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	<title>Arquivos empreendedorismo - Haze Shift</title>
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	<description>Consultoria de Inovação e Design Estratégico orientada a resultados</description>
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		<title>O que é educação empreendedora e porque ela é importante para todos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leo Tostes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Feb 2021 22:54:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura de Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação Aberta]]></category>
		<category><![CDATA[cultura da inovação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando você teve contato pela primeira vez com educação empreendedora? Poucos têm acesso e a maioria das pessoas em nosso país nem sabe o que isso significa. Para se ter ideia, segundo este relatório do Global Entrepreneurship Monitor (GEM), em 2020, o Brasil ocupou o 49º lugar em uma lista de 54 países quando se  Leia</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Quando você teve contato pela primeira vez com educação empreendedora? Poucos têm acesso e a maioria das pessoas em nosso país nem sabe o que isso significa. Para se ter ideia, segundo <a href="https://www.gemconsortium.org/report/gem-2019-2020-global-report" target="_blank" rel="noreferrer noopener">este relatório</a> do Global Entrepreneurship Monitor (GEM), em 2020, o Brasil ocupou o 49º lugar em uma lista de 54 países quando se trata de educação empreendedora na fase escolar. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo nas universidades não estamos muito à frente, nosso país ocupa a 37ª posição. A título de curiosidade, a Holanda ocupa o topo de ambos os rankings. E sabe o que isso significa para nós, brasileiros? Em primeiro lugar, que a maioria dos nossos jovens não aprendem sobre empreendedorismo no período escolar, e poucos durante seu período de formação superior, o que poderia ser muito útil para escolha de uma carreira ou até mesmo no sucesso da abertura do próprio negócio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como bem lembra o professor José Dornelas <a href="https://administradores.com.br/artigos/o-que-leva-os-jovens-a-empreender#:~:text=Os%20jovens%20com%20um%20equil%C3%ADbrio,espec%C3%ADficas%20e%20contatos%20mais%20estreitos">neste artigo</a>, um estudo com 2 mil jovens da Universidade de Zurique (Suíça) e da Universidade de Siegen (Alemanha) chegou à conclusão que pessoas com equilíbrio de atividades escolares, contatos com negócios, bom relacionamento com família e conexões com amigos são mais propensas a se tornarem empreendedores. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Por aqui, no Brasil, em especial no ensino público, falta um dos pilares mostrados na pesquisa de Zurique-Siegen. Estou falando sobre o incentivo à educação empreendedora: especialmente no ensino fundamental e médio. Isso seria essencial para o ciclo de vida empresarial.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que é educação empreendedora?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Educação Empreendedora é mais do que aprender como abrir uma empresa. Trata-se do desenvolvimento de uma cultura em que a pessoa tenha suas habilidades desenvolvidas e se sinta preparada para traçar e alcançar objetivos ao abrir um novo negócio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda que esteja atrás no ranking de educação empreendedora, o brasileiro costuma ser uma pessoa empreendedora. Seja por necessidade, seja por oportunidade, o Brasil encerrou 2020 com 19,7 milhões empresas ativas. Apenas no mês de novembro de 2020, segundo o Ministério da Economia, os brasileiros abriram 298 mil novas empresas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, a falta de capacitação leva ao fechamento precoce das empresas. Para você ter uma ideia, 1 a cada 5 empresas fecha após um ano aberta, e apenas 25% chegam aos 10 anos, de acordo com o IBGE.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Por que é tão importante investir na educação empreendedora?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Além de ser um fator importante para a sobrevivência das empresas, investir em educação empreendedora nas escolas e universidades estimula a formação crítica dos estudantes. Também os torna aptos a observar o mercado, as oportunidades e a planejarem seu próprio negócio. Porém, precisamos também incentivar ainda mais o interesse em empreendedorismo para que os próprios professores levem o tema à sala de aula, independente da área de atuação. Essa é uma forma de conectar mais suas disciplinas com oportunidades de negócios reais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu tive grande contato com educação empreendedora enquanto professor de ensino superior, e também atuando como gestor de uma aceleradora de <a href="https://hazeshift.com.br/startups-universitarias-brasil/">startups universitárias</a>. Eu ministrei a disciplina para estudantes e também para seus sócios em startups. É realmente motivador conduzir o desenvolvimento dessas ideias, e ver que os alunos desenvolvem autonomia, criatividade e se dedicam muito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A universidade também é um ambiente enriquecedor para contatos com grandes empresas. Por exemplo, uma startup universitária pode ser parceira de inovação aberta que uma multinacional precisa naquele momento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, quanto mais as universidades investem em educação empreendedora, mais elas desenvolvem negócios consistentes. E se programas de apoio forem criados, essas mesmas instituições de ensino poderão vir a ser sócias de empresas ainda nascentes que um dia podem se tornar grandes negócios. Todos ganham.</p>



<h2 class="wp-block-heading">De startup para fornecedor de multinacional</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Vamos a um exemplo. Com a mentoria do Núcleo de Empreendedorismo da USP (NEU), dois estudantes de engenharia transformaram seu trabalho de conclusão de curso em uma startup, a<a href="https://mvisia.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> Mvisia</a>. O produto era um software de visão computacional, a princípio voltado para a produção de eucaliptos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.investe.sp.gov.br/noticia/eles-criaram-uma-startup-na-faculdade-e-venderam-o-negocio-para-uma-multinacional/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Esta reportagem</a> conta que eles não tiveram sucesso no primeiro produto lançado, voltado para a agricultura. Após 2 anos aperfeiçoando o software, eles entenderam como poderiam ter mais sucesso na indústria. Assim, a Mvisia começou a prosperar e chegou a ter 15 funcionários. E então chamou a atenção da multinacional brasileira WEG, que fabrica equipamentos elétricos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois que analisou o negócio, a WEG comprou 51% da Mvisia e agora passa a ser um forte canal de distribuição de câmaras para o negócio da Mvisia. A startup continua sua operação de forma autônoma, mas agora responde por resultados à multinacional.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta não foi a primeira startup que a WEG comprou.Isso faz parte de sua estratégia de iniciativas para inovação. Nós já conversamos em outro texto aqui no blog como é benéfica a <a href="https://hazeshift.com.br/universidade-e-industria/">aproximação da universidade e indústria</a> e como isso proporciona desenvolvimento econômico e social da comunidade onde estão inseridos. </p>



<h2 class="wp-block-heading">Educação empreendedora dentro das empresas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Além das universidades, as empresas também podem estimular a cultura da educação empreendedora internamente. Ou seja, investir na capacitação para que seus colaboradores sejam incentivados a criar e inovar, com o objetivo de trazer mais valor para a empresa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Google é um exemplo clássico disso. Os funcionários são incentivados a ter 80% do tempo dedicados a projetos como um todo e os outros 20% em projetos pessoais de intraempreendedorismo, ou seja, empreender e criar novos negócios dentro da própria empresa. Isso significa que a Google incentiva os colaboradores a estudarem e proporem soluções para o negócio da <em>gig tech</em>. O Gmail era um desses projetos pessoais de Paul Buchheit, que aliou o sistema de buscas da empresa à caixa de e-mails, que hoje tornou-se parte de nossas vidas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Educação empreendedora é meta mundial</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Agora você já sabe que a educação empreendedora traz benefícios tanto no ambiente educacional quanto no corporativo. Mas sabia que também faz parte do plano de ação global de<a href="http://www.agenda2030.org.br/sobre/"> objetivos de desenvolvimento sustentável da agenda 2030</a>, da ONU?</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo Educação de Qualidade deseja levar o foco da educação para além básica, o texto da meta cita: </p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“A promoção da capacitação e empoderamento dos indivíduos é o centro deste objetivo, que visa ampliar as oportunidades das pessoas mais vulneráveis no caminho do desenvolvimento”.</p></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Já sabemos que investir em educação empreendedora pode trazer resultados positivos para estudantes, empresas e toda a sociedade. Nesse sentido, precisamos de ações práticas. Por exemplo, que a grade curricular de escolas e universidades insiram o empreendedorismo de forma mais ampla e prática. Já as empresas têm a oportunidade de investir na capacitação dos colaboradores para que possam visualizar dentro da própria companhia  oportunidades de crescimento e inovação através do intraempreendedorismo. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Já imaginou o que podemos alcançar até 2030 se isso acontecer? Nós da Haze Shift podemos ajudar sua empresa a desenvolver essa cultura empreendedora entre seus colaboradores ou conectá-la com universidades para construir juntos com a academia. Agora pense comigo: se existe todo esse potencial, o que falta para que a educação empreendedora seja ainda mais aplicada no Brasil? Deixe sua resposta nos comentários para conversarmos mais sobre esse tema tão importante.</p>
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