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	<title>Arquivos saúde - Haze Shift</title>
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	<description>Consultoria de Inovação e Design Estratégico orientada a resultados</description>
	<lastBuildDate>Thu, 11 May 2023 12:58:16 +0000</lastBuildDate>
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		<title>O presente da transformação digital na saúde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cristiano Teodoro Russo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 May 2023 17:37:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura de Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Transformação Digital]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[transformação digital]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O futuro chegou e o caminho é sem volta. Com a saúde em um ponto crítico devido as transformações da era digital, novas visões de negócios são definitivamente urgentes. A saúde (medicina) sempre foi movida por inovação e tecnologia. Em cada época de nossa história, demos saltos na busca de curas e tratamentos para as  Leia</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O futuro chegou e o caminho é sem volta. Com a saúde em um ponto crítico devido as transformações da era digital, novas visões de negócios são definitivamente urgentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A saúde (medicina) sempre foi movida por inovação e tecnologia. Em cada época de nossa história, demos saltos na busca de curas e tratamentos para as doenças humanas. Um bom exemplo é o do físico alemão Wilhelm Conrad Roentgen. Em 1895, ele descreveu uma técnica que usava radiação ionizante para obter imagens internas do corpo humano: nascia aí o raio-X. Atualmente temos ressonância magnética e até equipamentos de ultrassom portáteis capazes de fazer a mesma coisa com muita precisão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A transformação digital possibilita, entre outras coisas, a <a href="https://hazeshift.com.br/data-driven-maturidade-de-dados/">integração de dados e informações de diferentes fontes</a>, o que pode melhorar a qualidade do atendimento e otimizar processos. Isso pode ser visto em sistemas de prontuário eletrônico, que facilitam a comunicação entre profissionais de saúde e permitem um acesso mais rápido e seguro às informações do paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a tecnologia tem possibilitado a criação de novas soluções de diagnóstico e tratamento, como aplicativos para monitoramento de saúde, dispositivos <em>wearables </em>(vestíveis) e <a href="https://hazeshift.com.br/ciencia-de-dados-e-inteligencia-artificial/">inteligência artificial</a>. Essas ferramentas ajudam os pacientes a gerenciar melhor suas condições de saúde, bem como fornecem informações valiosas para os profissionais da saúde.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Transformação digital da saúde e melhoria contínua</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Todo esse movimento inovador tem sido acelerado nos últimos anos com a transformação digital da saúde, trazendo consigo grandes avanços e benefícios para pacientes e profissionais da saúde de forma geral. No entanto, ainda enfrentamos desafios a serem superados para seguirmos em frente com foco na melhoria contínua das soluções em saúde, sejam do ponto de vista clínico ou do negócio em si.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Garantir a privacidade e a segurança dos dados do paciente, padronização das informações em saúde, melhorando a interoperabilidade entre diferentes sistemas, aumentando a qualidade do atendimento e reduzindo custos, novos modelos remuneratórios que deem sustentabilidade financeira aos negócios e vencer as barreiras de resistência culturais ainda existentes na utilização da tecnologia são alguns destes desafios.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><a href="https://hazeshift.com.br/telemedicina-telessaude-2023/">Leia também sobre a telemedicina e os desafios para expansão da telessaúde no Brasil&nbsp;</a></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto importante que precisamos refletir é sobre as possíveis desigualdades no acesso aos serviços de saúde, uma vez que nem todos os pacientes têm acesso a dispositivos e tecnologias necessárias para utilizar essas soluções inovadoras. É preciso garantir que a transformação digital na saúde <a href="https://hazeshift.com.br/inovacao-transformacao-digital-saude-40/">seja inclusiva</a> e atenda às necessidades de todos, pacientes e profissionais, independentemente do degrau que ocupa na sociedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos caminhos para transformar esse cenário desafiador seria apresentar ainda na <a href="https://hazeshift.com.br/saude-40-profissionais-medicos">formação do profissional de saúde</a> todo o universo de vanguarda digital que a saúde vive. Afinal, <strong>não há transformação digital na saúde sem transformação comportamental</strong> e nesse sentido a educação é a chave. Criar ambientes de ensino em que as tecnologias sejam apresentadas durante a formação acadêmica dos profissionais possibilitando a interação e até melhorias do ponto de vista da produção e utilização das tecnologias pode reverter contrastes negativos.&nbsp;</p>



<h4 class="wp-block-heading"><a href="https://hazeshift.com.br/futuro-do-trabalho/">Leia também sobre o Futuro do trabalho: Você lidera sua própria transformação digital ou está sendo liderado por ela?</a></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Mas há que se dar tempo ao tempo. O hiato da transformação digital na saúde coloca em colisão diferentes gerações que foram moldadas por diferentes conceitos. Portanto, precisamos nivelar a visão de ambos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, as instituições de saúde também precisam fazer sua parte, investir em treinamento e capacitação dos profissionais para que possam utilizar as ferramentas tecnológicas já disponíveis de forma eficiente e segura é urgente. O mercado de saúde está pressionado e somente com educação e inovação será possível equilibrar a sustentabilidade financeira e melhorar os serviços ampliando o acesso de forma equalitária. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Nós da Haze Shift acreditamos que a transformação se dá com a união de conhecimentos e aplicação prática para melhoria por meio da inovação. Temos programas, metodologias e muito capital humano que podem <a href="https://hazeshift.com.br/transformacao-digital-dominios/">ajudar sua instituição de saúde</a> a impulsionar a transformação digital junto ao mercado. Quer conhecer nosso ecossistema de inovação? <a href="https://hazeshift.com.br/vamos-conversar/">Vamos conversar</a>? Assim marcamos um café com certeza!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para fechar gostaria de compartilhar uma referência, a publicação do <em>The Medical Futurist Institute</em>, que traz as 50 tendências para a transformação digital em saúde:<em> <a href="https://leanpub.com/digital-health-hype-cycle" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Hype Cycle Of The Top 50 Emerging Digital Health Trends</a></em>.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="578" src="https://hazeshift.com.br/wp-content/uploads/2023/05/image-1024x578.png" alt="" class="wp-image-4443" srcset="https://hazeshift.com.br/wp-content/uploads/2023/05/image-200x113.png 200w, https://hazeshift.com.br/wp-content/uploads/2023/05/image-300x169.png 300w, https://hazeshift.com.br/wp-content/uploads/2023/05/image-400x226.png 400w, https://hazeshift.com.br/wp-content/uploads/2023/05/image-600x339.png 600w, https://hazeshift.com.br/wp-content/uploads/2023/05/image-768x433.png 768w, https://hazeshift.com.br/wp-content/uploads/2023/05/image-800x451.png 800w, https://hazeshift.com.br/wp-content/uploads/2023/05/image-1024x578.png 1024w, https://hazeshift.com.br/wp-content/uploads/2023/05/image-1200x677.png 1200w, https://hazeshift.com.br/wp-content/uploads/2023/05/image.png 1212w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://leanpub.com/digital-health-hype-cycle"></a></p>
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		<item>
		<title>A telemedicina e os desafios para expansão da telessaúde no Brasil </title>
		<link>https://hazeshift.com.br/telemedicina-telessaude-2023/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Cristiano Teodoro Russo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Feb 2023 19:53:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura de Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Transformação Digital]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação Aberta]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[transformação digital]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Conselho Federal de Medicina (CFM) suspendeu novas regras para telemedicina. Sim, é isso mesmo que você leu. Esta notícia rodou os veículos de comunicação em fevereiro de 2019, depois de o órgão revogar a Resolução nº 2.227/18 que atualizava a Resolução nº 1.643/2002 após a manifestação contrária de diversas entidades de classe e profissionais  Leia</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O Conselho Federal de Medicina (CFM) suspendeu novas regras para telemedicina. Sim, é isso mesmo que você leu. Esta notícia rodou os veículos de comunicação em fevereiro de 2019, depois de o órgão revogar a Resolução nº 2.227/18 que atualizava a Resolução nº 1.643/2002 após a manifestação contrária de diversas entidades de classe e profissionais médicos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O debate sobre telemedicina seguiu até que em dezembro deste mesmo ano o mundo foi tomado pela notícia de uma nova doença, a COVID-19. O que veio depois todos sabemos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora vamos dar um salto de três anos, para dezembro de 2022. O então Presidente da República sancionou a <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2022/lei/L14510.htm#:~:text=LEI%20N%C2%BA%2014.510%2C%20DE%2027,15%20de%20abril%20de%202020." target="_blank" rel="noreferrer noopener">Lei Federal nº 14.510/2022</a>, que regulamenta a prática de telessaúde no Brasil. Isso&nbsp; abrangeu a prestação de serviços remotos (não presenciais) em saúde por meio de tecnologias da informação e comunicação, não sendo exclusivo para Medicina. Desta forma, a Telemedicina se torna parte da telessaúde, ficando sob responsabilidade do CFM regulamentar a atuação técnica e ética do profissional médico nesta modalidade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O CFM, uma das diversas entidades de classe que participaram do debate da PL 1998/22 (que originou a lei 14.510) em maio de 2022 publicava a Resolução CFM nº 2.314/22 definindo o cenário de atuação do profissional médico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E por que saber isso é importante? Em primeiro lugar porque a legislação é essencial para que as organizações de saúde e os <a href="https://hazeshift.com.br/inovacao-transformacao-digital-saude-40/">profissionais da saúde 4.0</a> estejam alinhados com a transformação digital e sobre o que podem e não podem fazer. Portanto, vamos saber o que a lei nos diz?&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Destaques da Lei 14.510 sobre telemedicina</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Com a Lei a autonomia do profissional de saúde fica assegurada, bem como o direito de recusa ao atendimento remoto por parte do paciente. Nesse sentido, são alguns dos principais pontos da telemedicina:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Autonomia do profissional de saúde;</li>



<li>Consentimento livre e informado do paciente;</li>



<li>Direito de recusa ao atendimento na modalidade telessaúde, com a garantia do atendimento presencial sempre que solicitado;</li>



<li>Dignidade e valorização do profissional de saúde;</li>



<li>Assistência segura e com qualidade ao paciente;</li>



<li>Confidencialidade dos dados;</li>



<li>Promoção da universalização do acesso dos brasileiros às ações e aos serviços de saúde;</li>



<li>Estrita observância das atribuições legais de cada profissão,</li>



<li>Responsabilidade digital.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Universalização do acesso</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Mas aqui deixamos uma pergunta:&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como fazer a expansão dos serviços de telessaúde avançar? Um dos desafios, é sem dúvida tornar esse recurso disponível em qualquer lugar. Nesse sentido o Brasil avança, porém ainda há uma parcela da população sem acesso à internet. Segundo dados da ANATEL, a telefonia móvel cobre todos os municípios brasileiros, mas nem todos possuem acesso à internet. Segundo relatório da empresa DataReportal especializada em estudos globais sobre internet, 77% da população brasileira possui acesso à internet, posicionando o Brasil no 33º lugar no ranking global de cobertura de internet.</p>



<p class="wp-block-paragraph">À medida que toda população vai tendo acesso a redes de internet com qualidade a disponibilidade dos serviços de telessaúde vão se ampliando. Parte dos usuários da saúde suplementar já utilizam algum serviço de telessaúde enquanto ainda uma pequena parcela dos usuários dos serviços públicos têm ou tiveram esta mesma experiência.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Cultura da Inovação na telemedicina: telessaúde&nbsp;&nbsp;</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto a destacar é a cultura de uso dos serviços de saúde, tradicionalmente estabelecida pelo contato presencial. Sem&nbsp;dúvidas a <a href="https://hazeshift.com.br/category/transformacao-digital/">transformação digital</a> vem alterando esse quadro mas precisamos dar o tempo correto para a adaptação aos novos serviços. Obviamente a tecnologia não substituirá o contato presencial, mas poderá ajudar muito a aliviar a tensão permanente da atenção básica, porta de entrada para o sistema de saúde, considerando a alta concentração demográfica dos centros urbanos que sobrecarrega o sistema, seja na saúde suplementar ou pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em outras palavras, a transformação digital pode reduzir as filas enfrentadas por uma grande parte das pessoas que buscam atendimento tanto no SUS quanto na rede privada, por meio da descrição dos sintomas remotamente. Assim, os pacientes são encaminhados de uma forma mais ágil para o especialista que precisam consultar. E isso inclui a possibilidade de, por meio da triagem remota, fazer o encaminhamento para uma consulta presencial ou via telemedicina.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Parte desta transformação pode ser observada pelos dados do levantamento realizado pelo Research Center, <a href="https://afya.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">núcleo de pesquisa da Ayfa</a>, o maior ecossistema de educação em saúde e healthtechs do Brasil.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a pesquisa, 54% dos médicos de consultórios e clínicas realizam teleconsultas. O levantamento também traz outros números interessantes como:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>76,7% dos entrevistados utilizam softwares/plataformas de prontuário eletrônico e gestão do consultório;&nbsp;</li>



<li>67,9%, ferramentas de suporte à decisão clínica, e 67,5%, plataformas de prescrição digital;</li>



<li>Entre 2020 e 2021 mais de 7.500.000 atendimentos médicos foram realizados por telemedicina segundo dados da Associação Brasileira de Empresas de Telemedicina e Saúde Digital.&nbsp;</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Tendências para 2023</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O ano começa sinalizando que 2023 será positivo para a saúde digital e a telemedicina.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os primeiros discursos indicam que iniciativas de ampliar os serviços de tecnologia e telessaúde serão pauta corrente para o Ministério da Saúde, o que poderia ampliar o acesso da população a esses serviços através do SUS. Nesta agenda, como consultor de inovação e alguém que vive o dia a dia como empreendedor de healthtech, destaco o debate sobre a <a href="https://hazeshift.com.br/open-health/">estruturação do Open Health</a> e Telessaúde, um desafio por envolver todas as camadas de atendimento (público e suplementar), infraestrutura e segurança de dados. É esperar para ver…</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já do ponto de vista corporativo, a necessidade por equilibrar a saúde financeira com o desempenho competitivo deve elevar os investimentos na área de tecnologia e inovação. Destaco maior aproximação com as healtechs, projetos envolvendo inteligência artificial (IA) para análise de dados e suporte à tomada de decisão, interoperabilidade, aumento do uso de dispositivos médicos wearable (vestíveis) desde que devidamente validados, ampliação das cirurgias robóticas, porém com o desafio de redução dos custos e a digitalização de processos e da cadeia de serviços.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><a href="https://hazeshift.com.br/saude-40-50/">Saiba mais sobre Saúde 4.0 e 5.0: as barreiras que o Brasil precisa derrubar pela cultura de inovação</a></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, alguns temas serão frequentes, mas ainda com aplicabilidade limitada como: MetaHealth ou <a href="https://hazeshift.com.br/metaverso-exemplos-saude-industria-farmaceutica/">metaverso na saúde</a>, uso da bioimpressão 3D e a experimentação de soluções com a <a href="https://hazeshift.com.br/realidade-estendida-5g/">utilização do 5G</a> na transmissão de dados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todas estas possibilidades estarão nos provocando de alguma forma e só terão eco se profissionais, usuários, corporações e governos trabalharem fortemente a cultura da inovação em seus cotidianos. Mindset flexível, visão de futuro e engajamento são pilares fundamentais para que a transformação digital na saúde avance. E nós na Haze Shift podemos te ajudar nesta jornada.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>VBHC &#8211; Saúde baseada em valor: Porque é tão importante rediscutir as organizações de saúde</title>
		<link>https://hazeshift.com.br/vbhc-saude-baseada-em-valor/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Cristiano Teodoro Russo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Aug 2022 19:12:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura de Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação Aberta]]></category>
		<category><![CDATA[cultura da inovação]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[startups]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para iniciarmos nosso papo, um pouquinho de história. O conceito VBHC (Saúde Baseada em Valor, em português) não veio diretamente da área de saúde, mas sim, da Escola de Negócios de Harvard.  Proposto pelos professores Michael E. Porter e Elizabeth O. Teisberg, em 2006, em um momento em que o modelo de saúde americano estava  Leia</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Para iniciarmos nosso papo, um pouquinho de história. O conceito VBHC (Saúde Baseada em Valor, em português) não veio diretamente da área de saúde, mas sim, da Escola de Negócios de Harvard.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Proposto pelos professores Michael E. Porter e Elizabeth O. Teisberg, em 2006, em um momento em que o modelo de saúde americano estava sendo pressionado pelos altos custos e necessidades de melhoria nos serviços prestados. Portanto, esta teoria de como reconstruir o negócio saúde foi baseada na realidade da economia e do sistema de saúde americanos, seus hábitos, comportamentos e cultura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ideia era estabelecer novas formas de pagamento entre as partes baseando estes valores na qualidade dos serviços e no sucesso do desfecho clínico, e não somente no custo operacional e demanda. A proposta embutida no VBHC (<em>Value-Based Healthcare</em>, na sigla em inglês) é reordenar o sistema de saúde (hospitais, planos, clínicas, profissionais e pacientes).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sistema passaria de um modelo de pagamento por volume (<em>fee-for-service</em>) para o pagamento por valor (<em>Value-reimbursement strategies</em>). Assim, os valores/pagamentos dos Cuidados em Saúde Baseados em Valor (em tradução livre) seriam calculados pela taxa de sucesso de tratamentos, diagnósticos, atendimentos e do impacto de cada momento destes na percepção de satisfação do cliente/paciente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vamos simplificar a proposta: quanto melhor o serviço, mais ele poderia custar, entendendo que toda a cadeia envolvida elevaria seu desempenho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, no Brasil, o modelo predominante é o de pagamento por volume (<em>fee-for-service</em>). Na saúde suplementar que envolve toda rede privada de serviços, paga-se por um mínimo de procedimentos, sejam eles realizados ou não. O setor público segue a mesma lógica. Estes procedimentos vão se acumulando e as demandas asfixiam o sistema com um todo elevando os custos até causar um colapso do sistema.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ou seja, atualmente estamos nessa fronteira. Então, como podemos ser mais eficientes, reduzir custos e absorver as demandas?</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Os dados são a chave</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O conceito VBHC tem um pulo-do-gato: os dados em saúde. Para reordenar o sistema, além é claro do critério cultural do país (isso é assunto mais complexo, que precisaria um artigo à parte), os dados do sistema de saúde são fundamentais. Isso porque falamos do histórico médico (consultas, tipos de doenças e suas comorbidades, dados demográficos), procedimentos, exames desnecessários, entre outros motivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em outras palavras, é preciso ter clareza de tudo que transita no sistema. E essa tarefa não é fácil. Um <a href="https://medicinasa.com.br/desperdicio-custo-hospital/.">levantamento </a>da Plataforma Valor Saúde Brasil identificou que 53% dos custos assistenciais vêm de falhas nos processos.&nbsp;</p>



<h4 class="wp-block-heading"><a href="https://hazeshift.com.br/ciencia-de-dados-e-inteligencia-artificial/"><strong>Leia também sobre uma forma simples de explicar como ciência de dados e inteligência artificial vão transformar a inovação de seus negócios</strong></a></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Dados em saúde quando parametrizados permitem estancar a vazão do erro dando ao gestor uma visão clara da operação. Para tanto, indicadores e automação são fundamentais. Aí entra em cena a inovação e tecnologia. Automatizar processos com o uso de <a href="https://hazeshift.com.br/figital/">IA (inteligência Artificial) e Machine Learning (aprendizado de máquina)</a> pode dar maior eficiência para os serviços trazendo benefícios aos pacientes, profissionais e instituições. Ao final, a experiência do usuário é mais satisfatória e o desfecho mais assertivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vamos ver algumas dessas vantagens?&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Benefícios do VBHC</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para os pacientes:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Entender qual o tipo e estágio da doença;&nbsp;</li><li>Ter clareza sobre medicações ou exames;&nbsp;</li><li>Ter a melhor experiência possível em situações de saúde delicada;&nbsp;</li><li>Utilizar o tratamento mais eficiente e menos invasivo;&nbsp;</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Maior rapidez na liberação do Plano de Saúde;&nbsp;</li><li>Acesso aos equipamentos que, de fato, estejam alinhados às suas necessidades;&nbsp;&nbsp;</li><li>Evitar desconforto por procedimentos que podem afetar a recuperação e causar sequelas.</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Para médicos e hospitais:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Melhor qualidade percebida para o negócio;&nbsp;</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Melhor organização de atendimentos por nível de complexidade;&nbsp;</li><li>Redução de custos com materiais médicos;&nbsp;</li><li>Redução de uso de aparelhos tecnológicos desnecessários ao tratamento;&nbsp;</li><li>Maior foco na ciência e investigação de doenças;&nbsp;</li><li>Remuneração mais justa conforme os indicadores obtidos.</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Para as Operadoras&nbsp;de Saúde:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Acompanhamento das métricas e indicadores de qualidade;&nbsp;</li><li>Acompanhamento dos dados quanto à jornada do paciente;&nbsp;</li><li>Visualização sobre atuais e futuras necessidades dos pacientes;&nbsp;</li><li>Economia com exames e procedimentos invasivos desnecessários;&nbsp;</li><li>Adequação de investimentos conforme particularidades regionais e outras variáveis.&nbsp;</li></ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>As bases do VBHC</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Temos aqui um conceito, uma ferramenta para reorganizar a gestão em saúde. Assim, o passo a passo consiste em seis elementos principais que se relacionam entre si:</p>



<p class="wp-block-paragraph">1 &#8211; Organização em Unidades Práticas de Cuidado (Ipus)</p>



<p class="wp-block-paragraph">2 &#8211; Medir Resultados em Saúde e Custos para todos pacientes</p>



<p class="wp-block-paragraph">3 &#8211; Implementar pagamento por <em>Bundlees </em>para a ciclos de cuidado, ou seja, um sistema de pagamento praticado para a remuneração por serviços de saúde, dentro da filosofia VBHC</p>



<p class="wp-block-paragraph">4 &#8211; Integração do cuidado entre as diversas unidades&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">5 &#8211; Expansão geográfica dos serviços de excelência;</p>



<p class="wp-block-paragraph">6 &#8211; Desenvolvimento de capacidade tecnológica para sustentar a implementação dos demais elementos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Confira o gráfico do ciclo desses seis elementos (em inglês)</p>



<figure class="wp-block-image is-resized"><img decoding="async" src="https://lh6.googleusercontent.com/YvJOxOQTUIag1cyM6le4hbLmNfzwhFqDZG7Sxu4PP9Qo1ySsB_KVATWzux8C4RNtjpiKj0Wyx1Ci6w83xDFOSmSEj0pT396cOL55ZIV-mJcxjdD8JWKIvRI7c8R2QL51qg_QOosV0xzZt0p2hyUcrg" alt="" width="631" height="625"/><figcaption><a href="https://www.essenburgh.com/en/blog/michael-porters-value-based-healthcare-vbhc-solution-or-illusion/"><strong>Fonte gráfica: Essenburg</strong></a></figcaption></figure>



<h4 class="wp-block-heading"><a href="https://hazeshift.com.br/startups-de-saude/"><strong>Leia também sobre Startups e Planos de Saúde: Oportunidades para revolucionar o atendimento médico no Brasil</strong></a></h4>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>No Brasil</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Por aqui, o conceito VBHC ainda está se disseminando. Como dissemos no início deste artigo, nossa forma de cobrar saúde é por serviço e não por valor (sucesso). Contudo, a discussão a respeito vem ganhando palco, uma vez que nosso modelo está sendo pressionado a ser mais eficiente para a própria sobrevivência.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estímulo à <a href="https://hazeshift.com.br/o-que-e-cultura-de-inovacao-conceito-significa/">cultura de inovação</a>, <a href="https://hazeshift.com.br/inovacao-aberta-exemplos/">processos </a>e <a href="https://hazeshift.com.br/jornadas-de-ressignificacao/">percepção </a>são fundamentais para que este modelo ganhe escala, portanto, é preciso tempo para observarmos resultados efetivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Algumas instituições têm se esforçado na busca da melhoria contínua de serviços e processos. Um exemplo recente, que reflete os novos tempos, é a parceria entre o Hospital Albert Einstein e a healthtech Alice para implantação do VBHC em seu modelo de negócio. Essa parceria é uma possível <a href="https://hazeshift.com.br/inovacao-aberta-chesbrough/">rota de inovação aberta</a>. Veja um depoimento recente&nbsp; do próprio CEO da Health Tech e do presidente do hospital, <a href="https://medicinasa.com.br/einstein-alice/">divulgado na imprensa</a>:&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>“Esse passo da Alice representa muito mais que uma parceria. Estamos falando aqui de avançar com um modelo efetivo de ‘Value-Based Healthcare’ do país”, comenta André Florence, cofundador e CEO da Alice. “O Einstein está entusiasmado com esta parceria, cujo modelo foi desenhado para melhorar a experiência das pessoas, contribuir para desfechos clínicos melhores e buscar mais eficiência no uso de recursos”, explica Sidney Klajner, presidente do hospital.</em></p></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Esta colaboração exemplifica a importância da inovação aberta e transformação digital na saúde, permitindo explorar novos (ainda que de 2006) modelos de gestão de negócios buscando eficiência e satisfação do cliente com reflexo direto na saúde financeira do sistema.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><a href="https://hazeshift.com.br/inovacao-transformacao-digital-saude-40/"><strong>Leia também: A inovação e a transformação digital trarão mais igualdade ao acesso à saúde 4.0?</strong></a></h4>



<p class="wp-block-paragraph">E para dar os primeiros passos, é sempre importante que operadoras, hospitais e atores do mercado de saúde busquem consultorias de inovação como a Haze Shift. Nós, por exemplo, temos a experiência em projetos inovadores, capazes de fazer o <a href="https://hazeshift.com.br/matchmaking-de-startups/">machmaking com startups</a> do setor. Recentemente, a Haze Shift desenvolveu um projeto que encontrou soluções para uma <a href="https://hazeshift.com.br/startups-de-saude/">operadora de saúde, como mostramos neste link</a>. Esse é apenas um exemplo. As oportunidades são muitas, como, por exemplo, <a href="https://hazeshift.com.br/jornadas-de-ressignificacao/">jornadas de ressignificação</a>. <a href="https://hazeshift.com.br/vamos-conversar/">Vamos conversar</a> sobre outros casos de mercado e construir juntos um projeto personalizado para exatamente o que sua organização precisa?&nbsp;</p>
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		<title>A inovação e a transformação digital trarão mais igualdade ao acesso à saúde 4.0?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Robert Frederic Woolley]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Aug 2022 00:24:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura de Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação Aberta]]></category>
		<category><![CDATA[Transformação Digital]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Desde 2020, com a pandemia de COVID-19, enquanto algumas tendências tecnológicas, sociais e culturais foram interrompidas, outras se aceleraram. O período expôs de forma extrema que o desempenho econômico depende diretamente da saúde da população; no entanto, os custos da saúde precária e das desigualdades no setor são enormes, impactando nos níveis macroeconômico, microeconômico e  Leia</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Desde 2020, com a pandemia de COVID-19, enquanto algumas tendências tecnológicas, sociais e culturais foram interrompidas, outras se aceleraram. O período expôs de forma extrema que o desempenho econômico depende diretamente da saúde da população; no entanto, os custos da saúde precária e das desigualdades no setor são enormes, impactando nos níveis macroeconômico, microeconômico e individual.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além das desigualdades em saúde que foram reveladas e exacerbadas pela pandemia, ficou patente que o tema tem impacto imediato para os negócios: as atividades de uma empresa terão impactos na saúde, sejam positivos ou negativos, em três áreas:&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Primeiro nos seus colaboradores, depois nos clientes/consumidores e também na comunidade/Sociedade que atua.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quer uma amostra disso?&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como exemplo de atividades de empresas e corporações que geram impactos negativos nas três áreas, temos a pesquisa do <em>Milken Institute</em> sobre doenças crônicas. Elas têm um impacto total na economia Norte Americana de cerca de US$ 1,3 trilhão anualmente (como comparativo o PIB total do Brasil em 2021 foi de US$ 1,6 trilhão).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desse valor, US$ 1,1 trilhão representa o custo da perda de produtividade. Vale lembrar que as causas de muitas doenças crônicas estão relacionadas a práticas corporativas não-ecológicas (como poluição, por exemplo).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">E dentro desse contexto, trago um ponto importante que devemos falar: <strong>a equidade em saúde</strong>. </p>



<h4 class="wp-block-heading"><a href="https://hazeshift.com.br/ods-empresa-inovacao/"><strong>Leia também: Como a inovação nas empresas pode ajudar na erradicação da pobreza, da fome e melhorar saúde e educação</strong></a></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Equidade em saúde significa que cada indivíduo tem a oportunidade de atingir seu pleno potencial em todos os aspectos da saúde e do bem-estar. Infelizmente, hoje, a desigualdade na saúde permeia todas as comunidades, seja entre países, ou dentro dos países, verificamos disparidades significativas em saúde. Um exemplo disso é que a diferença na expectativa de vida entre países com maior e menor PIB chega a 18 anos, segundo dados da ONU.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, do ponto de vista organizacional, a equidade em saúde também passa por prover aos colaboradores boas condições e as melhores práticas de trabalho para manutenção da saúde e prevenção de doenças.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, mesmo antes da pandemia ouvimos sobre profissionais de diferentes setores industriais e serviços acometidos com sérias doenças psicoemocionais originadas no ambiente de trabalho. O aumento desse tipo de patologias no ambiente de trabalho está diretamente associado à eficiência do modelo de negócios. Notem que não estou falando de estratégia de marketing ou perfil da gestão, mas sobre o modelo de negócios que norteia como o produto ou serviço é oferecido ao mercado.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Logo, quanto mais tradicional o modelo de negócios, a saúde dos colaboradores também é impactada, e afeta diretamente a eficiência, lucratividade e valor da empresa. Esse é um assunto a ser endereçado a todas as empresas de todos os setores, e se refere ao <a href="https://hazeshift.com.br/esg-inovacao/">“G” do ESG, a gestão corporativa</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vamos entender isso melhor:&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A letra G, referente a Governança, não passa apenas pelas melhores práticas para eficiência de produtividade e lucro. Ela busca modelos de negócios inovadores que gerem eficiência e produtividade sem comprometer a saúde de seus colaboradores. </p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A saúde 4.0 (saúde digital) para melhorar a equidade na saúde</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, ao trazer para discussão os impactos positivos da pandemia de Covid-19, a transformação digital e as mudanças de paradigmas (trazendo ao meio serviços de telemedicina e teleconsulta, e entrega ainda mais rápida de medicamentos) melhoram a equidade na prestação de serviços de saúde de forma inquestionável.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A transformação digital está fazendo com que a saúde passe de um modelo secular de negócios reativo (ao adoecer buscar tratamentos) para um modelo de gestão de saúde proativa, ampliando e permitindo o acesso a cuidados de saúde de qualidade para comunidades que sempre foram mal atendidas ou esquecidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, o impacto total da saúde digital está em sua capacidade de promover a inclusão entre idade, gênero, raça e preencher lacunas na atenção primária à saúde. Isso impulsiona a produtividade ao liberar os médicos e profissionais de saúde de tarefas repetitivas, ao permitir que eles se concentrem com maior eficiência e agilidade nos cuidados e passem mais tempo com os pacientes, migrando para a medicina personalizada.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><a href="https://hazeshift.com.br/saude-40-50/"><strong>Leia mais sobre Saúde 4.0 e 5.0: as barreiras que o Brasil precisa derrubar pela cultura de inovação</strong></a></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Ademais, a transformação digital para <a href="https://hazeshift.com.br/saude-40-50/">saúde 4.0</a> também expande as fronteiras da pesquisa em novas formas de assistência de saúde e novos modelos de tratamento de saúde. Olhando para um futuro próximo, será a saúde 4.0 que garantirá a prestação de cuidados focados em valor, ou a Saúde Baseada em Valor (<em>Value-based healthcare</em> – VBHC). </p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Mas do que se trata o que é essa tal saúde baseada em valor, VBHC? </strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">VBHC é o modelo de saúde que busca recompensar prestadores de serviços em saúde e tecnologias capazes de entregar resultados que agreguem valor para o paciente, de forma a otimizar a sustentabilidade na saúde. Assim, a VBHC privilegia a performance e a qualidade dos serviços, valorizando a experiência do paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por falar em qualidade, a seguir quero compartilhar um exemplo de ESG com a Bayer. De acordo com Fiercepharma, revista especializada no mercado Farmacêutico, a Bayer foi uma das top 10 em 2021 em atividades relacionadas a ESG.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O lado de alimentos e nutrição dos negócios da Bayer distingue a empresa de seus rivais farmacêuticos, e seus esforços e sucessos ESG refletem isso. A missão de sustentabilidade da Bayer “Saúde para Todos, Fome para Ninguém” abrange suas divisões farmacêutica e de produtos de venda livre, bem como seus negócios agrícolas, que foram reforçados pela compra da Monsanto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse quesito, a Bayer foi reconhecida pelos esforços em sua divisão farmacêutica e de saúde do consumidor. A empresa obteve pontuações altas em direitos humanos e relações com a comunidade, graças a um programa de nutrientes recém-lançados. Sua Nutrient Gap Initiative, administrada pela Bayer Consumer Health, tem como objetivo combater a desnutrição, fornecendo acesso a vitaminas e minerais a 50 milhões de pessoas em comunidades carentes por ano até 2030. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Exemplos como este nos trazem uma certeza: ESG e Saúde não significa apenas seguir a moda. Trata-se de fazer a diferença &#8211; para os negócios e para a saúde global. Significa gerar resultados sustentados que impulsionam o valor e o crescimento, ao mesmo tempo em que fortalecem nosso meio ambiente e nossa sociedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E para estar à frente nessa mudança de paradigma, é importante contar com parceiros inovadores, como consultorias de Inovação e Transformação Digital, como nós da Haze Shift, capazes de antecipar tendências e executar projetos&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, nós estamos prontos para trabalhar com vocês &#8211; economistas, estrategistas, tecnólogos. Combinando a experiência do mundo real com o compromisso de transformar, podemos ajudar a transformar a teoria em ação, transformando <em>Business as usual</em> em novas formas de pensar e fazer. Pessoas e tecnologia trabalhando juntas para encontrar soluções maiores do que hoje. Criando um futuro transparente e mais brilhante para as próximas gerações. Melhorando a saúde com resultados significativos e abrir caminho para tornar a saúde universal uma realidade conforme a <a href="https://hazeshift.com.br/ods-empresas-agenda-2030/">agenda 2030 da ONU</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, se você busca essa conexão entre negócios e tendências inovadoras (como é o caso da Saúde 4.0), <a href="https://hazeshift.com.br/vamos-conversar/">vamos conversar</a>. Assim podemos unir soluções de inovação com os princípios ESG, fazendo a diferença para a sociedade.</p>
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		<title>Transhumanismo no Brasil cresce graças à inovação tecnológica ascendente, explica cientista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Haze Shift]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jun 2022 20:46:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inovação Aberta]]></category>
		<category><![CDATA[Transformação Digital]]></category>
		<category><![CDATA[entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[startups]]></category>
		<category><![CDATA[transformação digital]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando a ciência produzida pela universidade olha para as empresas, e as empresas olham de volta, pode ter certeza: deu mach. Existem diversas amostras de que esse casamento tem tudo para dar certo. E um tema recente que mostra isso se chama transhumanismo.  O doutor Frank Crespilho, talvez o maior dos padrinhos do tema no  Leia</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Quando a ciência produzida pela universidade olha para as empresas, e as empresas olham de volta, pode ter certeza: <em>deu mach. </em>Existem diversas amostras de que esse casamento tem tudo para dar certo. E um tema recente que mostra isso se chama transhumanismo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O doutor Frank Crespilho, talvez o maior dos padrinhos do tema no Brasil, está aí para provar isso. Professor de química da USP de São Carlos, Crespilho garante que a aplicação prática de temas assim, diretamente conectados à <a href="https://hazeshift.com.br/saude-40-50/">saúde 4.0</a>, tem muito a acrescentar na qualidade de vida da população como um todo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se você está se perguntando o que é transhumanismo, calma que logo vamos dar a resposta (ou melhor, o dr. Frank vai dar). Mas em primeiro lugar vamos apresentar quem é ele, para você entender a correlação da química com o que é transhumanismo.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Currículo&nbsp;</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Responsável por quatro laboratórios em São Carlos, o cientista foi um dos convidados do painel da Haze Shift que traz integrantes do <a href="https://inovadoresinquietos.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Inovadores &amp; Inquietos</a> &#8211; comunidade de inovação que a própria Haze Shift fomenta e que conta com especialistas para difundirem temas inovadores do momento, e da qual o cientista faz parte -, no <a href="https://www.viasoftconnect.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Viasoft Connect 2022</a>, o maior evento de inovação em gestão empresarial da América Latina.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Frank Crespilho foi professor da Universidade Federal do ABC (SP), onde ajudou a criar o curso de Química. Depois mudou para São Carlos, para assumir a cadeira de professor físico-químico, onde coordena os laboratórios na área de eletrobioquímica e trabalha com bioeletrônica molecular. A eletroterapia, que utiliza correntes elétricas para fins terapêuticos, é um bom exemplo da aplicabilidade desses estudos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em outras palavras, a bioeletrônica molecular é totalmente aplicável na área de saúde, como microchips capazes de detectar substâncias no organismo e que podem, em certos diagnósticos, melhorar a saúde do indivíduo. Um exemplo: há 10 anos, ele e sua equipe criaram um biochip implantável para medir glicose na corrente sanguínea instantaneamente, o primeiro estudo do mundo no gênero. Algo altamente inovador e que potencializa e dá mais autonomia à saúde humana.&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img decoding="async" src="https://hazeshift.com.br/wp-content/uploads/2022/06/image1-1024x681.jpeg" alt="" class="wp-image-3804" width="624" height="415" srcset="https://hazeshift.com.br/wp-content/uploads/2022/06/image1-200x133.jpeg 200w, https://hazeshift.com.br/wp-content/uploads/2022/06/image1-300x199.jpeg 300w, https://hazeshift.com.br/wp-content/uploads/2022/06/image1-400x266.jpeg 400w, https://hazeshift.com.br/wp-content/uploads/2022/06/image1-600x399.jpeg 600w, https://hazeshift.com.br/wp-content/uploads/2022/06/image1-768x511.jpeg 768w, https://hazeshift.com.br/wp-content/uploads/2022/06/image1-800x532.jpeg 800w, https://hazeshift.com.br/wp-content/uploads/2022/06/image1-1024x681.jpeg 1024w, https://hazeshift.com.br/wp-content/uploads/2022/06/image1-1200x798.jpeg 1200w, https://hazeshift.com.br/wp-content/uploads/2022/06/image1.jpeg 1280w" sizes="(max-width: 624px) 100vw, 624px" /><figcaption>Dr. Frank Crespilho. Fotos: Divulgação ViaSoft Connect 2022</figcaption></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso chamou a atenção e Frank foi convidado para fazer pós-doutorado no Instituto de Tecnologia da Califórnia, para estudar como o DNA se comportava perante essa parte de interação da corrente elétrica e desenvolvimento de testes de diagnósticos. Após, fez novo doutorado, agora na Universidade de Harvard, instituição de ensino com quem trabalha até hoje também em parceria com o Instituto de Massachussets, tanto para a área de energia quanto saúde.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas o que tem a ver toda essa questão com o transhumanismo? Vamos às respostas.&nbsp;</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Equipe Haze Shift &#8211; Doutor, que é e como surgiu esse tal transhumanismo?&nbsp;</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Frank Crespilho &#8211;</em> O transhumanismo surgiu na década de 60 quando filósofos começaram a pensar a tecnologia e a ciência como um aliado para intensificar algumas propriedades que o ser humano tem, ou até mesmo adicionar propriedades ao ser humano que não existiam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por exemplo, quem usa óculos corrige a visão. Mas dos óculos você consegue chegar ao microscópio, dando uma habilidade que não se tinha: enxergar algo muito pequeno. Ou seja, com a tecnologia, você amplia o sentido.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na época, o transhumanismo se propôs com esse movimento filosófico, destacando que poderíamos até viver mais e com mais qualidade de vida por meio da tecnologia, o que é verdade com fármacos e procedimentos cirúrgicos. Mas pensaram também em uma maneira de você incorporar isso de forma híbrida: orgânica e inorgânica, como braço mecânico, chip e coração artificial.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">E tem pesquisadores no mundo, em alguns grupos, que pesquisam a longevidade. Em 2020, saiu um artigo na revista Nature em que alguns cientistas conseguiram rejuvenescer algumas células – se não me engano, de camundongos –, trazendo uma perspectiva de usar esse processo genético para rejuvenescimento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Então, tem correntes que defendem essas pesquisas para você viver mais. Tanto é que alguns grupos estão estimando vidas de 150, 200 anos em um curto intervalo de tempo, devido aaos benefícios da inovação e incorporar ciência e tecnologia às máquinas, de maneiras híbridas [e totalmente seguras].&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nós pensamos em ciborgs: parece ficção mas não são. Hoje já conseguimos editar o DNA e fazer várias ações de caráter técnico e científico que a gente já conhece da eletrônica molecular, por exemplo, que aumenta essa performance humana. Veja o marcapasso, que corrige problema cardíaco por impulso elétrico. Então, você estender a qualidade de vida, e tudo mais, entra nessa área da ciência que muitas vezes o cientista não pensa como um tema mais geral. Contudo, isso cai na filosofia do transhumanismo, que significa transcender realmente, incluindo mais habilidades ao ser humano. Algo que ele não tinha de maneira natural, incluindo, vamos dizer assim, de maneira artificial ou sintética utilizando toda essa parte de bioeletrônica.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>EHS &#8211; Por que é importante esse debate neste momento da humanidade?&nbsp;</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Na verdade, isso vem sendo discutido faz tempo no exterior. Já participei de grupos de discussão disso na Califórnia, em Boston, há mais de 10, 15 anos. No Brasil, agora que se está olhando para isso por causa da inovação tecnológica ascendente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Então, esse tema está surgindo agora com mais afinco e não se tem muitos pesquisadores no Brasil trabalhando com algo que remeta ao transhumanismo. Meu grupo é um dos poucos que pensa nessa parte da bioeletrônica, sendo um grupo que trabalha diretamente temas relacionados ao que é transhumanismo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez por isso comecei a ser requisitado em eventos porque as consequências das nossas pesquisas podem trazer a reflexão para isso. No Brasil, contudo, o problema é o timing, que talvez tenha aflorado agora principalmente por causa dos eventos de inovação e da nova onda de startups e de techs surgindo. Assim, os temas começam a surgir naturalmente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A humanidade tem que discutir esses temas ácidos que envolvem caráter ético e filosófico envolvendo a ciência. É importante essa discussão para mostrar o que está acontecendo e como sociedade vai se comportar.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Então, trazer esses temas em um Viasoft Connect e outros eventos de tecnologia significa começar a entender que nós temos possibilidade de discutir temas grandes, e relevantes no exterior, em função do que a gente faz no Brasil. Isso é muito legal.&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://hazeshift.com.br/wp-content/uploads/2022/06/dr-frank-crespilho.jpeg" alt="" class="wp-image-3801" width="145" height="237" srcset="https://hazeshift.com.br/wp-content/uploads/2022/06/dr-frank-crespilho-184x300.jpeg 184w, https://hazeshift.com.br/wp-content/uploads/2022/06/dr-frank-crespilho-200x327.jpeg 200w, https://hazeshift.com.br/wp-content/uploads/2022/06/dr-frank-crespilho.jpeg 358w" sizes="(max-width: 145px) 100vw, 145px" /><figcaption>Dr. Frank Crespilho</figcaption></figure>
</div>


<h4 class="wp-block-heading"><strong>EHS &#8211; E o transhumanismo se conecta ao que chamamos de Saúde 4.0?&nbsp;</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Sim. Tudo que envolve tecnologia para aprimoramento da qualidade humana a gente pode colocar nesse contexto. A <a href="https://hazeshift.com.br/saude-40-50/">saúde 4.0</a> pode, principalmente, estar interconectada. E nada impede que parâmetros de saúde e até tratamentos do ponto de vista virtual sejam interconectados através de biochips, de monitoramento a distância. E isso só para saúde humana.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">E o transhumanismo é isso: a pessoa está em casa com um chip que detecta vários parâmetros e, se um dá problema, automaticamente isso pode ser acessado por um médico. Então ele melhora automaticamente sua qualidade de vida, que é uma das coisas que o transhumanismo discute: a aplicação da tecnologia para a longevidade.&nbsp;</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>EHS &#8211; Como as startups de saúde e de outras áreas podem ajudar a evolução do transhumanismo?&nbsp;</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Os temas saem sempre da Academia. Não tem inovação sem pesquisa. E não tem aplicação da pesquisa sem inovação. Então eu digo que são três fases: universidades, startup-empresa, sociedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se a universidade e os grupos de pesquisa fazem algo, se ela olha para empresa, automaticamente ela está olhando para a sociedade. Porque se uma empresa tem interesse comercial, ela olha para aquela demanda.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vamos imaginar que você quer abrir uma empresa de teste de dengue. Por que pensou nisso? Foi porque percebeu que a população não tinha esse acesso a testes, e faltava isso no mercado. E quando a universidade conversa com a empresa, ela vê o que a sociedade está querendo. Então, como a empresa é focada em pesquisa de mercado, ela olha para a demanda. Dessa forma, se a universidade está olhando para a empresa, repito, ela e os pesquisadores estão olhando para a sociedade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa interconexão existe naturalmente. Mas a inovação tecnológica, que envolve tecnologia e descobrimento, ela envolve pesquisas bem profundas sobre temas importantes.&nbsp;</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>EHS &#8211; Como isso está sendo feito, hoje em dia, por universidades como a USP?&nbsp;</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Posso dar um exemplo pessoal. Hoje minha linha de pesquisa, como veio a pandemia, começou a dar mais foco na parte aplicada do que fundamental, principalmente para detecção de Covid. Nós desenvolvemos dois testes no laboratório: um para detectar anticorpos no sangue, e outro antígeno. Esses dois já estão em fase de validação da Anvisa.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Simultaneamente também desenvolvemos um teste rápido de dengue, que a gente chama <em>points of care.</em> Isso significa utilizar aparelhos nos pontos de atendimento. Então, estamos desenvolvendo equipamentos para que, em 15 a 20 minutos, rapidamente você saiba o diagnóstico.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir disso geramos spin-offs no laboratório:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma joint venture chamada Biolinker Diagnosis, da qual eu sou sócio fundador que a gente realizou junto com a Biolinger, que é uma startup de tecnologia.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">E também geramos outras empresas que estão em fase de implementação. A primeira é a Diagnostica Electronic, que vai desenvolver biochips.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa spin-off está em fase inicial de rodadas de investimentos, que é para capitalizar e desenvolver máquinas que a gente quer trabalhar, que se chama PCR-on-a-Chip. Inclusive, a gente está com a patente dele.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse é um equipamento multiplataforma pensado no SUS, de baixo custo, com toda tecnologia desenvolvida aqui no Brasil. A ideia é que a população tenha acesso a PCR por baixo custo, voltada para implementação em grandes hospitais, clínicas de diagnósticos, consultórios médicos. A Diagnostica Eletronic tem esse propósito e está sendo montada aqui em São Carlos, e já validou o primeiro protocolo para detecção de Covid.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Então, minha parte de inovação é sempre tentar trazer o conhecimento da universidade de uma maneira que você incentive os jovens doutores e pesquisadores a criar estrutura de <em>Tech</em>. A ideia é dar suporte para jovens que saem de doutorado e graduação querendo inovar e que às vezes se sentem desamparados por estar começando. Então eu sempre tento dar suporte técnico com a estrutura que já montei para que eles se desenvolvam e acelerem rapidamente.&nbsp;&nbsp;</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>EHS &#8211; Qual é a importância de a ciência chegar a toda sociedade e às empresas e como eventos como Viasoft Connect podem ajudar nisso?&nbsp;</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Vamos dar um exemplo: os patins são utilizados para locomoção e esporte. Mas depois de 100 anos uma rede de supermercado resolveu utilizar para funcionários ficarem menos cansados e mais ágeis. Isso é uma inovação. Mas não é uma inovação tecnológica, porque ele pegou algo e inseriu a aplicabilidade em outro setor. Essa aplicabilidade pode acontecer em vários setores, principalmente na parte digital, pegando tecnologias já existentes.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas quando a gente fala em inovação tecnológica, a gente tem que buscar tudo isso. É o que a gente chama de inovação aberta, quando a empresa está com algum problema e precisa resolver, e vai na universidade buscar essa informação, ou os pesquisadores que têm o conhecimento de uma área que, por exemplo, ainda vai ser vislumbrada daqui cinco ou dez anos, ou no médio prazo, eles começam a perceber que essa tecnologia se encontra em uma situação que pode resolver um problema relevante para a sociedade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando isso acontece, o pesquisador ou cientista tem imediatamente que avaliar o estágio que está essa tecnologia. E aí são os aqueles famosos TRLs (Technology Readiness Levels, em português, Níveis de Preparo Tecnológico), que medem o nível de amadurecimento da tecnologia, que vai em uma escala que a NASA criou e que varia de 1 a 9.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando você tem um TRL 5, que é um estágio intermediário, aí já é hora de ter uma interlocução do setor privado ou com alguma empresa de desenvolvimento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">E aí a comunicação se torna extremamente importante. Então, todo o networking e essa parte fazer essa interlocução com o setor de investimentos, com as aceleradoras, é a etapa mais crucial para uma tecnologia ganhar mercado. Então, a ciência vem exatamente para isso. Às vezes você não vislumbra que algo seja aplicável em curto intervalo de tempo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, com certeza esse descobrimento e inovação pode ser em um timing maior. Pense: em 50 anos depois da [teoria da] relatividade ser descoberta tivemos o GPS, que usa a equação de [Albert] Einsten para correção de rotas. Era algo que ninguém saberia a aplicação prática em relação ao tempo relativo ao espaço e velocidade, tem hoje uma aplicação direta em navegação.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>EHS &#8211; Qual a importância de comunidades de inovação e consultorias de inovação em promover a ciência?&nbsp;</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">O pesquisador tem que olhar para o que faz se quer ser inovador, avaliar o amadurecimento da tecnologia dele e encontrar os parceiros corretos. Quando tudo isso acontece ao mesmo tempo, a probabilidade de sucesso é muito grande. E outra coisa é envolver pessoas e talentos que queiram fazer inovação. Então, você tem que cultivar os jovens, os jovens cientistas para, além de fazer ciência fundamental, você olhará para o lado mais aplicado olhando, mais do que para o mercado, olhando para a demanda da sociedade.&nbsp;</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>EHS &#8211; Foi mais ou menos assim que você passou a fazer parte da comunidade de inovação dos Inovadores Inquietos?&nbsp;</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Há mais de três anos entraram em contato comigo, e eu não os conhecia, porque ouviram falar de uma pesquisa aqui de São Carlos, sobre biochips implantáveis. Do ponto de vista mais geral, o biochip implantável ele entra nessa parte do transhumanismo, que é uma área que envolve muita discussão da sociedade, que envolve ética e outros pontos. Só que quando entraram comigo, eu estava em Harvard e não deu agenda para se comunicar de forma eficaz.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando eu voltei, no fim da pandemia, entraram em contato de novo para fazer uma apresentação ao grupo. Eles gostaram muito, gerou algumas conexões com membros que visitaram meu laboratório, e aí me convidaram para uma atividade de tópicos de interesse global, com relevância atual da sociedade, muitas vezes paradigmas não discutidos em fóruns convencionais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora a gente seja da Academia, tem muita coisa que a gente precisa aprender, num modelo dinâmico, virtual e ciência e outros temas de muita relevância. E então tendo sempre estar presente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Então, me convidaram para o ViaSoft Connect, e fiquei feliz por esse convite.&nbsp;</p>
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		<title>Como o metaverso na saúde vai revolucionar a indústria farmacêutica; veja exemplos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Robert Frederic Woolley]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Apr 2022 23:00:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura de Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Design estratégico]]></category>
		<category><![CDATA[Transformação Digital]]></category>
		<category><![CDATA[cultura da inovação]]></category>
		<category><![CDATA[metaverso]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quem acompanha tendências digitais tem praticamente uma certeza. A próxima revolução do mundo digital será o metaverso: o domínio da internet onde avatares animados (ou nossos alter egos) poderão fazer virtualmente todos os tipos de interatividade.  Essa interação inclui desde compras, consultas, festas, participação em jogos e, quem sabe um dia, viagens. Recentemente, falei aqui  Leia</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Quem acompanha tendências digitais tem praticamente uma certeza. A próxima revolução do mundo digital será o metaverso: o domínio da internet onde avatares animados (ou nossos alter egos) poderão fazer virtualmente todos os tipos de interatividade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa interação inclui desde compras, consultas, festas, participação em jogos e, quem sabe um dia, viagens. Recentemente, falei aqui no blog da Haze Shift sobre como o metaverso <a href="https://hazeshift.com.br/metaverso-saude/">vai revolucionar a saúde</a>. E agora vou reforçar em que pé anda essa tendência sobre o metaverso: a indústria farmacêutica, também chamadas de indústria Farma, está no radar da transformação digital na saúde.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Metaverso, saúde e indústria farmacêutica&nbsp;</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de todo o otimismo com o metaverso na saúde e outros setores, a maior parte dos especialistas acreditam que pode levar uma década ou mais até que as tecnologias necessárias alcancem&nbsp; o hype, com acesso por mais de 80% da população mundial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, já podemos adiantar mudanças de paradigma em várias áreas da saúde, e&nbsp; um bom exemplo será com as indústrias farmacêuticas: o metaverso está próximo.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><a href="https://hazeshift.com.br/metaverso-saude/"><strong>Leia também: Como o metaverso vai revolucionar a saúde</strong></a></h4>



<p class="wp-block-paragraph">As indústrias Farmas desenvolvem e comercializam medicamentos em um modelo de negócios centenário. Por isso, é possível que o modelo de negócios seja incorporado ao processo de gestão de saúde e, com isso, as Farmas ampliarem sua atuação tanto na gestão da saúde quanto na jornada de tratamentos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">É possível,&nbsp; em breve, que os websites e conteúdos interativos sejam ampliados. Poderão ser criadas cidadelas virtuais no metaverso, onde cada “bairro” ou “região” da cidadela virtual será dedicado a uma doença e sua jornada de tratamento. Com a participação de médicos e profissionais aptos a dar orientações seguras, quem sairá ganhando será certamente o paciente. &nbsp;</p>



<h4 class="wp-block-heading"><a href="https://hazeshift.com.br/saude-40-profissionais-medicos/"><strong>Leia também: o novo perfil do profissional da saúde 4.0</strong></a></h4>



<p class="wp-block-paragraph">As jornadas de tratamento terão seu espaço no metaverso, onde as indústrias farmacêuticas poderão ensinar tudo sobre sua condição médica para minimizar riscos e aumentar confiança e eficiência na jornada de tratamento até a saúde plena.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, podemos imaginar verdadeiros centros educacionais sobre patologias e fisiopatologias. Assim, teremos a criação de comunidades sobre determinadas doenças e para troca de experiências e suporte mútuo.&nbsp;</p>



<h4 class="wp-block-heading"><a href="https://hazeshift.com.br/comunidades-de-pratica/"><strong>Quer saber mais sobre comunidades? Leia nosso texto sobre comunidades de prática&nbsp;</strong></a></h4>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Metaverso na saúde: treinamento&nbsp;</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Vejamos um exemplo prático. Na <em>Miller School of Medicine</em> da Universidade de Miami, os instrutores do <em>Gordon Center for Simulation and Innovation in Medical Education</em> usam AR, VR e MR para treinar socorristas de emergência e educar sobre primeiros socorros para tratar pacientes com trauma, incluindo aqueles que sofreram derrame, ataque cardíaco ou ferimento de bala.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os alunos praticam procedimentos cardíacos que salvam vidas no Harvey, um manequim realista que simula praticamente qualquer doença cardíaca. Usando fones de ouvido VR, os alunos podem “ver” a anatomia subjacente que é graficamente exposta no Harvey. <a href="https://www.healthysimulation.com/medical-simulation/vendors/gordon-center-simulation/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Clique aqui</a> e saiba mais sobre Harvey.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Benefícios do metaverso na indústria farmacêutica&nbsp;</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa maneira, o metaverso pode proporcionar um relacionamento mais direto e estreito do paciente com médicos de forma conjunta com esclarecimentos da indústria farmacêutica, por meio da participação de profissionais (farmacêuticos e bioquímicos, por exemplo). Eles inclusive podem promover palestras e eventos no metaverso para pessoas que necessitam de tratamentos específicos.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, é possível prover informações sobre a eficiência de tratamento, farmacovigilância, além de coleta de dados e outras informações. Consequentemente, pacientes acabam ganhando ainda mais conhecimento sobre seus tratamentos, ampliando a relação médico-paciente-indústria.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tudo isso pode gerar novos estudos clínicos e que serão a base para relatórios de farmacoeconomia (ciência que relaciona custo, benefício e eficácia de um medicamento no tratamento e sobrevida do paciente).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro aspecto importante é poder ouvir de forma mais próxima o paciente &#8211; através do próximo metaverso na saúde &#8211; quanto à conveniência de uma formulação farmacêutica (xarope, cápsula, comprimido efervescente por exemplo). Isso pode ser fundamental para a adesão e efetividade ao tratamento.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Metaverso na indústria farmacêutica: exemplos&nbsp;</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Um exemplo já em prática é que as indústrias farmacêuticas sul-coreanas já usam metaverso para se comunicarem sobre saúde e medicamentos com as pessoas das gerações Y (millenials) e Z (nascidos entre 1995 e 2004). Para saber mais <a href="http://www.koreabiomed.com/news/articleView.html?idxno=12557">clique aqui</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra área desse mercado a se transformar com o metaverso será o <strong>varejo farmacêutico</strong> (farmácias e drogarias). Nesse sentido, confira algumas possibilidades ilimitadas do <strong>metaverso na indústria farmacêutica</strong>:</p>



<ol class="wp-block-list"><li>No próprio metaverso, os consumidores podem comprar medicamentos online ou em sua farmácia local sem precisar sair de casa com o diferencial de poder tirar dúvidas com farmacêutico sobre indicações e uso de medicamento.&nbsp;</li></ol>



<ol class="wp-block-list" start="2"><li>Um ponto importante é que o metaverso pode levar à criação de instalações de farmácias e drogarias de baixo custo. No metaverso será possível fornecer uma experiência de compras de e-commerce de realidade virtual para os clientes, bem como aconselhamento virtual e atenção farmacêutica com diferentes auxílios tecnológicos e ter o medicamento entregue em casa rapidamente.</li></ol>



<ol class="wp-block-list" start="3"><li>Em uma segunda etapa no metaverso, as pessoas terão um assistente virtual de IA (inteligência artificial) à sua disposição. O assistente as ajudará a encontrar o que precisam ou responder a perguntas sobre seus medicamentos, e se caso necessário consultar um farmacêutico dentro da plataforma.</li></ol>



<h4 class="wp-block-heading"><a href="https://hazeshift.com.br/saude-40-50/"><strong>Leia mais sobre Saúde 4.0 e 5.0: as barreiras que o Brasil precisa derrubar pela cultura de inovação</strong></a></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Com todas essas possibilidades, à medida que as Big Techs continuam a construir o metaverso junto às empresas de software e hardware, com o mundo acadêmico e outros parceiros de P&amp;D, o setor de saúde continua sendo &#8211; na minha opinião &#8211; o melhor campo de testes para avaliar a eficiência e utilidade do metaverso.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de o metaverso ainda estar nos seus primórdios, possui um tremendo potencial para a transformação e melhoria dos cuidados de saúde, jornada de tratamento e gestão de saúde e longevidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Você concorda? <a href="https://hazeshift.com.br/vamos-conversar/">Vamos conversar</a> e analisar como anda a transformação digital da sua empresa para antecipar mudanças.</p>
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		<title>Como o metaverso vai revolucionar a saúde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Robert Frederic Woolley]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Mar 2022 18:57:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura de Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Design estratégico]]></category>
		<category><![CDATA[Transformação Digital]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Será que em breve ir ao médico (pelo menos para consultas de rotina) será coisa do passado? Afinal, a transformação digital em saúde está chegando ao Metaverso.  Para que você entenda, vamos explicar o conceito de Metaverso: ele pode ser definido como uma forma de universo paralelo acessível aos usuários de tecnologias de realidade virtual  Leia</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Será que em breve ir ao médico (pelo menos para consultas de rotina) será coisa do passado? Afinal, a transformação digital em saúde está chegando ao Metaverso.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para que você entenda, vamos explicar o conceito de Metaverso: ele pode ser definido como uma forma de universo paralelo acessível aos usuários de tecnologias de <a href="https://hazeshift.com.br/realidade-estendida-5g/">realidade virtual e aumentada</a>. O termo é originário do romance de ficção científica de 1992 &#8211; <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Snow_Crash" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Snow Crash</a> e significa imersão em um mundo irreal gerado digitalmente. </p>



<iframe style="border-radius:12px" src="https://open.spotify.com/embed/episode/2F3bI6qP6Fm5l1mtfFfD7o?utm_source=generator" width="100%" height="352" frameBorder="0" allowfullscreen="" allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture"></iframe>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de o termo estar em alta, bem como o próprio Metaverso, o ambiente virtual paralelo e a realidade física não são exatamente ideias novas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2003, a empresa Linden Lab com sede em São Francisco lançou o Second Life. É um jogo online (sim, ele ainda existe e funciona e pode ser jogado) no qual as pessoas podem criar avatares para si mesmas e ter uma espécie de segunda vida. No entanto, esse é apenas um jogo com tarefas e pontuações.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já o Metaverso é uma parte da realidade cognitivamente perceptível, ou seja, pessoas, lugares, espaços, marcas e dinheiro podem ser reais. Assim, você poderá interagir com outras pessoas reais, comprar roupas e usá-las no mundo virtual, usar serviços e pagar por elas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Inclusive, o Metaverso vem a ser uma boa opção para quem há mais de 18 meses faz reuniões via Zoom, MS Teams, Google Meets e está cansado de problemas técnicos e de ficar olhando para a tela do computador por horas a fio.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://hazeshift.com.br/comunicacao-em-equipe-dicas/"><strong>Leia também sobre como trabalhar a comunicação em equipe: dicas inovadoras para evitar armadilhas e a fadiga do zoom</strong></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na realidade virtual do Metaverso, temos que nos preparar para a multiplicidade de estímulos sensoriais. Pessoalmente, estou bem curioso para ver como o cérebro humano vai lidar com esses estímulos. Mas o que isso tudo tem a ver com saúde?&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Espaços de saúde no Metaverso</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Nos próximos anos, a medicina pode estar entre os ecossistemas mais emocionantes do Metaverso, ainda que hoje em dia ainda existam enormes limitações técnicas e de interação médico-paciente, mesmo em serviços digitais com interfaces perfeitamente desenvolvidas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por exemplo, durante uma consulta online, um paciente pode ver o médico apenas em duas dimensões. Outro aspecto é quando ao perguntar sobre o problema, o paciente pode apenas descrever e eventualmente informar os resultados de exames básicos feitos em casa, como pressão arterial, frequência cardíaca, temperatura corporal. O médico tem que confiar nos dados fornecidos pelo paciente&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, podemos dizer que ainda é o mesmo que acontece em uma clássica consulta inicial presencial, apenas na forma digital, às vezes chata e frequentemente incompleta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora imagine você que em uma futura consulta no Metaverso, a visita será totalmente virtual. Um avatar conhecerá o médico como acontece durante uma consulta clássica presencial.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um humano digital no Metaverso não será uma mera imagem 3D simulada por computador da aparência e comportamento de alguém, mas uma projeção precisa e baseada em dados dessa pessoa captados em tempo real. Percebeu melhor como as coisas vão funcionar?</p>



<h4 class="wp-block-heading"><a href="https://hazeshift.com.br/startups-de-saude/"><strong>Leia também sobre Startups e Planos de Saúde: Oportunidades para revolucionar o atendimento médico no Brasil</strong></a></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Mas podemos ir muito além disso. Cada paciente terá uma cópia em escala real feita de dados que descrevem sua saúde captados e oriundos de diversas fontes: prontuários médicos eletrônicos, dispositivos vestíveis (<em>wearables</em>) como smartwatches que medem parâmetros físicos em tempo real, além de dados estritamente médicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tudo isso irá convergir com informações coletadas em outros lugares do Metaverso, como dados de comportamento do consumidor, estilo de vida e hábitos sócio-culturais que podem impactar na saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, o Metaverso facilitará vários avanços na gestão de saúde e sucesso em tratamentos de saúde seja de baixa a alta complexidade. Teremos uma interessante mudança de paradigma saindo desde examinar um paciente seu aspecto fisiopatológico para <a href="https://hazeshift.com.br/data-driven/">examinar os dados</a>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, o médico contará com auxílio importante para doenças de menor complexidade, e graças a algoritmos e uma robusta base de dados, suportado por uma potente inteligência artificial munido de dados de milhões de pacientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda sobre a mudança de paradigma para gestão de saúde, teremos a personalização da saúde e fácil acessibilidade de dados confiáveis. Com isso, não ouviremos mais perguntas subjetivas como “como você se sente?” ou “qual é o problema?”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como já comentei aqui, além da mudança de paradigma, saindo do modelo de “remediação de saúde&#8221;, que é o processo reativo de tratar uma condição patológica ou doença, para “gestão de saúde”, um processo ativo entre os envolvidos para gerar e manter a saúde e minimizar futuras doenças; com isso, teremos uma mudança cultural saindo do “tratamento de saúde” para gestão de saúde e jornadas de tratamento.&nbsp;</p>



<h4 class="wp-block-heading"><a href="https://hazeshift.com.br/saude-40-50/"><strong>Leia sobre Saúde 4.0 e 5.0: as barreiras que o Brasil precisa derrubar pela cultura de inovação</strong></a></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Em vez disso, eles pedirão seu consentimento para acessar diferentes camadas de dados para obter informações sobre a sua saúde. Eles verão imagens 3D dos órgãos internos, poderão verificar a garganta, via respiratória superior, via digestiva superior, pulmão, coração, imagens em alta resolução e 3D de pele, todas geradas por dispositivos de laboratório doméstico operados pelo próprio paciente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, outras curiosidades como poder de escolha do local da consulta: pode ser na casa dos seus sonhos, ou em consultório médico etc. Você ainda poderá escolher a personalidade ou o gênero do seu médico, para se sentir o mais confortável possível.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Processo de adaptação da saúde ao Metaverso</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, nada disso será do dia para noite, e inicialmente tão simples, já que é preciso proteção de dados e acesso universal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Certamente o Metaverso apresentará alguns desafios únicos para o setor de saúde. O obstáculo número um será garantir que as informações confidenciais dos pacientes, protegidas pela LGPD no Brasil ou HIPAA (<em>Health Insurance Portability and Accountability Act</em>, a lei norte-americana de proteção de dados de saúde), além das leis dos demais países.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso será fundamental para a saúde no Metaverso garantir que todos os dados do paciente sejam protegidos. Pode ser uma maneira de fornecer segurança e privacidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os <a href="https://hazeshift.com.br/saude-40-profissionais-medicos/">profissionais de saúde</a> também serão desafiados a tornar a experiência de telemedicina que inclui consultas, exames remotos e terapia digital ainda melhor do que a experiência presencial.&nbsp;</p>



<h4 class="wp-block-heading"><a href="https://hazeshift.com.br/saude-40-profissionais-medicos/"><strong>Leia também: O novo perfil do profissional da saúde 4.0</strong></a></h4>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Desafios e perguntas&nbsp;</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Alguns outros desafios podem incluir a adoção da tecnologia, ou seja, o desafio tecnológico, marketing e cultural.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Várias perguntas ainda estão sendo criadas e buscam respostas e soluções, tais como, como a Meta™ e outras empresas de tecnologia atrairão pessoas para o Metaverso? Eles precisarão ir a um local físico? Eles terão óculos de realidade virtual em casa? Quando se trata do setor de saúde, como a população idosa – que normalmente não é tão versada em tecnologia – entrará no Metaverso?&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">É claro que as <a href="https://hazeshift.com.br/startups-de-saude/">empresas de saúde</a> também precisarão criar um modelo de negócios alinhado ao seguro de saúde do paciente, reembolsos e prescrições, tudo nesse novo universo virtual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da questão de marketing e adoção da tecnologia, existe outro enorme desafio, tornar Metaverso acessível a quem quer e não apenas a quem pode.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim como a descrição de uma consulta no Metaverso soa como um filme de ficção científica, também imaginamos custos astronômicos e restrição de acessibilidade à população geral global.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><a href="https://hazeshift.com.br/wellness-significado-healthtechs/"><strong>Leia também: O que é wellness e por que este conceito tem alto valor para healthtechs e empresas de saúde</strong></a></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Com certeza teremos nos primeiros anos haverá uma disparidade, com e o uso do Metaverso por poucos. No entanto, com <a href="https://hazeshift.com.br/realidade-estendida-5g/">advento do 5G</a> e aumento exponencial da capacidade de miniaturização de equipamentos e processamento de dados, poderá ser possível baratear o custo e conseguir oferecer a mais de 70% da população global até 2030, tal como esperado e descrito na <a href="https://sdgs.un.org/2030agenda">agenda 2030 da ONU</a>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, com esses desafios superados, virá uma experiência de usuário ilimitada, quebrando as barreiras de localização e oferecendo oportunidades infinitas para pacientes em todo o mundo.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Como nós podemos ajudar&nbsp;</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Nós&nbsp; da Haze Shift podemos ser o parceiro ideal para a entrada da sua empresa no metaverso em saúde.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Haze Shift tem expertise em transformação digital e em cultura de inovação. Se por um lado existem oportunidades em saúde no metaverso, por outro, não podemos deixar de pensar no presente, para aos poucos chegarmos a esse nível de Metaverso que, no momento, ainda precisamos evoluir na preparação dos profissionais da saúde para essa realidade, na chegada do 5G e no comportamento da sociedade em relação ao metaverso.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">E o que podemos fazer agora, neste momento? Em primeiro lugar, operadoras de saúde e hospitais devem ampliar seus projetos de inovação. Nós da Haze Shift recentemente fizemos desenhos e planos para alguns clientes no Paraná e em São Paulo, ajudando na reorganização de processos e fazendo hunting de <a href="https://hazeshift.com.br/startups-telemedicina-healthtechss/">startups de saúde</a>. Isso auxiliou cada cliente a se conectar com o que há de mais moderno na saúde 4.0 para cada perfil organizacional.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ou seja, temos expertise no desenvolvimento de soluções para programas de <a href="https://hazeshift.com.br/startups-de-saude/">cultura de inovação em saúde</a> para identificação, empatia e idealização de soluções.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Para concluir…&nbsp;</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Como você acompanhou comigo até aqui, o Metaverso é um conceito emergente que trará muitas novas dimensões à medida que os grandes atores sociais reúnem diferentes aspectos da realidade virtual e experiências imersivas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o segmento de saúde, é esperado que permaneça em grande parte tradicional por muitas décadas, isso transformará vários paradigmas e modelos de negócios. O Metaverso na saúde será uma ótima ferramenta para aprender, capacitar e fornecer experiências de sucesso na gestão da saúde e na jornada de tratamento para pacientes, médicos e provedores de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nós da Haze Shift estamos prontos para apoiar essa transformação junto aos nossos clientes da área de saúde. E você, o que está&nbsp; esperando para se preparar para entrar neste novo mundo?&nbsp;</p>
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		<title>O que são as startups Femtechs e porque elas são o melhor investimento do momento no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Robert Frederic Woolley]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Feb 2022 00:15:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inovação Aberta]]></category>
		<category><![CDATA[Transformação Digital]]></category>
		<category><![CDATA[cultura da inovação]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[startups]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando me perguntam sobre qual a tendência em inovação em saúde,  minha resposta é sempre direta: Femtechs. Femtech é a categoria de software, produtos, equipamentos vestíveis e implantáveis, diagnósticos e serviços que utilizam a tecnologia digital para saúde das mulheres.  Tenho alguns bons motivos para essa recomendação. Cerca de 50% do mercado Femtech é voltado  Leia</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Quando me perguntam sobre qual a tendência em inovação em saúde, &nbsp;minha resposta é sempre direta: Femtechs. Femtech é a categoria de software, produtos, equipamentos vestíveis e implantáveis, diagnósticos e serviços que utilizam a tecnologia digital para saúde das mulheres.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tenho alguns bons motivos para essa recomendação. Cerca de 50% do mercado Femtech é voltado para soluções em fertilidade  Os demais 50% são direcionados a áreas relacionadas a saúde da mulher, a longevidade, saúde sexual, pós-menopausa, saúde psicossocial, segurança, medicina diagnóstica, bem-estar e estética.</p>



<iframe style="border-radius:12px" src="https://open.spotify.com/embed/episode/7o39tZbpPX1wWAellEZUCs?utm_source=generator" width="100%" height="232" frameBorder="0" allowfullscreen="" allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture"></iframe>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>História e significado de Femtechs: startups para o público feminino</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O termo foi criado em 2013 por Ida Tin, criadora do app de fertilidade <a href="https://helloclue.com/pt">Clue</a>. Apesar de não ser um conceito novo, foi a partir de 2016 que houve o ponto de inflexão do mercado de startups Femtechs. Foram US$ 600 milhões em investimentos no setor e com expectativas de se tornar um mercado de US$60 bilhões em 2027 (crescimento anual (CAGR) estimado em 15,6% no período 2020-2027).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, para que isso aconteça, o mercado precisará superar vários desafios globais para startups Femtechs, como por exemplo:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Falta de Investimento &#8211; Femtechs respondem por apenas 1,4% do capital de investimentos atual em saúde;</li><li>Educação &#8211; globalmente pouco é feito ou investido para desmascarar mitos e tabus em torno de questões relacionadas às mulheres;</li><li>Historicamente existe pouco capital&nbsp; investido em startups Femtechs, ou seja, relacionadas a mulheres;</li><li>Risco de tributação – receio do surgimento de uma tributação popularmente sendo chamada de imposto rosa aplicado a produtos comercializados para as mulheres;</li><li>Dificuldades econômicas atrapalham acesso a produtos de alta tecnologia (por exemplo, dispositivos vestíveis ou implantáveis) para mulheres em zona rural no mundo;</li><li>Subestimação de problemas – no âmbito global, quando se trata de questões de saúde, será preciso ouvir mais as mulheres para entender a realidade e identificar as necessidades não-atendidas.&nbsp;</li></ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Por que as Femtechs são importantes agora?&nbsp;</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Assim como em outros momentos da história, mulheres do século 21 desempenham um papel central na criação de famílias. E como equilibrar isso em um universo em que as mulheres acabam tendo de enfrentar duplas ou triplas jornadas? As Femtechs podem ajudar. Vamos explicar os porquês.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em primeiro lugar, é óbvio que as mulheres são fundamentais para sustentar famílias saudáveis. Além disso, independente de nacionalidade, classe social, nível de instrução ou poder aquisitivo, nos lares&nbsp; 80% dos gastos em em produtos de saúde são realizados por mulheres, e elas são responsáveis por 90% de todas as decisões domésticas sobre saúde.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em adição a isso, existe ainda crescente uso de aplicativos médicos à medida que o conceito de gerenciamento saúde passa a ser uma tendência de mercado e se tornando parte da cultura contemporânea. Isso representa uma janela de oportunidades.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Exemplos de femtechs&nbsp;</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso,além de apresentar esse movimento de inovação, o conceito e significado de Femtechs, suas oportunidades e desafios também aproveito para chamar a atenção dos investidores, pois essas startups são uma grande oportunidade para investimentos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://hazeshift.com.br/valuation-da-empresa/">Leia mais sobre valuation para decisão de investimento&nbsp;</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para tanto, vou apresentar rapidamente alguns exemplos brasileiros e estrangeiros de Femtechs em diferentes áreas.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Saúde reprodutiva e sexual&nbsp;</strong></h3>



<ul class="wp-block-list"><li><a href="https://www.evofem.com/">Evofem Bioscience</a> – Desenvolvedores do Phexxi™ o primeiro contraceptivo não hormonal</li><li><a href="https://progyny.com/">Progyny</a> &#8211; Opera como uma startup de gerenciamento de benefícios de fertilidade para mulheres em programas realizados em parceria com empresas.&nbsp;</li><li><a href="https://www.gestar.com.br/">Gestar</a> &#8211; Femtech com o objetivo de conectar profissionais da área de saúde materno-infantil a gestantes e mães.&nbsp;</li><li><a href="https://www.zielbiosciences.com/">Ziel Biosciences</a> &#8211; responsável pelo desenvolvimento do SelfCervix™, um coletor caseiro de material para testes de detecção do HPV</li><li><a href="https://www.oya.care/">Oya care</a> &#8211; A femtech oferece um exame de hormônio antimülleriano, indicador utilizado para mensurar a fertilidade da mulher</li></ul>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Longevidade&nbsp;</strong></h3>



<ul class="wp-block-list"><li><a href="https://www.fizimed.com/">Fizimed</a> – Desenvolveram o equipamento Emy™ para fortalecimento do assoalho pélvico e períneo, na prevenção de incontinência urinária;</li><li><a href="https://haut.ai/">Haut.AI</a> – Plataforma de inteligência artificial (IA) para análise e sugestão de produtos de cuidados com a pele apropriados de forma individualizada;</li><li><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Kheiron">Kheiron</a> &#8211; Plataforma de IA para análise de imagens de exames para detecção de câncer de mama e ovário em estágio inicial;</li><li><a href="https://www.hologic.com/">Hologic</a> – Adquiriu a Acessa health, uma empresa de biotecnologia que desenvolveu soluções invasivas para o tratamento de miomas uterinos;</li><li><a href="https://www.bayer.com.br/pt/midia/bayer-adquire-empresa-britanica-de-biotecnologia-kandy-therapeutics">KaNDy Therapeutics</a> &#8211; Biotec focada no tratamento dos sintomas da menopausa, adquirida pela Bayer por U$ 425 milhões;</li><li><a href="https://phpbiotech.com.br/">PHP Biotech</a> – Startup brasileira que atua no desenvolvimento de nova molécula para tratamento de câncer de mama do tipo triplo negativo, o mais agressivo.</li></ul>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Saúde Psicossocial e Segurança</strong></h3>



<ul class="wp-block-list"><li><a href="https://www.linkedin.com/company/dorotheahealthtech/about/">Dorothea</a> &#8211; App de cuidados com saúde mental para nichos específicos como adolescentes, TDHA, idosas, entre outras</li><li><a href="http://www.womaninterruptedapp.com/pt/">WomanIterrupt</a> – App brasileiro premiado mundialmente que analisa e contabiliza as interrupções (de forma abusiva) de falas de mulheres por homens em reuniões e conversas. App voltado para mudança cultural e coibir abuso no ambiente de trabalho</li><li><a href="https://www.alicego.com.br/">AliceGo</a> &#8211; Criada para conectar bares e restaurantes parceiros que se comprometem a seguir protocolos de segurança da mulher, proporcionando um ambiente livre de assédio e mais seguro para elas</li><li><a href="https://azmina.com.br/projetos/penhas/">PenhaS</a> – App criado pelo Instituto AzMinas para enfrentamento à violência contra mulher. App foca nas etapas de conscientização e formação de rede de apoio.&nbsp;</li></ul>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Carreira e empoderamento profissional</strong></h3>



<ul class="wp-block-list"><li><a href="https://www.eql.com.br/">Elas que lucrem</a> (EQL) &#8211; surgiu com o objetivo de igualar o número de homens e mulheres na bolsa de valores e em cargos de liderança</li><li><a href="https://www.b2mamy.com.br/">B2Mammy</a> – Plataforma que capacita e conecta mães ao ecossistema de inovação e tecnologia</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Além de soluções digitais, cabe comentar que influenciadas pelas necessidades não-atendidas e crescimento das Femtechs, surgem grupos de investimento focado em startups lideradas por mulheres como a <a href="https://www.wishe.com.br/">Wishe</a>.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Um exemplo de um programa de inovação aberta&nbsp;</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Mas onde as Femtechs podem surgir? Por diversos meios. Um deles é por meio de <a href="https://hazeshift.com.br/founder-institute-como-funciona-entrevista/">aceleradoras e mentorias</a>. Outro por capital próprio. Ou ainda por <a href="https://hazeshift.com.br/o-que-e-hackathon-desafios-de-inovacao/">desafios de inovação aberta</a>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este último modelo aconteceu recentemente no <a href="https://hazeshift.com.br/historias/inova-san-2020/?portfolioCats=3%2C2%2C5%2C4">programa Inova-San</a>, co-organizado por nós da Haze Shift. Nele, equipes de universitários do Sul Fluminense participam de um programa de inovação aberta junto ao Instituto Nissan. O objetivo, em 2021, foi gerar soluções para os segmentos de Meio Ambiente, Mobilidade Inteligente e Mulheres e Inovação.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto vencedor do segmento mulheres foi a startup Diverse, que já rodou um MVP &#8211; sigla para produto mínimo viável &#8211; e que tem tudo para se juntar à lista de Femtechs acima.&nbsp; A proposta é criar conexão entre organizações e a contratação de profissionais PCDs mulheres. Confira no <em>pitch </em>da proposta:&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="video-shortcode"><iframe title="Demoday: Pitch dos 9 projetos finalistas" width="1100" height="619" src="https://www.youtube.com/embed/q_OT4u6TJ_4?start=6172&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></div>
</div></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Femtechs: tendência crescente&nbsp;</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Como você pode ver, já existem uma ampla gama de soluções focadas pelas startups para o público feminino.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, as Femtechs surgem como soluções para amplo espectro de tecnologias digitais dedicadas à melhoria da saúde e bem-estar das mulheres. Em especial a satisfazer as necessidades não atendidas das mulheres e desenvolver soluções tecnológicas para Longevidade, gravidez e cuidados de enfermagem, bem-estar sexual, saúde do sistema reprodutivo, soluções para menopausa, oncologia feminina e saúde geral.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, cada vez mais investidores têm voltado suas atenções às startups para mulheres. Isso resultou em uma consciência muito maior do mercado, o que é muito benéfico para a sociedade e aumento do investimento. O resultado positivo é o crescimento exponencial do mercado de Femtechs e com isso as mulheres, seus desafios e desejos recebendo a atenção merecida.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nós&nbsp; da Haze Shift podemos ser o parceiro ideal no desenvolvimento de soluções para necessidades não atendidas de mulheres que podem originar em uma Femtech, e programas de cultura de inovação para identificação, empatia e idealização de soluções.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Finalmente, por que investir em Femtechs? Respondo com a justificativa mais importante e óbvia: porque metade das pessoas no planeta são mulheres e a outra metade filhos e filhas delas.</p>
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		<title>O novo perfil do profissional da saúde 4.0</title>
		<link>https://hazeshift.com.br/saude-40-profissionais-medicos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Robert Frederic Woolley]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Jan 2022 20:57:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura de Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Transformação Digital]]></category>
		<category><![CDATA[cultura da inovação]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[transformação digital]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As tecnologias digitais já são parte da nossa vida cotidiana, e a população mundial está interconectada. Na esfera da saúde digital, a inovação também está acontecendo em uma escala sem precedentes. Nesse sentido, o potencial tecnológico e de inovação traz à tona o surgimento de novas competências e perfis de profissionais da saúde 4.0 no  Leia</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">As tecnologias digitais já são parte da nossa vida cotidiana, e a população mundial está interconectada. Na esfera da saúde digital, a inovação também está acontecendo em uma escala sem precedentes. Nesse sentido, o potencial tecnológico e de inovação traz à tona o surgimento de novas competências e perfis de profissionais da saúde 4.0 no Brasil e no mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Saúde 4.0&nbsp;é o campo do conhecimento associado com o desenvolvimento e uso de novas tecnologias para melhorar a disposição física e mental das populações.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a OMS, a saúde digital deve ser parte integrante das prioridades e deve beneficiar as pessoas de forma ética, segura, confiável, equitativa e sustentável. Deve ser desenvolvida com princípios de transparência, acessibilidade, escalabilidade, replicabilidade (replicável localmente e globalmente), interoperabilidade (operável com ou por diferentes sistemas), privacidade, segurança e confidencialidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Mas como fazer isso a partir dos profissionais da saúde 4.0?&nbsp;</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A transformação digital dos cuidados de saúde é disruptiva. Afinal, tecnologias como a Internet das coisas (IoT), atendimento virtual, monitoramento remoto, inteligência artificial, análise de <em>big data</em>, <a href="https://hazeshift.com.br/modelos-de-negocios-blockchain/"><em>blockchain</em></a><em>, wearables</em> (dispositivos) inteligentes, plataformas e ferramentas de troca e armazenamento de dados permitem a captura remota e compartilhamento de informações relevantes em todo o ecossistema de saúde.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Perceba: tudo isso cria um <em>continuum</em> de cuidados, têm potencial comprovado para melhorar os resultados de saúde.&nbsp;&nbsp;</p>



<h4 class="wp-block-heading"><a href="https://hazeshift.com.br/startups-de-saude/"><strong>Leia também sobre Startups e Planos de Saúde: Oportunidades para revolucionar o atendimento médico no Brasil</strong></a></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, é possível ampliar e aperfeiçoar o diagnóstico médico, com decisões de tratamento baseados em dados. Também temos melhorias da terapêutica digital, ensaios clínicos, gestão de cuidados e cuidados centrados na pessoa. Tudo isso cria mais conhecimento, habilidades e competências baseadas em evidências para os profissionais da saúde 4.0 melhorarem seus resultados diagnósticos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A cada novo projeto ou consultoria que atuei nos últimos 7 anos, notamos que a transformação digital faz parte do P&amp;D em saúde. Percebemos hoje que, na área da saúde, até 2025 que o investimento em P&amp;D em transformação digital saltará de menos de 5% em 2015 para 50% até 2025, e podendo superar os investimento em <em>hard science </em>até 2030.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Desafios dos gestores e profissionais da saúde 4.0</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Como podemos ver, está na hora dos profissionais da saúde liderarem a transformação digital pessoal, concorda?&nbsp; Assim explicou o consultor de inovação Marcos Daniel Goes em <a href="https://hazeshift.com.br/futuro-do-trabalho/">outro artigo aqui mesmo no blog</a>, fica aqui uma provocação sobre o <a href="https://hazeshift.com.br/futuro-do-trabalho/">futuro do trabalho: Você lidera sua transformação digital ou é liderado por ela?</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">É por isso que nós da Haze Shift entendemos que é essencial identificar os principais desafios que a emergente Saúde 4.0 apresenta aos profissionais de saúde. E assim concluímos que será&nbsp; preciso delinear as tendências emergentes quanto às competências, habilidades e atitudes a esse respeito.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se por um lado a transformação digital não apenas melhora o trabalho dos profissionais de saúde 4.0, agora ela se torna também um pré-requisito para a construção de um sistema de saúde eficiente e amigável ao paciente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As soluções de saúde digital obrigatoriamente vão promover um relacionamento ainda mais estreito e profundo entre médicos e pacientes. A tendência é melhorar a comunicação no atendimento, aumentar a confiança dos pacientes e também seu envolvimento nas decisões de tratamento.&nbsp;</p>



<iframe style="border-radius:12px" src="https://open.spotify.com/embed/episode/7Mu3DpbdxzCSQu791No5Vt?utm_source=generator" width="100%" height="232" frameborder="0" allowfullscreen="" allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture"></iframe>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, a relação entre a equipe médica e o paciente está sendo transformada. Sobretudo, torna-se uma relação em que o paciente passa a ser um parceiro e um participante ativo no processo de restauração da saúde.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O aumento exponencial de oferta de dados e informações junto com a transformação digital, vemos uma quebra de paradigma sobre informações técnico-científicas e o&nbsp; relacionamento médico-paciente. Afinal, quem de nós nunca foi a um consultório médico sem antes consultar um site de buscas descrevendo seus sintomas?&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A ampliação do currículo na saúde 4.0: profissionais gerenciam informações&nbsp;</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Na era da saúde 4.0, os médicos passam a ser gerenciadores de informações. Eles coletam, sugerem ou fornecem conteúdo online confiáveis para o paciente. Cada vez mais a comunicação tem que ser ampla, transparente, constante e em tempo real.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a atual geração com até 25 anos de experiência, tanto para a futura geração de médicos e profissionais de saúde devem ser treinados de forma diferente de hoje.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, além do conhecimento técnico-científico, os currículos devem enfatizar a saúde a partir da predição e a prevenção usando as mais recentes soluções tecnológicas digitais disponíveis. Ou seja, personalizando a gestão da saúde do paciente e incentivando a ser um processo participativo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em outras palavras, este é um momento essencial para ampliar as competências em informática e bioinformática e gestão de dados, e <em>soft skills</em> de comunicação (em especial adaptação a estilos de comunicação, comunicação remota <em>versus</em> presencial), gestão de pessoas e liderança (capacidade de liderar e supervisionar) e gestão de projetos e ética digital.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas tudo isso tem que acontecer em consonância com a transformação cultural e na transformação do desenvolvimento estratégico de novos projetos em soluções para saúde em hospitais, corporações e centros de saúde.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><a href="https://hazeshift.com.br/inovacao-em-saude/"><strong>Leia mais sobre inovação em saúde: hospitais, planos de saúde e clínicas estão se preparando para o pós-pandemia?</strong></a></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Finalmente, essa transformação traz a necessidade de mudanças na política de educação e regulamentação de saúde. E há vários responsáveis pela mudança que está ainda começando. Por exemplo, cabe a políticos e formuladores de políticas criar regulamentações que, por um lado, exijam competências digitais dos médicos em formação.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, precisamos motivar os praticantes a adquirir tais competências, e os aspectos de segurança, proteção e privacidade e dos dados são de extrema importância para que a saúde 4.0 prospere e se desenvolva.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A importância da cultura da inovação para esse desenvolvimento&nbsp;</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, uma consultoria de inovação como nós da Haze Shift podemos ser o parceiro ideal. Nós somos experts em fazer programas sobre <a href="https://hazeshift.com.br/saude-40-50/">cultura de inovação no setor</a>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">São programas capazes de ampliar horizontes em empresas da área de saúde&nbsp; que buscam ampliar o conhecimento inovador de seus profissionais da saúde 4.0. Da mesma forma, já fizemos <em>hunting</em> de startups capazes de apoiar negócios do setor.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, se sua organização quer dar os primeiros passos, vale a pena um primeiro contato. Estamos à disposição para avaliar em conjunto com seu time as possíveis saídas por meio de projetos inovadores capazes de transformar seus profissionais junto às tecnologias digitais para o setor. O resultado certamente será uma equipe que utiliza e aplica os conceitos e recursos da Saúde 4.0.&nbsp;</p>
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		<title>O que é wellness e por que este conceito tem alto valor para healthtechs e empresas de saúde</title>
		<link>https://hazeshift.com.br/wellness-significado-healthtechs/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Robert Frederic Woolley]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Sep 2021 22:39:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Design estratégico]]></category>
		<category><![CDATA[Transformação Digital]]></category>
		<category><![CDATA[design estratégico]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[startups]]></category>
		<category><![CDATA[transformação digital]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O tema não é exatamente novo, mas parece ter chegado com tudo nos últimos anos. Wellness pode ser traduzido como bem-estar, e vem ganhando cada vez mais adeptos em todo o mundo. São pessoas interessadas em terem uma vida melhor, tranquila e equilibrada, com foco na manutenção da saúde para evitar doenças. Antes de focarmos  Leia</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O tema não é exatamente novo, mas parece ter chegado com tudo nos últimos anos. Wellness pode ser traduzido como <em>bem-estar</em>, e vem ganhando cada vez mais adeptos em todo o mundo. São pessoas interessadas em terem uma vida melhor, tranquila e equilibrada, com foco na manutenção da saúde para evitar doenças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de focarmos em como essa é uma oportunidade de negócios, vamos fazer uma retrospectiva histórica. Seu conceito existe desde a década de 1950, mas a origem&nbsp; dele é ainda mais antiga, quando as pessoas já procuravam por alternativas nos hábitos alimentares e cotidianos que proporcionam um bem-estar maior para o corpo e a mente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Basicamente, o significado de wellness é o ato de praticar hábitos saudáveis diária e constantemente para obter melhorias na saúde física e mental, como consequência ter uma vida mais próspera, feliz e equilibrada em todas as suas esferas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Do significado de wellness ao seu crescimento na pandemia</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Pois bem, mas o assunto está cada vez mais em alta: de acordo com a <a href="https://www.mckinsey.com/industries/consumer-packaged-goods/our-insights/feeling-good-the-future-of-the-1-5-trillion-wellness-market">consultoria McKinsey</a>, o mercado global de Wellness está estimado em mais de US$ 1,5 trilhão, com crescimento anual de 5 a 10 por cento.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse crescimento foi impulsionado pela pandemia de Covid-19, que afetou diretamente o cotidiano, deixando as pessoas ainda mais interessadas em manter uma boa saúde física e mental.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://hazeshift.com.br/inovacao-em-saude/">Leia também sobre inovação em saúde: hospitais, planos de saúde e clínicas estão se preparando para o pós-pandemia?</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, a sociedade está cada vez mais imersa em soluções digitais para a saúde. Algumas startups healthtechs mostram na prática o que é wellness por meio de seus produtos digitais, como a <a href="https://docway.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Docway </a>e a <a href="https://prontlife.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Prontlife </a>para telemedicina e receituário digital, <a href="https://www.strava.com/login" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Strava </a>para condicionamento físico e <a href="https://www.sattva.life/pr/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Sattva </a>e <a href="http://www.meditese.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Medite.se</a> para meditação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa maneira, os empreendedores mudaram sua maneira de observar oportunidades, com uma visão focada no cliente, ou <em>direct-to-consumer</em> (direto ao consumidor, ou DTC) dentro dessa estratégia. É por isso que podemos destacar&nbsp; oito grandes áreas que os consumidores buscam cada vez mais dentro&nbsp; do conceito e significado de Wellness:</p>



<ol class="wp-block-list"><li>Melhor saúde</li><li>Ganho em fitness (condicionamento físico)</li><li>Nutrição</li><li>Melhor aparência</li><li>Qualidade do sono</li><li>Controle psico-emocional</li><li>Capacidade de relacionamento social</li><li>Melhor mindfulness</li></ol>



<p class="wp-block-paragraph">Cada uma dessas oito categorias é importante para os consumidores ao redor do Globo. O consumidor global percebe <em>wellness </em>como a visão ampliada de saúde e as soluções digitais como meio de exercer a gestão de <em>wellness</em>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Soluções diretas para consumidor em wellness</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Com isso, há um número crescente de soluções diretas ao consumidor (DTC) no mercado de saúde digital. Segundo a consultoria Runaway, a tendência de estratégia DTC em saúde digital está se acelerando nas principais economias, como Estados Unidos, China, Alemanha, Reino Unido, França e outros países. Contudo, o wellness é um movimento que evidentemente também podemos ver aqui no Brasil.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como consequência da tendência de adotar estratégia DTC, o <a href="https://hazeshift.com.br/o-que-e-design-estrategico-inovacao-exemplos/">design estratégico</a> vem sendo utilizado para desenvolver soluções em saúde e bem-estar está crescendo aceleradamente nas categorias MobileHealth e Telemedicina, e novas startups surgem com grande tração e validação em todo o mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://hazeshift.com.br/saude-40-50/">Leia também: Saúde 4.0 e 5.0 e as barreiras que o Brasil precisa derrubar pela cultura de inovação</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Existem muitas variantes do processo de design estratégico em uso hoje. No entanto, todas as variantes incorporam os mesmos princípios, que foram descritos pela primeira vez pelo ganhador do Prêmio Nobel Herbert Simon em <a href="https://www.healthdesigns.net/design-thinking/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">The Sciences of the Artificial</a> em 1969. A <a href="https://www.welcoa.org/blog/design-thinking-for-well-being/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Wellness Council of America</a> (WELCOA) sugere o uso deste processo de seis etapas:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Tenha empatia e compreenda as pessoas envolvidas.</li><li>Defina o seu problema e os desafios e oportunidades do “quadro geral”.</li><li>Gere inúmeras idéias e soluções possíveis.</li><li>Conceba e experimente protótipos.</li><li>Implementar e testar em campo os protótipos.</li><li>Avalie os resultados, aprenda com eles e faça melhorias.</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Mais importante ainda, o processo de seis etapas é extremamente eficaz para resolver problemas que não são bem conhecidos (como a recuperação física, ou emocional ou psicológica de uma pandemia global), enquadrando o problema de maneira centrada no ser humano, criando enxurrada de ideias em sessões de <em>brainstorming</em> e adotando uma abordagem direta e prática.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Tendências wellness para healhtechs</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, as principais tendências de <em>wellness-healtechs</em> com estratégia DTC observadas são:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Os aplicativos de exercícios físicos como <a href="https://www.fitbit.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Fitbit</a>,<a href="https://www.strava.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> Strava</a>,<a href="https://business.amwell.com/"> </a>para e<a href="https://www.betterhelp.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> BetterHelp</a>,<a href="https://www.talkspace.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> Talkspace</a>,<a href="https://www.headspace.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> Headspace</a>,<a href="https://www.calm.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> Calm</a> estão adicionando benefícios de dieta e nutrição para melhorar suas ofertas para a saúde física dos usuários;</li><li>Aplicativos de bem-estar social como <a href="https://www.telavita.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Telavita, Zenklub, </a><a href="https://www.talkspace.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Talkspace</a>,<a href="https://www.headspace.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> Headspace</a>,<a href="https://www.calm.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> Calm</a>, estão surgindo desde 2020 para atender às necessidades específicas de saúde mental nas relações interpessoais entre amigos e familiares;</li><li>Aplicativos holísticos de saúde e bem-estar como ZenWellness, Vitality Brasil, oferecem benefícios para a saúde física e mental são cada vez mais bem recebidos pelos usuários.</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://hazeshift.com.br/startups-de-saude/">Leia também: Startups, planos de saúde e as oportunidades para revolucionar o atendimento médico no Brasil</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para que a estratégia DTC seja bem sucedida em gerar soluções promissoras em wellness, os empreendedores colocam em prática a capacidade de observar situações, problemas; perceber brechas tecnológicas e mercadológicas; e por meio de criatividade, gerar soluções em wellness para o cliente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com tantas soluções, o mercado Wellness cresce impulsionado pelas necessidade atuais da sociedade onde a aplicação do design estratégico pela estratégia DTC de entender o cliente. Suas necessidades de desenvolvimento de soluções eficientes no espaço digital de saúde e bem-estar têm sido o diferencial de crescimento em mercado e valor desse nicho. Um nicho, aliás, que segue de exemplo para empreendedores e investidores de outras áreas em <a href="https://hazeshift.com.br/estrategia-de-transformacao-digital/">transformação digital</a>.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Referências</h3>



<ul class="wp-block-list"><li>O que é Wellness? <a href="https://ginast.com.br/blog/o-que-e-wellness-conceito/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Como aplicar esse conceito no cotidiano </a></li><li><a href="https://www.mckinsey.com/industries/consumer-packaged-goods/our-insights/feeling-good-the-future-of-the-1-5-trillion-wellness-market" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Feeling good: The future of the $1.5 trillion market</a></li><li><a href="https://runway.is/blog/holistic-health-wellness-startups/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">15 Holistic Health Startus for Consumers</a></li><li><a href="https://www.healthdesigns.net/design-thinking/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Improving Wellness Programs with Design Thinking</a></li><li><a href="https://www.welcoa.org/blog/design-thinking-for-well-being/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Design Thinking for Well-Being</a></li><li><a href="https://www.linkedin.com/pulse/design-thinking-produces-better-wellness-results-dean-witherspoon/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Design Thinking Produces Better Results </a>in Wellness</li></ul>
<p>O post <a href="https://hazeshift.com.br/wellness-significado-healthtechs/">O que é wellness e por que este conceito tem alto valor para healthtechs e empresas de saúde</a> apareceu primeiro em <a href="https://hazeshift.com.br">Haze Shift</a>.</p>
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