu automaticamente. Agora, quanto é 17 x 24? Provavelmente, você não tem a resposta imediata. Aqui, colocamos duas partes do seu cérebro para operar, como mostra o livro Rápido e Devagar: Duas formas de pensar;  Leia</p>
<p>O post <a href="https://hazeshift.com.br/rapido-e-devagar-livro-resumo/">Rápido e Devagar, o livro que vai mudar sua forma de pensar. Com podcast Hazilente. Ouça agora!</a> apareceu primeiro em <a href="https://hazeshift.com.br">Haze Shift</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Começo esse texto com duas perguntas: uma óbvia e uma complexa. Vamos lá: quanto é 1+1? Tenho certeza que você respondeu automaticamente. Agora, quanto é 17 x 24? Provavelmente, você não tem a resposta imediata. Aqui, colocamos duas partes do seu cérebro para operar, como mostra o livro Rápido e Devagar: Duas formas de pensar; do autor Daniel Kahneman, prêmio Nobel em Economia.</p>



<p>A primeira questão remete ao pensamento intuitivo, o que o autor chama de Sistema 1, um trabalho mental rápido. Digamos que nem foi preciso raciocinar. Isso ocorre em operações simples da vida, quando agimos basicamente por reflexo. É o que ocorre quando estamos dirigindo, por exemplo. Se um animal surge na estrada, a reação imediata é frear ou desviar.</p>



<p>Já para responder o segundo cálculo, é preciso um pensamento mais lento, minucioso, e que demanda algum esforço. É preciso acionar seu sistema recordativo sobre como fazer contas matemáticas. Nesse caso, colocamos em ação o que Kahneman chama de Sistema 2: um pensamento lento, que busca a melhor decisão. Esse é o mesmo sistema acionado, por exemplo, para fazer investimentos: as pessoas não são levadas pela emoção – ou pelo menos não deveriam! É uma ação que requer um pensamento lógico.</p>



<p>Contudo, tanto um sistema de pensamento quanto o outro pode nos levar a ações erradas. Pense comigo: no caso do animal na estrada, 99% das pessoas frearia ou desviaria por intuição. Entretanto, muitas vezes acelerar o carro poderia ser a melhor escolha para evitar um acidente, evitando que o animal, por exemplo, colidisse com a lateral do carro. Seria uma decisão rápida, mas que uniria os Sistemas 1 e 2 do cérebro para resolver melhor o problema. Vamos entender isso melhor?</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Podcast Hazilente #04: Livro Rápido e Devagar</strong></h2>



<p>Ambos os sistemas precisam ser levados em conta na vida pessoal e no mundo dos negócios. É preciso controlar impulsos do Sistema 1. Para isso, é necessário autoconhecimento para não agir desordenadamente. Há, claro, métodos para isso, como o Design Estratégico, que já apresentei<a href="https://hazeshift.com.br/modelagem-de-negocios-design-estrategico/"> neste outro artigo</a>. Mas hoje queremos mostrar a partir do novo Podcast Hazeliente como melhorar sua visão de negócios com o conhecimento do livro Rápido e Devagar:</p>



<iframe style="border-radius:12px" src="https://open.spotify.com/embed/episode/5PzNMZ8mHfjRYk2rj0qnyy?utm_source=generator" width="100%" height="232" frameBorder="0" allowfullscreen="" allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture"></iframe>



<p>Neste episódio, eu (Rodrigo Medalha, sócio da Haze Shift); o Luiz Fernando Frederico, também sócio; o colaborador Matheus Carvalho, da área de Projetos e Operações; o convidado Samuel Brito; e o Luiz Henrique Costa, apresentador do Podcast Hazeliente trazemos em áudio um resumo do livro Rápido de Devagar: são quase 600 páginas em menos de uma hora.</p>



<p>Nós selecionamos os principais temas e os direcionamos para o mundo dos negócios. Ouça e aproveite para ler abaixo sobre os conteúdos que debatemos e saber como eles se aplicam ao seu dia a dia.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Efeito da Ancoragem</strong></h2>



<p>Existe algo na mente humana que executivos, empreendedores, líderes de equipe e vendedores deveriam conhecer. Refiro-me ao que é descrito no livro Rápido e Devagar como Efeito da Ancoragem: “Acontece quando as pessoas consideram um valor particular para uma quantidade desconhecida antes de estimar essa quantidade”, escreve Daniel Kahneman.</p>



<p>Em geral, as pessoas têm um julgamento pré-concebido conforme suas vivências, conhecimentos e experiências anteriores. Esse pré-julgamento está dentro do Sistema 1 do cérebro, e no mundo dos negócios cabe ao interlocutor remover essa “âncora cerebral” da cabeça, por exemplo, para convencer um CEO de uma proposta, um cliente no momento da venda.&nbsp;</p>



<p>Nós da Haze Shift observamos isso em projetos de inovação aberta, que muitas vezes têm o objetivo de provocar uma mudança positiva na <a href="https://hazeshift.com.br/o-que-e-cultura-de-inovacao-conceito-significa/">cultura de inovação da organização</a>.Algumas vezes percebemos participantes de projetos em vários níveis da empresa cliente que resistem a essas ideias, por insistirem em fazer uso apenas de suas recordações pessoais, o que pode criar resistências e levar a decisões precipitadas.&nbsp;</p>



<p>Acima de tudo, é importante saber que há alternativas para desconstruir essa resistência das âncoras de pensamento. O <a href="https://hazeshift.com.br/o-que-e-design-estrategico-inovacao-exemplos/">design estratégico</a> é uma delas por ser uma ferramenta essencial na <a href="https://hazeshift.com.br/modelagem-de-negocios-design-estrategico/">modelagem de negócios, que descrevi neste link</a>. Com a compreensão de um problema inicial, conseguimos &#8211; em grupo &#8211; descobrir e definir um problema, gerar ideias e protótipos. Essa participação coletiva pode ser essencial para a quebra de paradigmas.&nbsp;</p>



<p>Recentemente, meu colega e sócio Marcos Daniel também escreveu <a href="https://hazeshift.com.br/workshop-online-como-fazer/">neste link sobre como fazer workshops online</a>. Neste momento de pandemia, essa ferramenta também é capaz de remover âncoras mentais, ao dar aos participantes a possibilidade de pensar em conjunto com outras pessoas, com materiais dinâmicos e interação profunda.&nbsp;&nbsp;</p>



<p><a href="https://hazeshift.com.br/workshop-online-como-fazer/"><strong>Para saber mais: 10 dicas para fazer um workshop online. O que aprendemos após 1 ano de pandemia</strong></a></p>



<p>Há outro exemplo que ilustra bem como funciona essa âncora: quando um cliente chega em uma concessionária, geralmente ele está pré-disposto a gastar um valor. Aqui vamos considerar o valor hipotético de R$ 100 mil. Como convencer o cliente a gastar mais? Digamos que o carro que o cliente mais gosta custa R$ 140 mil, mas não pensa que aquele pode ser um bom negócio.</p>



<p>Vendedores experientes sabem que a insistência imediata (como um desconto de R$ 5 mil neste caso) não é a melhor opção, já que o cliente está ancorado no valor de R$ 100 mil. Portanto, é melhor pegar o contato do cliente e esperar, pelo menos, um dia para retornar com uma oferta melhor e adicionais (como um bom som, protetor de cárter e outros elementos) para aumentar a percepção de valor do automóvel.</p>



<p>Ambos os exemplos acima exemplos ilustram, um ajuste de ancoragem, trazendo ao cérebro do cliente o Sistema 2, em conjunto com o Sistema 1.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Dominando previsões intuitivas</strong></h2>



<p>Outro item abordado no livro de Daniel Kahneman é sobre previsões intuitivas. Às vezes, precisamos tomar decisões rápidas, quase que imediatas, acionando o Sistema 1 cerebral. Mas como fazer para torná-las assertivas?</p>



<p>Kahneman traz a situação de chefes de um grupo de bombeiros. Em uma situação de estresse, durante um incêndio, a vivência passada em situações similares pode resultar entre a vida e a morte para a equipe. Por isso o Sistema 1 é tão importante: quando ativado, ele pede uma ação imediata. Essa situação pode ser fuga ou enfrentamento.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Nesse sentido, ao combater as chamas em um edifício, o teto ou mesmo o chão pode ceder, e um bom chefe de bombeiros tende a identificar rapidamente esse risco. Em segundos, ele precisa tomar a decisão de retirar o time do local, e para isso precisa fazer uma análise de risco.&nbsp;</p>



<p>Isso significa que ele precisa parar por um momento para não se deixar levar pelo impulso, e unir a ação animal ao cálculo do Sistema 2 do cérebro. Seu instinto de sobrevivência, sua experiência passada e raciocínio teórico de aprendizado precisam estar unidos para tomar a melhor decisão.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Confiança excessiva impacta na transformação digital</strong></h2>



<p>O caso acima também nos leva a considerar o risco de colocar inteira confiança na intuição. E isso pode ser visto claramente no mundo dos negócios, mesmo que seja uma situação que não represente vida ou morte, como no caso do líder dos bombeiros. Mas pode representar o declínio e até a dissolução de empresas.</p>



<p>O autor chama isso de confiança excessiva: quando um líder toma decisões baseadas apenas em sua experiência, ou crença, a chance de fracasso é maior e pode impactar, inclusive, na evolução da transformação digital dos negócios. Às vezes, o <a href="https://blogs.oracle.com/oracle-brasil/o-vies-cognitivo-pode-estar-atrapalhando-sua-transformacao-digital-v2#:~:text=A%20forma%20r%C3%A1pida%20%C3%A9%20intuitiva%2C%20baseada%20nos%20atalhos%20mentais%20no%20pensamento.&amp;text=J%C3%A1%20o%20pensamento%20lento%2C%20inclui,a%20forma%20como%20fazemos%20julgamentos">viés cognitivo</a> dos líderes pode afetar diretamente. Além da ancoragem, há a negligência da probabilidade das mudanças no mercado, deixando companhias e empreendedores de diversas áreas da economia para trás.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Aqui cito novamente um artigo de um sócio, o Luiz Fernando Frederico. Ele explicou neste link sobre a <a href="https://hazeshift.com.br/transformacao-digital-no-agronegocio/">transformação digital no agronegócio</a>. Grandes, médios e pequenos produtores do agro conseguiram impulsionar a produtividade, por exemplo, através de elementos como agricultura de precisão e do uso drones para aplicação precisa de agroquímicos em talhões de plantio. E quem resistiu às novidades? <a href="https://www.gazetadopovo.com.br/agronegocio/especiais/forum-de-agricultura/como-evitar-que-os-jovens-desistam-facilmente-da-vida-no-campo-1vnuys0cqtj7g3subjygjgs5j/">Esta reportagem mostra que até mesmo a sucessão familiar no campo pode ser impactada</a>, e as áreas produtivas familiares, infelizmente, podem acabar sendo vendidas a grandes empresas ou mega produtores.&nbsp;</p>



<p>Dessa forma, para mim, fica claro que é importante empreendedores (do campo e da cidade) serem otimistas, mas precisam entender dois grandes riscos:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>O de negligenciar fatos, sem analisá-los;</li><li>Criar ilusões internas, que afasta os empreendedores dos fatos concretos.</li></ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Medo de perder</strong> em Rápido e Devagar</h2>



<p>E se existe a armadilha de excesso de confiança, existe também outro ponto de atenção quanto ao Sistema 1. O ser humano, em geral, como explica Daniel Kahneman, reage mais com mais intensidade a perdas do que a ganhos. Essa aversão à perda fica evidente quando vemos a seguinte pergunta, descrita no livro Rápido e Devagar:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>O que você prefere? Conseguir novecentos dólares com certeza OU 90% de chance de conseguir mil dólares?</li></ul>



<p>A maioria das pessoas opta pela aversão ao risco, e tende a embolsar os 900 dólares, sem risco de perda. Isso explica por que, muitas vezes, investidores preferem vender suas ações em uma startup promissora, por exemplo, mesmo com boas chances de ganhos. Afinal, o ambiente de negócios não é tão previsível assim.</p>



<p>O que isso mostra? Prova que a maioria das pessoas têm aversão ao risco, e preferem seguir a velha máxima: Um pássaro na mão do que dois voando. E, a menos que você tenha muito dinheiro para apostar (como é o caso de grandes empresas), é natural que haja aversão. Esquecem, contudo, que investimentos, por exemplo, em novos recursos digitais podem determinar ganhos fantásticos. <a href="https://hazeshift.com.br/transformacao-digital-nas-empresas/">Aqui na Haze Shift mostramos o exemplo como uma padaria se transformou neste sentido</a>.&nbsp;</p>



<p>Nesse sentido, mesmo ao conectar o Sistema 2 do cérebro, descrito pelo autor, muitos continuarão a optar no caso acima pelos 900 dólares. Se a conclusão final for essa, na minha opinião, está tudo bem: desde que você se incentive a fazer a reflexão e não agir por impulso (seja negar a proposta ou apostar sem pensar).</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Estatísticas e o livro Rápido e Devagar</strong></h2>



<p>Para finalizar esse texto, eu quero deixar aqui uma pergunta: Quando confiar mais na estatística (Sistema 2 de pensamento) do que nos próprios instintos (Sistema 1 de pensamento)? Como já vimos acima, é importante considerar os dois tipos de pensamento, mas sempre que possível vale a pena pensar de forma estatística, especialmente no universo corporativo.</p>



<p>No livro Rápido e Devagar vemos outro exemplo, que eu particularmente gosto muito, e que nos mostra como é importante considerar variáveis antes de responder questões ou tomar decisões. Daniel Kahneman traz a seguinte reflexão, sobre um personagem:</p>



<p><em>“Steve é muito tímido e retraído, invariavelmente prestativo, mas com pouco interesse nas pessoas ou no mundo real. De índole dócil e organizada, tem necessidade de ordem e estrutura, e uma paixão pelo detalhe.”</em></p>



<p>O autor, então, dá uma lista de opções sobre qual seria a profissão de Steve: fazendeiro, bibliotecário ou médico? Pela representatividade e estereótipo, no que o Daniel Kahneman chama de a heurística da representatividade, tenho certeza sobre qual profissão você tem em mente. Vamos, então, reduzir as opções: Steve é bibliotecário ou fazendeiro?</p>



<p>Aqui entra a estatística, para ir além do estereótipo. Se para cada bibliotecário existem 20 fazendeiros, você continua achando que Steve é um bibliotecário? Qual é a probabilidade disso?</p>



<p>Com esse conhecimento, a maior chance é que Steve seja um fazendeiro. Isso mostra que as pessoas tendem a fazer escolhas que parecem lógicas, mas que se pararem para considerar outras variáveis podem mudar de ideia.</p>



<p>Por último, fica aqui a pergunta: você tende a fazer esse tipo de reflexões quando toma decisões em sua vida profissional? E na vida pessoal? Nós da Haze Shift adoraríamos ouvir a sua opinião e levar esse debate adiante. Participe aqui mesmo nos comentários,<a href="https://hazeshift.com.br/a-haze-shift/"> conheça mais sobre nossa empresa</a> e vamos conversar sobre como melhorar seu ambiente de negócios tomando decisões assertivas e<a href="https://hazeshift.com.br/o-que-e-cultura-de-inovacao-conceito-significa/"> inovadoras</a>.</p>
<p>O post <a href="https://hazeshift.com.br/rapido-e-devagar-livro-resumo/">Rápido e Devagar, o livro que vai mudar sua forma de pensar. Com podcast Hazilente. Ouça agora!</a> apareceu primeiro em <a href="https://hazeshift.com.br">Haze Shift</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://hazeshift.com.br/rapido-e-devagar-livro-resumo/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
