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	<title>Arquivos criatividade - Haze Shift</title>
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	<description>Consultoria de Inovação e Design Estratégico orientada a resultados</description>
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		<title>A fisiologia da criatividade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Melissa Rasera]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Aug 2021 21:39:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura de Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação Aberta]]></category>
		<category><![CDATA[criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[cultura da inovação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ser criativo!  Pare e pense como você leu essa primeira frase. Você considerou a palavra “ser” um verbo ou um substantivo? A criatividade e o cérebro humano Falar sobre criatividade é sempre um tema amplo e, às vezes, controverso. Normalmente assumimos que precisamos de liberdade total para sermos criativos. Usando o mundo artístico como exemplo,  Leia</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Ser criativo!&nbsp;</p>



<p>Pare e pense como você leu essa primeira frase. Você considerou a palavra “ser” um verbo ou um substantivo?</p>



<iframe src="https://open.spotify.com/embed/episode/0e7JnsdsvKAsOvNBYYaH5T?utm_source=generator" width="100%" height="232" frameBorder="0" allowfullscreen="" allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture"></iframe>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A criatividade e o cérebro humano</strong></h2>



<p>Falar sobre criatividade é sempre um tema amplo e, às vezes, controverso. Normalmente assumimos que precisamos de liberdade total para sermos criativos. Usando o mundo artístico como exemplo, pensamos em liberdade artística e inspiração como alguma luz divina e que as ideias simplesmente aparecem do nada e que qualquer limitação pode inibir a criatividade.</p>



<p>Com isso em mente, muitas pessoas falam que estão tão absorvidas em suas rotinas &#8211; com agendas cheias e obrigações &#8211; que não possuem tempo para serem criativas, ou que suas rotinas matam a criatividade.&nbsp;</p>



<p>Bom, vamos então a clássica pergunta, afinal o que é <a href="https://hazeshift.com.br/criatividade-inovacao-design/">criatividade</a>? Para mim, entre tantas definições que já encontrei ao longo dos anos, a que melhor resume criatividade é uma frase do neurocientista David Eagleman no documentário “The Creative Brain” (<em>Netflix</em>).&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>Criatividade é o que o cérebro humano faz.</em></p>
</blockquote>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Criatividade e fisiologia</strong></h2>



<p>Para David, criatividade é fisiologia, pois tem sido a resposta do cérebro humano à rotina, sobrevivência e evolução ao longo de gerações. Ou seja, avaliamos e absorvemos o mundo, vislumbramos nossas versões do que esse mundo poderia ser, e criamos soluções. Eis um processo criativo raiz! ?</p>



<p>Mesmo sabendo da informação acima, continuamos desacreditando nosso poder criativo. E aí entram outras respostas clássicas: “Não sou criativo porque sou de exatas” ou “Uso mais o lado esquerdo do cérebro”, entre outras ideias pré-concebidas..&nbsp;</p>



<p>Vou contar uma coisa para vocês. Esqueçam essa história de lado direito e lado esquerdo. Nossos neurônios não trabalham sozinhos! Aqui entra David Eagleman novamente. Segundo o neurocientista, embora certas funções estejam restritas a regiões cerebrais específicas, a criatividade envolve o cérebro inteiro: ela surge da colaboração entre redes neurais distantes.&nbsp;</p>



<p>Mas então, se pelo viés da fisiologia, criatividade é um processo natural do cérebro e funciona através da colaboração entre nossos neurônios, por que ainda nos sentimos intimidados por ela?</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Fora da caixa?&nbsp;</strong></h2>



<p>Quantas vezes você escutou que para achar uma solução para algum problema ou para crescer no mundo corporativo, você deveria <em>pensar fora da caixa</em>? Arrisco dizer, milhares de vezes.&nbsp;</p>



<p>Agora pare para pensar. O que será que esse famoso clichê do mundo dos negócios quer dizer de verdade? Por que precisamos tanto pensar fora da caixa? Será que as soluções ideais estão mesmo do lado de fora da tal caixa?</p>



<p>Pensar fora da caixa já ultrapassou o nível de clichê corporativo e se tornou algo arriscado e intimidador.&nbsp;</p>



<p>Podemos traduzir soluções fora da caixa como ideias disruptivas. E será que a disrupção é sempre o caminho ideal?&nbsp;</p>



<p>Segundo Clayton M. Christensen, o idealizador do termo <em>tecnologias de rupturas</em> no livro “O Dilema da Inovação”, ideias disruptivas demandam muitos recursos das empresas, levam tempo para ser implementadas, custam caro e a curva de adoção é mais longa.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Não me entendam mal. Inovações disruptivas são necessárias sim.&nbsp;</p>



<p>A questão é que a pressão social por <em>pensar fora da caixa</em>&nbsp; e achar a ideia <em>genial</em> tem feito com que muitos evitem simplificar o processo, ou seja, seria mais fácil e produtivo simplesmente encontrar a solução adequada para o problema existente.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Agora avalie, não seria melhor pensarmos em uma adaptação inteligente daquilo que a empresa já oferece e que possa ser implementado com maior agilidade, usando menos recursos e que possa ser corrigido rapidamente? Esse pensamento é o que podemos chamar de <strong>inovação incremental</strong>, e ela só acontece quando conhecemos e entendemos profundamente aquilo que está na nossa frente: nossa caixa e todas as restrições existentes.</p>



<p>Conhecer sua caixa não quer dizer limitar a criatividade. Pelo contrário, na maior parte das vezes, só precisamos olhá-la sob diferentes perspectivas para efetivamente encontrar as soluções ideais.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Restrições criativas</strong></h2>



<p>Isso mesmo, você não leu errado. Criatividade e restrições andam sim de braços dados.&nbsp;</p>



<p>Voltando à arte como exemplo, muitos movimentos artísticos se utilizam de processos estruturados e regras bem claras para definir suas características. Em outro <a href="https://hazeshift.com.br/criatividade-inovacao-design/">artigo</a> aqui no blog, citamos sobre o grupo literário francês <a href="https://www.terapiadapalavra.com.br/oulipo/">OULIPO</a> que utiliza regras matemáticas e <a href="https://oulipo.net/fr/contraintes">exercícios restritivos</a> para produção literária. Outro movimento a ser citado é o <a href="https://www.historiadasartes.com/nomundo/arte-seculo-20/cubismo/">cubismo</a>. Para produzir suas obras de artes, os cubistas devem seguir determinadas regras para avaliação de todas as perspectivas dos objetos e como essas dimensões serão representadas em uma superfície plana (bidimensional).</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a href="https://hazeshift.com.br/criatividade-inovacao-design/"><strong>Leia também: Criar e inovar nas empresas, do design de Santos Dumont às ferramentas modernas</strong></a></h3>



<p>Agora vamos trazer essa visão para o mundo corporativo. Eu diria que é fácil identificar as restrições existentes. Temos cronogramas e orçamentos em projetos, legislações e normas a serem seguidas, barreiras culturais e linguísticas, times em fuso horários diferentes, especificações de equipamentos, e tantas outras. Mas normalmente enxergamos a existência ou aplicação de restrições como uma influência negativa que acabaria por matar o processo criativo e inibir a inovação.&nbsp;</p>



<p>Outro exemplo é pensarmos na dinâmica de <em>brainstorm</em>. Imagine iniciar a atividade sem a aplicação de nenhum escopo de atuação, sem nenhuma delimitação, somente com a orientação de <em>gerar o máximo de ideias</em>. Vamos entender isso melhor? Assista o vídeo abaixo como exemplo:</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="video-shortcode"><iframe title="The Perfect Printer - Episode 1: Brainstorm Troopers" width="1100" height="619" src="https://www.youtube.com/embed/u44Rzn-LM0U?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></div>
</div></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que há de errado com a dinâmica do vídeo?</strong></h2>



<p>Gerar ideias sem delimitações de atuação, sem entender o objetivo que se quer alcançar, deixa a atividade sem foco e improdutiva. O excesso de ideias (de total liberdade no processo criativo) atrapalha a fase de ideação, resultando em ideias inadequadas e com pouca efetividade.&nbsp;</p>



<p>Por isso a metodologia do <a href="https://hazeshift.com.br/design-thinking-oficina-alien/">Design Thinking </a>&nbsp;é uma excelente opção para a busca de soluções. Nessa metodologia, as fases de ideação e definição possuem orientações claras e trazem aplicação de atividades (restritivas) de atuação para aumentar o foco. Em outras palavras, o design thinking força os participantes a enxergarem o problema sob novas perspectivas e, com isso, aumenta a capacidade criativa do grupo.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a href="https://hazeshift.com.br/design-estrategico-e-design-thinking/"><strong>Leia também: Como utilizar design estratégico e design thinking nas estratégias de sua empresa</strong></a></h3>



<p>O Design Thinking é só uma metodologia a ser usada entre tantas. O ponto principal que deve ser levado em consideração é que restrições são ferramentas para melhoria no planejamento e na <a href="https://hazeshift.com.br/governanca-da-inovacao/">governança da inovação</a>.&nbsp;</p>



<p>Segundo pesquisas realizadas sobre o tema, restrições criam tensão no processo criativo, mas esta tensão gera um paradoxo. Equipes não gostam de se sentir restringidas, mas ao mesmo tempo entendem a necessidade de limites porque ajudam a estruturar o processo criativo da equipe.&nbsp;</p>



<p>Nesse sentido,com o tempo, as equipes percebem que existe liberdade nas restrições. Essa liberdade surge quando nos tornamos conscientes das restrições ao nosso redor. Isso faz com que saibamos como atuar quando elas surgirem e, consequentemente, nos auxilia a criar o ambiente propício para que possam ser percebidas como oportunidades.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Criatividade: o cérebro, a caixa e as restrições</strong></h2>



<p>Agora que já sabemos um pouco mais sobre o processo criativo e sobre seu uso no ambiente de restrições, ouso dizer que a criatividade émuito mais do que uma habilidade. Pense no que o neurocientista David Eagleman comenta sobre criatividade ser algo fisiológico, ou seja, aquilo que o cérebro humano faz. Então, podemos destacar algumas dicas, confira:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Se a criatividade é um processo cerebral que ocorre através de colaborações neurais, estimule suas conexões neurais através de novos conhecimentos. </li>



<li>Se o cérebro observa o mundo ao seu redor e busca soluções para sobreviver e evoluir, enxergue o mundo sob novas perspectivas.</li>



<li>Se precisamos conhecer nossas caixas profundamente, entenda todas as interfaces e restrições existentes no seu negócio. </li>



<li>Se restrições são ferramentas para potencializar o processo criativo, transforme as restrições em oportunidades. </li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>E como fazer tudo isso?&nbsp;</strong></h2>



<p>Implante e pratique a Cultura de Inovação em seu ambiente e desenvolva uma mentalidade de<a href="https://hazeshift.com.br/inovacao-aberta-ou-fechada-porque-em-tempos-de-crise-a-inovacao-aberta-e-crucial-para-a-sobrevivencia-das-empresas/"> Inovação Aberta</a>, ou seja, abra-se para novas conexões, culturas, perspectivas e colaborações. E isso vai muito além do seu ambiente de trabalho. Aumente sua rede de interesses, leia livros técnicos, leia literatura, veja filmes diferentes (<a href="https://hazeshift.com.br/filmes-sobre-inovacao/">aqui em nosso blog trazemos sete dicas de filmes sobre inovação</a>), assista desenhos, converse com pessoas de áreas diferentes, pratique hobbies e descanse. </p>



<p>Olhe sua casa e sua cidade sob outras perspectivas, converse com clientes, usuários, interfaces e escute ativamente os <em>insights </em>desses grupos sobre seu trabalho, produto, empresa. Crie e teste restrições como forma de estimular e provocar os envolvidos a enxergar os problemas sob novas perspectivas e enxergar novas soluções.&nbsp;</p>



<p>Agora volte, releia a frase inicial do texto e pense: você quer ser criativo ou um ser criativo?&nbsp;</p>



<p>Bem-vindos à era do <em>Homo Sapiens Curiosus</em>!</p>
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		<title>Os desafios e processos de aprendizagem no livro Design for How People Learn: um resumo e um Podcast!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leo Tostes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Apr 2021 21:56:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura de Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Design estratégico]]></category>
		<category><![CDATA[criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[cultura da inovação]]></category>
		<category><![CDATA[design estratégico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um dia desses procurei alguém que não sofre de sobrecarga de informações. Não encontrei ninguém. Aliás, eu acho que nunca encontraria, ainda mais com a sobrecarga de informações que vivemos. Foi então que mudei meu pensamento e busquei dicas sobre processos de aprendizagem. Nessa jornada, eu me deparei com o livro Design for How People  Leia</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Um dia desses procurei alguém que não sofre de sobrecarga de informações. Não encontrei ninguém. Aliás, eu acho que nunca encontraria, ainda mais com a sobrecarga de informações que vivemos. Foi então que mudei meu pensamento e busquei dicas sobre processos de aprendizagem.</p>



<p>Nessa jornada, eu me deparei com o livro <em>Design for How People Learn</em>:&nbsp; Design de como as pessoas aprendem. O livro da consultora e designer Julie Dirksen me parece a maneira ideal para entender como o chamado design instrucional é importante para aprendermos e ensinarmos coisas novas. No universo corporativo isso é essencial para criarmos uma verdadeira<a href="https://hazeshift.com.br/o-que-e-cultura-de-inovacao-conceito-significa/"> cultura de inovação</a>, onde é preciso criar e ensinar ao mesmo tempo.</p>



<p>Basicamente, o <a href="https://www.twygoead.com/site/blog/design-instrucional/#:~:text=Design%20Instrucional%20%C3%A9%20o%20planejamento,modo%20a%20atingir%20determinados%20objetivos." target="_blank" rel="noreferrer noopener">design instrucional</a> nos ajuda a estruturar, desenvolver e repassar conteúdos de valor a nossos colegas, das mais diversas formas. Inclusive como despertar interesse nos colegas para aquilo que estamos falando.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>#08 Podcast Design de como as pessoas aprendem ou Design for How People Learn</strong></h2>



<p>Você também poderá conhecer um pouco mais sobre o livro <em>Design for How People Learn </em>neste post e em um podcast que eu gravei com os colegas Luiz Henrique Costa, host de nossos podcasts Hazeliente, a Helena Merk, head da comunidade<a href="https://inovadoresinquietos.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> Inovadores Inquietos</a>; Eduardo Martyres, da área de Design e Oficinas da Haze Shift, e a Gabriela Garcia, da área de projetos. Ouça:</p>



<iframe src="https://open.spotify.com/embed-podcast/episode/50UE6NweygS2s0DTPNOW2B" width="100%" height="232" frameborder="0" allowtransparency="true" allow="encrypted-media"></iframe>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Processos de aprendizagem: vamos por partes</strong></h2>



<p>Primeiramente, eu vejo como essencial neste resumo do livro <strong>Design for How People Learn </strong>explicar o que a autora chama de lacunas de aprendizagem. Isto é, identificar as dificuldades para uma pessoa compreender um tema ou executar um processo. Com a autora, reforcei algo que desconfiava sobre como a tecnologia e o ambiente que vivemos são barreiras para os processos de aprendizagem. Mas elas não são as únicas.</p>



<p>Enquanto alguns estudantes ou mesmo colaboradores podem ter déficit de conhecimento para exercer seu trabalho, outros precisam desenvolver habilidades práticas. Outros podem ter problemas de motivação, por exemplo. Nesse sentido, acho importante destacar, primeiro, duas <strong>lacunas dos processos de aprendizagem</strong>:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><em>Conhecimento</em>: Essa lacuna se refere à falta de informações para realizarmos ações. Vamos trazer o pensamento para o ambiente corporativo. Bons vendedores precisam conhecer o produto que estão vendendo e, em vários casos, precisam conhecer seu cliente para vender seu peixe. Da mesma forma, conhecer matemática é essencial para a negociação de valores. Ou seja, mesmo que o vendedor tenha todas as habilidades de técnicas de vendas, isso pode ser insuficiente se faltar determinados conhecimentos, como os da matemática por exemplo..</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><em>Habilidades</em>: O que é necessário para alguém ser proficiente em algo e quais são as oportunidades para praticar? Sempre que é preciso prática para colocar o conhecimento em ação, temos uma barreira de habilidade. Aqui o conhecimento teórico e equipamentos não bastam. Por exemplo, como um cirurgião pode executar seu trabalho apenas com conhecimento teórico? Ele precisa de treinamento prático. Assim, como destaca Julie Dirksen, ter uma habilidade é diferente de ter conhecimento. Mas pessoalmente ouso dizer que o grande segredo para as pessoas aprenderem é experimentando. Não basta só conhecer: é preciso experimentar, prototipar, testar, o que é uma base para a inovação destaca nos <a href="https://hazeshift.com.br/modelagem-de-negocios-design-estrategico/">princípios de design estratégico para a modelagem de negócios</a>. </li></ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Barreiras de ambiente e de comunicação</strong></h2>



<p>Entre as lacunas de aprendizagem, também é importante destacar dois fatores apresentados no livro Design for How People Learn. Uma está bem conectada à outra; confira:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>&nbsp;<em>Ambiente</em>: Será que o ambiente de trabalho está realmente adequado para o aprendizado? Nas oficinas de design que promovemos na Haze Shift, por exemplo, &nbsp;buscamos fazer as equipes se sentirem à vontade e terem o conhecimento (olha aí a primeira lacuna de novo!) para a proposta de trabalho, geralmente conectada à execução de novas ideias ou propostas inovação. Quando a oficina é presencial, até a potência e o barulho do ar-condicionado interferem. Quando ocorrem workshops remotos, por exemplo, o organizador pode enviar materiais adicionais (como Legos) para criar um ambiente criativo, e viabilizar a prototipação, afinal a prática leva ao aprendizado.<a href="https://hazeshift.com.br/workshop-online-como-fazer/"> Leia mais sobre como fazer workshops online</a> com meu colega e sócio<a href="https://hazeshift.com.br/author/marcos-daniel-goes/"> Marcos Daniel</a>.</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><em>Comunicação</em>: Esta lacuna de aprendizagem está conectada, e muito, ao ambiente em que o aprendizado é proposto. Para tornar objetivos claros, obviamente, é preciso comunicação precisa.<a href="https://hazeshift.com.br/o-que-e-hackathon-desafios-de-inovacao/"> Desafios de inovação aberta</a>, por exemplo, oferecem ferramentas para os participantes – além de se comunicarem – produzirem conteúdos e focarem no objetivo de comunicar inovações. O que eu quero dizer com isso? Que a comunicação precisa ser clara entre emissor e receptor e ocorrer em duas vias: ou seja de quem faz a comunicação e confere o entendimento do receptor promovendo um diálogo entre as partes. Da mesma forma quando um publicitário recebe um briefing incompleto, vai entregar uma proposta incompleta se ele não procurar entender melhor o briefing com o cliente.  </li></ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Os processos de aprendizagem da motivação e do hábito</strong></h2>



<p>Muitas vezes pensamos que professores chatos são os culpados por determinadas falhas de nosso aprendizado. Eu sou professor universitário e quero fazer uma defesa da categoria: será que o problema está apenas no professor ou você não encontrou um motivo para se aprofundar no conteúdo?</p>



<p>O professor tem a obrigação de ajudar você a encontrar sentido para o conteúdo, mas muitas barreiras dependem mais do indivíduo quanto, formando as seguintes lacunas dos processos aprendizagem:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><em>Motivação</em>: eu adoro falar sobre essa lacuna de aprendizagem, pois às vezes a observamos em oficinas de design thinking e workshops que nós da Haze Shift fazemos para clientes. Muitas vezes nos deparamos com gestores, palestrantes e professores com altíssimo grau de conhecimento, que sabem transmitir bem e tem energia. Por outro lado, temos um público de estudantes que não tem interesse ou motivação para acompanhar. Então, não faz diferença o quanto de bom é esse professor, temos aqui uma lacuna de motivação, o que torna o aprendizado muito desafiador. Isso acontece porque as pessoas não veem razões para aprenderem, dando de cara com uma barreira motivacional. Elas precisam entender por que determinado aprendizado é relevante para sua carreira ou vida.</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><em>Hábitos</em>: Alguns hábitos &#8211; como checar o email a cada 30 minutos &#8211; precisam ser desfeitos. Outros &#8211; como dedicar 5 minutos do dia para fazer uma lista de tarefas, por exemplo- precisam ser introduzidos. O fato é que muitos hábitos não exigem grandes habilidades, mas certas tarefas precisam ser colocadas em uma rotina. Especialmente na pandemia, quando o trabalho remoto foi multiplicado, as equipes precisaram estabelecer novos padrões, o que inclui a gestão de tempo, a desconexão do bombardeio de informações inúteis (como grupos de WhatsApp). Aqui nos deparamos com o gerenciamento do tempo baseado em produtividade, quando pequenos comportamentos podem ser prejudiciais. Nesse sentido, o bests <em>seller</em><a href="https://www.amazon.com.br/poder-do-h%C3%A1bito-Charles-Duhigg/dp/8539004119" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> O Poder do Hábito</a>, de Charles Duhigg, é uma boa dica de leitura.</li></ul>



<iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/Rn0VmhhgUag" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>




<h2 class="wp-block-heading"><strong>Motivação intrínseca e extrínseca: criando valor para o trabalho</strong></h2>



<p>Agora peço licença para seguir no tema motivação e, quem sabe assim, convencer você a observar melhor essa barreira. Em seu livro, Julie Dirksen nos ensina que o aprendizado pela motivação intrínseca é aquele em que as pessoas sentem mais prazer, e estão propensas a destinar seu tempo, pois – além de geralmente gostar do tema – veem claramente uma experiência de aprendizado útil.</p>



<p>Mas e a motivação extrínseca? Essa tem a ver como o aprendizado por obrigação. Muitas vezes, alunos e colaboradores não veem sentido em algo, mas se veem obrigados a aprender certas tarefas ou adquirir certos hábitos para não serem punidos. Para exemplificar, vou contar uma história pessoal.</p>



<p><a href="https://hazeshift.com.br/criatividade-inovacao-design/"><strong>Leia também: Criatividade e inovação nas empresas, do design de Santos Dumont às ferramentas modernas</strong></a></p>



<p>Para mim, estudar sustentabilidade e inovação é algo intrínseco, pois faz sentido e é algo estimulante. Mas tem algo que eu odiava quando [mais] jovem: a tal da Química. Realmente, era um parto. Eu não via sentido em estudar aquelas moléculas e ninguém nunca me mostrou como aquilo poderia ter utilidade.</p>



<p>Porém, a medida que me tornei adulto, comecei a cozinhar. Então comecei a fazer experimentos. Eu deveria usar o tal do fermento químico ou biológico? Se eu exagerar no bicarbonato, vou acabar com o sabor do <em>cookie </em>por quê? Pois olha, agora eu vejo que se meus professores utilizassem a culinária para me ensinar Química, provavelmente, não teria tido rejeição a essa disciplina. </p>



<p>E no ambiente corporativo, isso é possível?  Extremamente. Se você é gerente de uma equipe jovem, aposto que oficinas de aprendizado com a chamada gameficação serão mais divertidas, e como consequência farão seus colaboradores absorverem melhor os conteúdos, as metas e as tarefas que você quer que eles executem.</p>



<iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/t0pLA7Onoxo" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O elefante e o cavaleiro e os processos de aprendizagem</strong></h2>



<p>Agora, se você pensa que precisamos apenas focar em lacunas de processos aprendizagem para entender o design de como as pessoas aprendem, errou feio. Além de um bom ambiente, é preciso evitar que o nosso cérebro se distraia. É o que a autora Julie Dirksen chama de o elefante e o cavaleiro. Calma que vou explicar.</p>



<p>Sabe quando você está fazendo uma tarefa ou lendo um artigo e, inconscientemente, dispersa o raciocínio? Esse é o elefante que existe em você, que precisa ser domado. Nesse sentido, o cavaleiro em cima do animal muitas vezes tenta puxá-lo para um lado, e o animal – teimoso – vai para o outro. O cavaleiro precisa encontrar maneiras de domar o elefante, que é mais forte. Dessa maneira, conheça algumas dicas para o cavaleiro domar o elefante:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Se você está trabalhando remotamente, sua lacuna ambiental pode atrapalhar caso você tenha por perto TV e sofá. Procurar um local adequado é o primeiro passo;</li><li>Da mesma forma, o elefante geralmente quer parar para comer fora de hora, comprar algo ou ver o celular. É aqui que você precisa conhecer o elefante dentro de você para evitar que ele faça uma besteira que comprometa seu trabalho e orçamento, por exemplo.</li></ul>



<p>Essas duas dicas se resumem a algo básico: controlar os impulsos quando estamos tentando aprender ou executar algo. Como professor, eu gosto que os alunos estejam com a câmera aberta nas aulas online para ver se o elefante dos alunos está em ação, assim posso ajudá-los.</p>



<p>Mas isso também ser útil no dia a dia do trabalho. Sessões de brainstorm (e até reuniões) são melhores quando olhamos as reações. O líder da reunião precisa ficar de olho se os elefantes estão domados para evitar a dispersão. Parece óbvio, mas, no fim das contas, só assim a reunião será produtiva.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Aplicação prática: um case da Haze Shift</strong></h2>



<p>Nós da Haze Shift podemos ajudar gestores e colaboradores a se tornarem verdadeiros facilitadores dos processos de aprendizagem e da inovação na sua organização. Uma experiência ocorreu durante um projeto voltado à <a href="https://hazeshift.com.br/o-que-e-cultura-de-inovacao-conceito-significa/">Cultura da Inovação</a> que executamos junto com a equipe comercial da Eudora no Grupo Boticário.</p>



<p>Nosso objetivo era estimular o pensamento criativo entre líderes, de forma que essas pessoas pudessem usar essa habilidade com suas equipes. Então, não bastavam boas ideias. Era necessário fazer o grupo compreender porquê estavam nesse projeto (lacuna motivacional) e depois fazê-los experimentar. Tínhamos uma lacuna de conhecimento e habilidades que deveriam ser supridas.</p>



<p>A proposta foi fazer um desafio interno, em uma oficina para apresentar o conhecimento básico de processos criativos e sua experimentação, suprindo as lacunas de processos de aprendizagem de conhecimento e habilidades. O projeto fluiu e o sucesso veio com a apresentação das ideias, a construção coletiva a partir de grupos formados, os sorrisos do resultado e depois com o compartilhamento da experiência. Ou seja, os líderes se tornaram educadores levando o conhecimento às equipes.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="473" src="https://hazeshift.com.br/wp-content/uploads/2021/04/processos-de-aprendizagem-boticario.jpg" alt="" class="wp-image-2407" srcset="https://hazeshift.com.br/wp-content/uploads/2021/04/processos-de-aprendizagem-boticario-200x92.jpg 200w, https://hazeshift.com.br/wp-content/uploads/2021/04/processos-de-aprendizagem-boticario-300x139.jpg 300w, https://hazeshift.com.br/wp-content/uploads/2021/04/processos-de-aprendizagem-boticario-400x185.jpg 400w, https://hazeshift.com.br/wp-content/uploads/2021/04/processos-de-aprendizagem-boticario-600x277.jpg 600w, https://hazeshift.com.br/wp-content/uploads/2021/04/processos-de-aprendizagem-boticario-768x355.jpg 768w, https://hazeshift.com.br/wp-content/uploads/2021/04/processos-de-aprendizagem-boticario-800x370.jpg 800w, https://hazeshift.com.br/wp-content/uploads/2021/04/processos-de-aprendizagem-boticario.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Processos de aprendizagem: oficina desenvolvida pela Haze Shift junto ao Grupo Boticário.</figcaption></figure>



<p>Caso você perceba desafios de aprendizagem em sua equipe em temas como inovação, mudança de cultura e transformação digital, por exemplo, nós temos a expertise de organizar, mesmo em tempos de pandemia, oficinas que certamente derrubam as lacunas de processos de aprendizagem: levamos em consideração todos os fatores para proporcionar o melhor ambiente e comunicação para gerar conhecimentos e habilidades, buscando despertar a motivação intrínseca.</p>



<p>Despertei sua curiosidade para saber como fazemos isso? Algumas dicas estão aqui mesmo<a href="https://hazeshift.com.br/blog"> em nosso blog</a>. Outras eu gostaria de te contar pessoalmente, por isso, <a href="https://hazeshift.com.br/vamos-conversar/">venha conversar conosco</a>.&nbsp; Aproveite e deixe um comentário neste post e me conte quais são suas principais lacunas de aprendizagem. Certamente juntos encontraremos caminhos criativos para preencher essas barreiras.</p>
<p>O post <a href="https://hazeshift.com.br/processos-de-aprendizagem/">Os desafios e processos de aprendizagem no livro Design for How People Learn: um resumo e um Podcast!</a> apareceu primeiro em <a href="https://hazeshift.com.br">Haze Shift</a>.</p>
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		<title>Criatividade e inovação nas empresas: do design de Santos Dumont às ferramentas modernas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Medalha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Apr 2021 22:27:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura de Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Design estratégico]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação Aberta]]></category>
		<category><![CDATA[criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[cultura da inovação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quem nunca ouviu a desculpa de falta de criatividade para tentar coisas novas? Hoje vamos derrubar esse mito e provar que criatividade e inovação nas empresas andam juntas. Inclusive, são cruciais para a sobrevivência dos negócios. Esse sentimento de ausência criativa é mais natural do que parece. Chega a ser sociológico, como mostra esta pesquisa  Leia</p>
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<p>Quem nunca ouviu a desculpa de falta de criatividade para tentar coisas novas? Hoje vamos derrubar esse mito e provar que criatividade e inovação nas empresas andam juntas. Inclusive, são cruciais para a sobrevivência dos negócios.</p>



<p>Esse sentimento de ausência criativa é mais natural do que parece. Chega a ser sociológico, como mostra<a href="https://www.adobe.com/content/dam/acom/en/max/pdfs/AdobeStateofCreate_2016_Report_Final.pdf"> esta pesquisa</a> da Adobe, de 2016: 74% dos entrevistados de 5 países disseram que seus países não exploraram adequadamente seu potencial criativo. E se você ainda duvida da própria capacidade, logo de cara eu trago como incentivo esta citação da mestre em Design Simone Pereira de Assis:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>“Todas as pessoas nascem com potencial criativo, em diferentes níveis de desenvolvimento, que variam de acordo com fatores sociais, culturais e cognitivos.”</em></p></blockquote>



<p>Como designer de formação e especialista em design estratégico e inovação aberta, eu acrescentaria ainda que o potencial criativo depende do ambiente de negócios em que você e sua empresa estão inseridos. Principalmente, uma organização que estimula a Cultura da Inovação (<a href="https://hazeshift.com.br/o-que-e-cultura-de-inovacao-conceito-significa/">entenda aqui</a> o que é isso) tem mais facilidade para identificar oportunidades.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Diferença entre criatividade e inovação nas empresas</strong></h2>



<p>Um ótimo passo para começar é diferenciar os conceitos. Alguns inventores fizeram o uso da criatividade e criaram protótipos, mas – no fim das contas – não produziram uma inovação. Aqui dou um exemplo, o 14-BIS, de Santos Dumont, foi um invento e não uma inovação.&nbsp;</p>



<p>Não se surpreenda com essa afirmação: o 14-BIS não passou pelo crivo do mercado. Vou explicar melhor: enquanto uma invenção é algo que pode ser, em algum momento, explorado pelo mercado, a inovação é a exploração comercial do invento, que geralmente é adaptado às necessidades comerciais. E foi isso que aconteceu no caso do aviador brasileiro:</p>



<p>Depois do 14-Bis, Dumont aperfeiçoou sua ideia e desenhou o Demoiselle (também conhecida como Libellule), a primeira aeronave a ser fabricada em série. Perceba a diferença entre <strong>criatividade e inovação nas empresas</strong>: primeiro Santos Dumont passou pelas fases de descoberta, criação, invenção para, posteriormente, aperfeiçoar seu protótipo até ele se tornar viável para produção empresarial em um novo mercado, o da aviação.</p>



<p><a href="https://hazeshift.com.br/modelagem-de-negocios-design-estrategico/"><strong>As fases seguidas por Santos Dumont seguem as cinco categorias do desing estratégico, clique aqui e entenda.</strong></a></p>



<p>Certamente o aeronauta não pensou que iria utilizar as cinco categorias do design (descoberta, definição, ideia, protótipo e teste) para sua inovação final. Afinal, a metodologia ainda não estava escrita. Contudo, o avião Demoiselle passou por um processo de<a href="https://hazeshift.com.br/modelagem-de-negocios-design-estrategico/"> modelagem de negócios</a> que resultou na inovação, a partir de uma sacada criativa.Veja a evolução do 14-Bis para o Demoiselle: </p>



<iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/tIu4v9gN_Gc" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>



<p>Nesse sentido, eu preciso reforçar para você que, atualmente, podemos estimular a criatividade e inovação nas empresas quando dispomos de algumas ferramentas do design estratégico. Mas antes de apresentá-las, quero destacar que é possível criar até mesmo com dificuldades impostas. Vou explicar:</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Criar e inovar com restrições</strong></h2>



<p>Você já parou para pensar por que startups e agências de publicidade tem uma configuração pós-moderna no ambiente de trabalho, que inclui até mesmo vídeo games? Estar em um ambiente relaxado e executar atividades que quebrem a rotina ajudam, e muito, criatividade e inovação. A proposta é desbloquear restrições, <em>dar asas à imaginação</em>.</p>



<p>Porém, para iniciar um processo criativo você não precisa desconfigurar sua empresa, que tem a sua própria cultura. Até mesmo restrições podem ser o motor da criatividade. Especialista em gestão de serviços e também Inovadora e Inquieta, Melissa Raser,<a href="https://inovadoresinquietos.com.br/blog/criatividade-das-restricoes-ou-porque-a-vida-deveria-imitar-a-arte"> explicou em artigo</a> isso com um exemplo:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>Para aqueles que duvidam [da criatividade nas restrições], faço questão de apresentar uma corrente literária que surgiu na França na década de 60 chamada OULIPO. O objetivo deste grupo, formado por escritores e &#8211; pasmem &#8211; por matemáticos, é a investigação e aplicação de estruturas matemáticas e/ou restritivas (chamadas contraintes) na produção textual e, com isso, criar possibilidades ilimitadas. Para os oulipianos, as regras e técnicas elaboradas e autoimpostas constituem um estímulo a mais para a criatividade, para a fantasia e para encontrar inúmeras soluções imprevistas e inusitadas.</p></blockquote>



<p>Um dos integrantes do grupo é Georges Perec: ele conseguiu escrever um livro de mais de 300 páginas sem a letra “E”, chamado <a href="https://www.amazon.com.br/sumi%C3%A7o-Georges-Perec/dp/8582177615" target="_blank" rel="noreferrer noopener">O Sumiço</a>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Restrições voluntárias e involuntárias</strong></h2>



<p>Agora vamos transferir esse pensamento para criatividade e inovação nas empresas: as restrições podem ser involuntárias ou mesmo voluntárias. Enquanto escrevia este artigo, conversando com a Melissa, ela também me disse algo muito interessante, enquanto falamos sobre a famosa frase <em>pensar fora da caixa</em>:&nbsp;</p>



<p><em>“Quando percebemos as restrições e as conhecemos, conseguimos focar nelas para trabalhar melhor. Temos mais foco e conseguimos mensurar o melhor caminho para a adoção, por exemplo, de uma inovação. Não adianta criar por criar”.&nbsp;</em></p>



<iframe src="https://open.spotify.com/embed-podcast/episode/5grw8Yw9iqifJSgerJA9Il" width="100%" height="232" frameborder="0" allowtransparency="true" allow="encrypted-media"></iframe>



<p>A Melissa inclusive me recomendou um livro chamado <a href="https://www.amazon.com.br/Creative-People-Must-Stopped-Innovation/dp/1118002903" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Creative People Must be Stopped</a> (Pessoas criativas precisam ser paradas), do autor David Owens. Ele aponta a necessidade de mensurar as restrições de criatividade de indivíduos, de um grupo, de uma organização, de uma sociedade, do mercado e das tecnologias disponíveis para, então, chegar a soluções. </p>



<p>Nesse sentido, chamar pessoas de fora da caixa para pensar dentro dela é uma forma de promover a inovação aberta, pois inclui outros <a href="https://hazeshift.com.br/tipos-de-stakeholders-internos-externos/">stakeholders </a>na busca por soluções dentro das restrições.</p>



<p>Mas e as voluntárias? Um bom exemplo de restrição voluntária está em <a href="https://hazeshift.com.br/o-que-e-hackathon-desafios-de-inovacao/">desafios como hackathons.</a> Em geral, há <em>pitches</em>, ou seja, apresentações com tempo limite de dois minutos. Neste caso, o tempo é a maior restrição e essa é uma maneira de exercitar sua a criatividade nas restrições para condensar informações em tão pouco tempo. E isso é só um exemplo. Vamos a outros?</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Ferramentas de design para criatividade e inovação nas empresas</strong></h2>



<p>Sobretudo, há ferramentas originadas no design que podem ajudar muito a modelagem de negócios. Seja em ambientes com poucas ou muitas restrições, é possível estimular a criatividade e a inovação nas empresas:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><em>Por workshops/oficinas de ideias</em>: excelentes para<a href="https://hazeshift.com.br/o-que-e-inovacao-aberta-conceito/"> propostas</a> de inovação aberta, e não precisam durar mais de um dia, sendo ótimos recursos durante a pandemia de coronavírus. Aqui o objetivo é a cocriar com<a href="https://hazeshift.com.br/tipos-de-stakeholders-internos-externos/"> stakeholders</a>, como colaboradores, clientes e fornecedores, por exemplo. Em pouco mais de um ano de pandemia, nós da Haze Shift<a href="https://hazeshift.com.br/workshop-online-como-fazer/"> divulgamos neste link</a> como aprendemos a redesenhar workshops para o novo contexto de crise sanitária global.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>C<em>om brainstorms:</em> esse é um método clássico. Quando você tem um projeto, chamar pessoas para conversas descontraídas é uma boa solução. Não à toa, esse recurso é traduzido por Tempestade de Ideias. Mas eu recomendo que você siga essa dica da Melissa: “Quando uma sessão de brainstorm está completamente solta, sem foco, sem limite de ideias, as pessoas perdem o foco da inovação. Vira geração de ideias, e não de boas ideias. As restrições ajudam nisso. &nbsp;</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><em style="letter-spacing: 0px;">Criando um Mapa Mental</em><span style="letter-spacing: 0px;">: quando você tem um objetivo final, é possível escrever ou inserir esse objetivo em ferramentas para a criação de um mapa mental. A partir dessa palavra chave, você pode ir desmembrando-a em outras.</span><a style="letter-spacing: 0px;" href="https://www.mindmeister.com/blog/mind-map-examples/"> Veja como funciona: confira 13 exemplos de mapas mentais neste link</a><span style="letter-spacing: 0px;">.</span></li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><em>Por storyboards: </em>no ciclo de modelagem de negócios do design estratégico encontramos as etapas de<a href="https://hazeshift.com.br/modelagem-de-negocios-design-estrategico/"> Descoberta, Definição, Ideia/Criação, Prototipação e Teste</a>. Porém, nem sempre o protótipo físico é viável. Nesse sentido, uma solução é criar um <em>storyboard</em> (<a href="https://images.template.net/wp-content/uploads/2015/07/Business-Cycle-Story-Board-Template-Powerpoint-Format.jpg?width=600">veja um exemplo aqui</a>), que nada mais do que uma história do fluxo de um serviço.  </li></ul>



<iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/gAgtSwuWRks" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Por que investir nesses recursos?</strong></h2>



<p>Novamente gostaria de, antes de encerrar este texto, citar o contexto da pandemia de coronavírus. Em 2020, a Adobe divulgou a<a href="https://www.adobe.com/content/dam/www/au/pdf/state_of_creativity_report.pdf"> pesquisa</a> o Estágio da Criatividade em seis países e identificou que 80% dos entrevistados concordam que os fluxos de trabalho das equipes poderiam ser mais eficientes. Nesse sentido, o<a href="https://hazeshift.com.br/o-que-e-design-estrategico-inovacao-exemplos/"> design estratégico e suas ferramentas</a> são um remédio poderoso.</p>



<p>Ademais, segundo a Adobe, 86% concordam que a cultura visual e tópicos relacionados estão evoluindo mais rápido do que nunca. Ou seja, criatividade e inovação nas empresas não é mais uma questão de escolha.  É como diz o autor Alvin Toffler: </p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>“Os analfabetos do século 21 não são os que não sabem ler e escrever, mas são aqueles que não sabem: Aprender, Desaprender e Reaprender”</em></p></blockquote>



<p>Portanto, sua empresa precisa agir agora mesmo. E nós da Haze Shift estamos aqui para ajudar com soluções sob medida em design estratégico, inovação aberta, cultura da inovação e transformação digital. Entre em contato e vamos trabalhar juntos, de forma aberta e criativa! </p>
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